{"id":3747,"date":"2024-01-29T11:00:00","date_gmt":"2024-01-29T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3747"},"modified":"2024-01-29T11:19:55","modified_gmt":"2024-01-29T16:19:55","slug":"visibilidade-e-realidade-de-uma-travesti-que-estuda-na-ufac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3747","title":{"rendered":"Visibilidade e realidade de uma travesti que estuda na Ufac"},"content":{"rendered":"\n<p>Aluna relata situa\u00e7\u00f5es cotidianas e viol\u00eancias: \u201ceu n\u00e3o deveria nem mesmo ter me inscrito no Enem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por Wisney Berig e Luiz Eduardo Souza de Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p>O Dia da Visibilidade Trans \u00e9 comemorado em 29 de janeiro e 2024 marca seu vig\u00e9simo ano de exist\u00eancia. Essa data foi definida por uma a\u00e7\u00e3o do antigo Departamento de Doen\u00e7as Sexualmente Transmiss\u00edveis, Aids e Hepatites Virais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que procurava promover a campanha \u201cTravesti e Respeito\u201d, e desde ent\u00e3o o dia ficou como marco para a luta e visibilidade da popula\u00e7\u00e3o trans e travesti no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Acre \u00e9 um estado com uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 800 mil habitantes, dos quais aproximadamente 2,8% se identificam como LGBTQIA+. Dentro desse grupo, as pessoas trans enfrentam muitos desafios, entre eles a transfobia.<\/p>\n\n\n\n<p>A transfobia \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o ou o preconceito contra pessoas transg\u00eanero, que pode se manifestar de diversas formas, como o ass\u00e9dio verbal ou f\u00edsico, a discrimina\u00e7\u00e3o no trabalho ou em qualquer \u00e2mbito social, e a viol\u00eancia f\u00edsica ou sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>No Acre, a transfobia \u00e9 uma realidade cotidiana para as pessoas trans, que passam cada vez mais a ocupar espa\u00e7os importantes dentro da sociedade. Entretanto, nem sempre esta mesma sociedade est\u00e1 preparada para acolh\u00ea-las. Elas relatam que s\u00e3o frequentemente alvo de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o, seja por parte de familiares, amigos, colegas de trabalho ou desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A travesti e estudante do curso de Licenciatura em Biologia, Morgana Caf\u00e9, divide um pouco da sua experi\u00eancia dentro da Universidade Federal do Acre (Ufac), abordando suas viv\u00eancias, dificuldades, pontos positivos, negativos e aspectos a serem olhados com mais aten\u00e7\u00e3o pela institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A vida n\u00e3o \u00e9 um conto de fadas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Morgana Caf\u00e9 \u00e9 uma estudante bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (Pibic), que realiza pesquisas no Laborat\u00f3rio de Bot\u00e2nica e Ecologia Vegetal (Labev) e expressa como sua viv\u00eancia dentro da institui\u00e7\u00e3o tem sido dif\u00edcil. Especialmente no quesito de respeito \u00e0 pessoa que ela \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"536\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site.jpg?resize=740%2C536&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3749\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site-scaled.jpg?resize=1024%2C742&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site-scaled.jpg?resize=300%2C217&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site-scaled.jpg?resize=768%2C556&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site-scaled.jpg?resize=1536%2C1113&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site-scaled.jpg?resize=2048%2C1484&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site-scaled.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/segunda-foto-site-scaled.jpg?w=2220&amp;ssl=1 2220w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Morgana Caf\u00e9 se apresenta \/ Foto: Wisney Berig<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A entrevistada aponta que em sua viv\u00eancia dentro do curso de Biologia precisa sentar-se na cadeira e ouvir professores e professoras falando sobre sexo e g\u00eanero como se fossem a mesma coisa. E que a falta de atualiza\u00e7\u00e3o pode acabar reproduzindo viol\u00eancias com pessoas trans e travestis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o era pra eu estar aqui, e isso \u00e9 claramente exposto de maneira rotineira. Fico de frente com determinadas situa\u00e7\u00f5es que falam realmente: \u2018olha voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 daqui, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 pra estar aqui, entende?