{"id":3800,"date":"2024-02-09T15:00:00","date_gmt":"2024-02-09T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3800"},"modified":"2024-02-22T16:11:17","modified_gmt":"2024-02-22T21:11:17","slug":"rua-do-trapiche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3800","title":{"rendered":"Rua do Trapiche"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Andriny Silva<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje chamada rua Ricardo Campelo, outrora rua do Trapiche, recebeu esse nome pois, de acordo com quem mora l\u00e1, h\u00e1 alguns anos a popula\u00e7\u00e3o precisava andar por cima de estruturas de madeira, os chamados trapiches, pois havia muita lama.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta rua fica localizada no bairro Boa Vista, na Baixada da Sobral, uma ampla regi\u00e3o que abriga 18&nbsp; bairros, assim como diversos com\u00e9rcios, escolas, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, entre outros tipos de estabelecimentos. A regi\u00e3o \u00e9 como se fosse uma outra cidade dentro de Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m chamada \u201cBaixada do Sol\u2019\u2019, esse nome foi criado para evitar que chamassem de \u201cSobral\u2019\u2019 todos os diferentes bairros que s\u00e3o cortados pela estrada de mesmo nome. \u00c9 um espa\u00e7o que abriga muitas pessoas que vieram de outros munic\u00edpios e, assim como o sol, nasceu para&nbsp; todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Antigamente a regi\u00e3o era bem diferente do que \u00e9 hoje, era uma fazenda e, pouco a pouco, casas foram constru\u00eddas e formando diversos bairros e ruas. Nesse tempo, havia muita lama, contrastando com a vis\u00e3o atual, em que a maioria das ruas s\u00e3o cobertas por asfalto ou pelos&nbsp; tradicionais tijolos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A dona de casa Luziete Mesquita da Costa, de 43 anos, \u00e9 uma entre as diversas pessoas que sa\u00edram de seus locais de origem e hoje tem como lar a Baixada da Sobral, sendo&nbsp; moradora dessa regi\u00e3o h\u00e1 quase 30 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela vivia na zona rural mas,aos 14 anos, come\u00e7ou a morar com a irm\u00e3 mais velha, Izalete, que j\u00e1 era residente do bairro Jo\u00e3o Paulo. O objetivo de Luziete era estudar, por\u00e9m, a vida tomou outro rumo e ela acabou estudando apenas at\u00e9 a oitava s\u00e9rie.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ela chegou, ainda existiam os trapiches e muita lama, assim como a vida, que \u00e9 cheia de mudan\u00e7as, ela viu a rua feita de lama se transformar em tijolos. E a rua tamb\u00e9m&nbsp; acompanhou as mudan\u00e7as de sua vida, viu quando conheceu seu primeiro esposo, o&nbsp; nascimento de seus tr\u00eas primeiros filhos,viu o seu div\u00f3cio, e o nascimento dos dois&nbsp; outros filhos que vieram depois., e at\u00e9 hoje v\u00ea os sonhos de Luziete, que almeja terminar de reformar sua&nbsp; casa e ver seus filhos formados, se realizando. E a rua segue vendo,&nbsp; a cada dia, todo o trajeto da vida de Luziete e de outros moradores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A vendedora de doces regionais Andressa da Costa Silva tem 27 anos e mora na regi\u00e3o h\u00e1 17, sendo&nbsp; 12 deles&nbsp; como moradora da rua Ricardo Campelo.&nbsp; Ela tinha apenas dez anos de idade quando seus pais resolveram se separar e metade&nbsp; de sua fam\u00edlia, da parte materna, morava espalhada pela regi\u00e3o da Baixada da Sobral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca em que chegou, muitas ruas ainda eram de trapiche e a \u00e1rea era &nbsp; conhecida como perif\u00e9rica, Sua vida foi, praticamente, toda na Sobral, nas regi\u00f5es de Boa Vista&nbsp; e Jo\u00e3o Paulo,chegando a morar em v\u00e1rias ruas por conta das muitas mudan\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando,&nbsp; enfim, se instalou na rua Ricardo Campelo, n\u00e3o tinha saneamento b\u00e1sico, havia muito&nbsp; mato e esgoto a c\u00e9u aberto, entretanto, hoje em dia o local est\u00e1 mais valorizado, e ganhou melhor estrutura, como a mudan\u00e7a da rua de trapiche para tijolos<\/p>\n\n\n\n<p>A rua Ricardo Campelo j\u00e1 foi conhecida como rua das flores. Tamb\u00e9m foi conhecida por ser muito perigosa, lar de confrontos entre fac\u00e7\u00f5es. Atualmente, por\u00e9m, a onda de&nbsp; viol\u00eancia reduziu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Luziete e Andressa, de formas particulares, possuem uma boa rela\u00e7\u00e3o com seus vizinhos. Andressa, conversa, se d\u00e1 bem e acha os vizinhos super harmoniosos. Luziete, por outro lado, n\u00e3o \u00e9 de ficar conversando, mas n\u00e3o tem nenhum problema com seus&nbsp; vizinhos. Ela acredita que cada um vive sua vida tranquilamente, sem problema nenhum, se d\u00e1 super bem com todos, mas com cada qual no seu canto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Luziete gosta do local onde mora e n\u00e3o pretende mudar. Andressa, por outro lado, gosta&nbsp; do seu bairro em geral, gosta da facilidade em quest\u00e3o de transporte p\u00fablico e gosta do&nbsp; fato de andar pouco e logo encontrar padarias, a\u00e7ougues, frutarias, escolas e paradas de&nbsp; \u00f4nibus, por\u00e9m, apesar de gostar de onde mora, acredita que a vida \u00e9 repleta de mudan\u00e7as&nbsp; e ela pretende se mudar futuramente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para conhecer a regi\u00e3o:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>TORRES, Gilmar. Conhe\u00e7a a Baixada da Sobral. <strong>Blog fala baixada<\/strong>, Rio Branco, 2018.&nbsp; Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/falabaixada.blogspot.com\/p\/conheca-baixada-do-sol_30.html&gt;.&nbsp; Acesso em: 01 set. 2022 de Setembro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andriny Silva Hoje chamada rua Ricardo Campelo, outrora rua do Trapiche, recebeu esse nome pois, de acordo com quem mora l\u00e1, h\u00e1 alguns anos a popula\u00e7\u00e3o precisava andar por cima de estruturas de madeira, os chamados trapiches, pois havia muita lama. 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