\u2019 Que eu n\u00e3o deveria nem mesmo ter me inscrito no Enem\u201d, revela Morgana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela aponta ainda que isso ocorre das mais diversas maneiras. \u201cS\u00e3o situa\u00e7\u00f5es violentas, e isso vai de muitas coisas como falta de estrutura, o n\u00e3o respeito pelo meu nome, que agora \u00e9 meu nome civil, portas se fechando. Se eu fosse um homem branco cis eu teria mais oportunidade do que eu tenho agora\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/repositorio.ufpe.br\/bitstream\/123456789\/49140\/1\/TCC-A%20EVAS%C3%83O%20ESCOLAR%20DE%20ESTUDANTES%20TRANSEXUAIS%20E%20TRAVESTIS%20-%20Marcela%20Jos%C3%A9%20de%20Carvalho.pdf\">estudo realizado por Marcela Carvalho<\/a>, em 2022, 82% das pessoas trans e travestis sa\u00edram das escolas, apontando que essas viol\u00eancias que ocorrem com Morgana n\u00e3o s\u00e3o casos isolados e ocorrem no Brasil inteiro. Mas nem sempre t\u00eam a devida visibilidade e nem produ\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que amparem essas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) apresentou em 2023 que esses dados s\u00e3o influenciados pela n\u00e3o empregabilidade de pessoas trans e travestis, e que 90% das mulheres trans e travestis ainda tem a prostitui\u00e7\u00e3o como principal ou a \u00fanica fonte de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da Ufac h\u00e1 poucas pessoas que se identificam desta maneira. Morgana Caf\u00e9 confessa que se sente solit\u00e1ria dentro do seu curso e que apesar de as pessoas que trabalham com ela no Laborat\u00f3rio a respeitarem, compartilhar sua viv\u00eancia com outra pessoa trans seria algo \u00edmpar. Al\u00e9m de ser a \u00fanica e a primeira travesti da Biologia da Ufac, ela diz que esse pioneirismo \u00e9 um peso que ela n\u00e3o gostaria de carregar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"586\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Origna-terceira-site.png?resize=740%2C586&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3750\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Origna-terceira-site.png?resize=1024%2C811&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Origna-terceira-site.png?resize=300%2C238&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Origna-terceira-site.png?resize=768%2C608&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Origna-terceira-site.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Morgana Caf\u00e9 conta dificuldades para uma travesti na Ufac \/ Foto: Wisney Berig<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente a Ufac disp\u00f5e de nomes sociais para pessoas que n\u00e3o conseguiram retificar seus documentos. No entanto, ainda h\u00e1 resist\u00eancia por parte de professores e estudantes respeitarem o nome social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Morgana, a Ufac tem mecanismos para acolher e promover o acolhimento de pessoas trans e travestis, mas n\u00e3o o faz adequadamente. \u201cA Ufac tem acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o percebe isso como algo relevante para a perman\u00eancia de pessoas trans e travestis na universidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Existem algumas a\u00e7\u00f5es que a pr\u00f3pria estudante aponta como importantes para o acolhimento desta popula\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Criar cotas espec\u00edficas para esse segmento;<\/li><li>Procurar pessoas trans e travestis para poder auxiliar no processo de inclus\u00e3o do nome social dentro da universidade;<\/li><li>Promover forma\u00e7\u00e3o para professores, a garantia de perman\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 relacionada apenas ao respeito;<\/li><li>Aux\u00edlio financeiro por meio de bolsas.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A rede de apoio \u00e9 uma das formas que a pesquisadora aponta como possibilidade para enfrentar a solid\u00e3o. \u201cSe entender como uma travesti \u00e9 perder direitos, nos \u00e9 retirado at\u00e9 mesmo o direito de poder amar. Eu me sinto muito sozinha aqui na Ufac, aqui no curso\u201d, revela a estudante. Encontrar e fazer trocas com outras pessoas trans e travestis \u00e9 uma maneira que ela encontrou para conseguir aliviar um pouco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de limita\u00e7\u00f5es ao acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 outras formas de exclus\u00e3o, como o acesso reduzido \u00e0 sa\u00fade, j\u00e1 que muitos locais n\u00e3o acolhem bem essa popula\u00e7\u00e3o, por n\u00e3o terem profissionais capacitados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Travesti tamb\u00e9m \u00e9 professora<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em seu relato, Morgana comenta um pouco dessa rela\u00e7\u00e3o entre fazer um curso que lhe tornar\u00e1 uma professora e ser uma professora que tamb\u00e9m \u00e9 travesti. Ela ir\u00e1 se deparar em um futuro pr\u00f3ximo com as salas de aula, como uma professora de Biologia, mas j\u00e1 vivenciou percal\u00e7os dentro do \u00e2mbito escolar. Durante seu est\u00e1gio em uma escola, ela foi repreendida pela maneira como se apresentava naquele espa\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela disse que suas vestimentas foram vistas como um problema. N\u00e3o por serem indecentes ou inadequadas, mas por ser uma travesti que est\u00e1 usando roupas ditas como femininas.&nbsp; \u201cEssas pessoas n\u00e3o conseguem entender o qu\u00e3o importante \u00e9 a vestimenta para travesti, principalmente porque a gente tem que usar esses apetrechos como mecanismo para que a gente consiga passar, se n\u00e3o a gente passa por situa\u00e7\u00f5es transf\u00f3bicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o foi s\u00f3 nos locais onde fez est\u00e1gio que sentiu esse desconforto. Na universidade as suas roupas j\u00e1 foram questionadas e alguns professores ainda a chamam no masculino. Durante as elei\u00e7\u00f5es do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE) da Ufac, quando fez parte de uma chapa, ela relembra que foi questionada por uma antiga professora, que a chamou no masculino e ainda tentou usar o nome morto. E ainda foi v\u00edtima de amea\u00e7as veladas por uma aluna do curso de Nutri\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/agazetadoacre.com\/2023\/11\/noticias\/geral\/aluna-de-nutricao-da-ufac-e-acusada-de-transfobia-em-post-durante-campanha-para-eleicoes-do-dce\/\">O caso foi noticiado pela m\u00eddia local.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caso de transfobia na Ufac<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A aluna Morgana Caf\u00e9 disse que sofreu ataques de outra aluna da institui\u00e7\u00e3o. O que era para ser uma disputa entre concorrentes nas elei\u00e7\u00f5es do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE) virou uma acusa\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma postagem nas redes sociais, uma acad\u00eamica de Nutri\u00e7\u00e3o comentou: \u201cO pre\u00e7o que eu pago por ouvir, ler e ver \u00e9 grande viu?!\u201d &nbsp;Ela completou a publica\u00e7\u00e3o dizendo: \u201cfui obrigada a sair da sala para usar o meu r\u00e9u prim\u00e1rio em um caso mais extremo\u201d. A declara\u00e7\u00e3o teve como refer\u00eancia o uso de linguagem neutra utilizados em um panfleto distribu\u00eddo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A v\u00edtima comentou o caso em entrevista ao jornal A Gazeta do Acre, contou como sentiu-se em rela\u00e7\u00e3o ao caso. \u201cMe mostraram de manh\u00e3 cedo e eu nem liguei, s\u00f3 passei o olho. Mas depois me mandaram um<em> print<\/em>, numa conversa privada, e eu fiquei em choque. Distorceram o que eu falei e ainda \u201chigienizaram\u201d minha imagem. Foi algo nojento, violento e baixo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Morgana Caf\u00e9 disse que vai conversar com a ouvidoria da Ufac para abrir um processo contra a aluna. E relata que o maior impacto foi que os coment\u00e1rios partiram de outra mulher, que ela deveria ter consci\u00eancia do que \u00e9 sofrer descrimina\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Centro Acad\u00eamico do curso de Nutri\u00e7\u00e3o se pronunciou atrav\u00e9s de suas redes sociais, afirmando que n\u00e3o compactua com as a\u00e7\u00f5es da aluna e que n\u00e3o pode concordar que a orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00eanero continue sendo alvo de viol\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 urgente combater a transfobia em um pa\u00eds que ocupa 1\u00ba lugar no ranking mundial dos assassinatos de pessoas trans e travestis, durante os \u00faltimos 14 anos. Pesquisas realizadas em 2019 denunciam que 99%&nbsp;da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA + afirmaram n\u00e3o se sentirem seguras no pa\u00eds e que diariamente onze pessoas trans s\u00e3o agredidas no Brasil. A expectativa m\u00e9dia de vida de travestis e transexuais \u00e9 de apenas 35 anos, contra 75 do restante da popula\u00e7\u00e3o\u201d, diz trecho do pronunciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante de Nutri\u00e7\u00e3o n\u00e3o quis se pronunciar sobre o caso e n\u00e3o falou com a nossa equipe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para finalizar, Morgana Caf\u00e9, diz que a escolha do seu nome est\u00e1 relacionada com hist\u00f3rias que eram contadas por homens. \u201cMorgana sempre foi a bruxa, a fada, a traidora, a suja. Eu quero ser a Morgana, que ressignifica tudo isso, eu conto a minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria e n\u00e3o contada por homens, mas sim por uma travesti! Quero mostrar que eu tamb\u00e9m sou mut\u00e1vel e eu posso trazer mudan\u00e7as.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante celebrar os campos que tiveram avan\u00e7o, mas n\u00e3o podemos esquecer que ainda h\u00e1 uma realidade triste vivida pela grande maioria de pessoas trans no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aluna relata situa\u00e7\u00f5es cotidianas e viol\u00eancias: \u201ceu n\u00e3o deveria nem mesmo ter me inscrito no Enem.\u201d Por Wisney Berig e Luiz Eduardo Souza de Oliveira O Dia da Visibilidade Trans \u00e9 comemorado em 29 de janeiro e 2024 marca seu vig\u00e9simo ano de exist\u00eancia. Essa data foi definida por uma a\u00e7\u00e3o do antigo Departamento de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":3748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[2,1],"tags":[8],"coauthors":[136],"class_list":["post-3747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-rotas","category-ultimas-noticias","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Original-Capa-site-scaled.jpg?fit=2560%2C1696&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3747"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3755,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3747\/revisions\/3755"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3747"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=3747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}