{"id":3480,"date":"2023-09-27T09:42:52","date_gmt":"2023-09-27T14:42:52","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3480"},"modified":"2023-09-27T09:42:55","modified_gmt":"2023-09-27T14:42:55","slug":"fortalecimento-da-cultura-indigena-no-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3480","title":{"rendered":"Fortalecimento da cultura ind\u00edgena no Acre"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Espa\u00e7o pol\u00edtico e social est\u00e3o sendo retomados pelos ind\u00edgenas<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>Por Emilly Souza<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">No Acre, os festivais, museus, artesanato, m\u00fasicas e artes ind\u00edgenas est\u00e3o em alta. O<br>etnoturismo tem recebido cada vez mais aten\u00e7\u00e3o e adeptos a uma imers\u00e3o na floresta. O<br>Festival Atsa Puyanawa e o Festival Yawa recebem todos os anos centenas de pessoas em<br>busca de uma imers\u00e3o na floresta, a procura de cura e respostas espirituais. Foi realizado<br>tamb\u00e9m o I F\u00f3rum Ind\u00edgena sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Servi\u00e7os Ambientais do Estado e a<br>cria\u00e7\u00e3o da Secretaria Extraordin\u00e1ria dos Povos Ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Durante o F\u00f3rum Ind\u00edgena, uma Carta de Inten\u00e7\u00f5es foi escrita coletivamente com propostas e<br>reivindica\u00e7\u00f5es formuladas pelas lideran\u00e7as de diversas terras ind\u00edgenas e etnias do Acre.<br>Visando promover pol\u00edticas p\u00fablicas, a\u00e7\u00f5es de programas e projetos voltados para os povos<br>ind\u00edgenas do Acre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Preservar e resgatar a cultura, as tradi\u00e7\u00f5es e os costumes dos povos origin\u00e1rios refor\u00e7a o qu\u00e3o<br>rico culturalmente \u00e9 o Brasil, e mais especificamente o Acre. O estado inserido no bioma<br>amaz\u00f4nico \u00e9 composto por 15 etnias conhecidas e outras tr\u00eas  n\u00e3o contactadas, al\u00e9m de 37<br>Terras Ind\u00edgenas (TI).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O apoio pol\u00edtico \u00e9 ainda um dos grandes respons\u00e1veis pelo fortalecimento da cultura<br>ind\u00edgena, mas tamb\u00e9m pelo negligenciamento de pol\u00edticas p\u00fablicas destinadas a esta<br>popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 inquestion\u00e1vel reconhecer a influ\u00eancia ind\u00edgena na forma\u00e7\u00e3o do Brasil. Sendo<br>eles os primeiros habitantes das terras brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"401\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/SNiZnDrRDDkSqAxW0RdtFmxKQMPz0cA7ToGHott7ev8VzgRr_OvSuro-FRMpvPPHG9YkruROwMg7XIA5MafI-k-h1THYM7lU81bLmJ54c9MiwibWMGJNeUjbcn3ythiPwRIVcRsVLAZYgKodnJHWhQ\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\">Pintura ind\u00edgena Kene Kuin. Foto: Diego Gurgel<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O assessor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e Articula\u00e7\u00e3o Interfederativa da Secretaria de Sa\u00fade Ind\u00edgena (Sesai), Vanderson Brito Huni Kui, relata que esse apagamento da cultura ind\u00edgena se deu por muitos anos, mas atualmente o cen\u00e1rio \u00e9 outro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cVivemos em um per\u00edodo de fortalecimento e reconhecimento da cultura ind\u00edgena, pois ela sempre existiu. O ocidente se negava a reconhecer os conhecimentos tradicionais. Durante muito tempo esse apagamento causava medo, os ind\u00edgenas tinham medo de se autodeclarar\u201d, explicou Vanderson Brito Huni Kui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Segundo a pesquisa realizada pela Revista Espa\u00e7o Amer\u00edndio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), pelos pesquisadores Dra. Giovana Goretti Almeida, do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o em Turismo de Portugal, e o Dr. Edson Modesto de Araujo Junior, da Universidade Federal de Rond\u00f4nia (UNIR), diz que \u201c<em>As estrat\u00e9gias de apropria\u00e7\u00e3o territorial em terras ind\u00edgenas foram ampliadas, dando ind\u00edcios da exist\u00eancia de um processo de apagamento da identidade territorial dos \u00edndios na Am\u00e9rica Latina [&#8230;]. Isso ocorre porque quando se apaga ou se est\u00e1 no processo de apagamento de uma identidade territorial, tem-se rela\u00e7\u00f5es de dominador e dominado, gerando conflitos territoriais, simb\u00f3lico-culturais e, neste caso, tamb\u00e9m ambientais\u201d.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Nesse contexto, podemos observar as lutas di\u00e1rias cravadas pelos ind\u00edgenas, pelos seus territ\u00f3rios e pelo seu povo. As conquistas j\u00e1 podem ser observadas, como as cotas raciais em universidades, pol\u00edticas p\u00fablicas para a sa\u00fade ind\u00edgena e espa\u00e7o na gest\u00e3o pol\u00edtica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cNo cen\u00e1rio atual nos colocamos como protagonistas das ci\u00eancias, da arte, da pol\u00edtica, porque sempre fomos uma organiza\u00e7\u00e3o social muito forte. Agora nos projetamos para fora das terras ind\u00edgenas para levar recursos para dentro [das aldeias]. Atualmente conquistamos um pouco do que v\u00ednhamos lutando h\u00e1 anos\u201d, enfatizou Vanderson Huni Kui.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"401\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/p1WIWlqMh2Zq5gtDZ7AjsxBVcdnYgTr5UbjQU298bb-lueMh69QfK3Dz5YfiLcvn8oM758z9twRZIgbClvt3b9ppZrZfN7vFDFuSzOZxqtgs1dlAMjynedBwGHPTAEXhnri1FWqA5i0InPxOZwY2pA\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\">Artesanato ind\u00edgena Huni kui. Foto: Jos\u00e9 Caminha&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cHoje vemos o tamanho da propor\u00e7\u00e3o e do espa\u00e7o que os povos ind\u00edgenas ganharam no Acre. O artesanato, a tecelagem, a m\u00fasica, a cer\u00e2mica e as curas s\u00e3o muito fortes. Num contexto urbano podemos identificar que os espa\u00e7os culturais t\u00eam cada vez mais a cara do povo ind\u00edgena, sendo valorizados principalmente financeiramente com a venda dos seus produtos. Os festivais s\u00e3o grandes, recebemos gente do pa\u00eds e de fora do pa\u00eds, este ano \u00e9 o ano dos festivais ind\u00edgenas\u201d, disse a secret\u00e1ria extraordin\u00e1ria dos Povos Ind\u00edgenas, Francisca Arara.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O apoio pol\u00edtico e social s\u00e3o a principal fonte para a ascens\u00e3o da cultura ind\u00edgena no Acre. Os espa\u00e7os f\u00edsicos dedicados ao artesanato, apresenta\u00e7\u00f5es musicais, entre outros, s\u00e3o uma garantia para o fortalecimento cultural e econ\u00f4mico para os povos ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o pol\u00edtico e social est\u00e3o sendo retomados pelos ind\u00edgenas Por Emilly Souza No Acre, os festivais, museus, artesanato, m\u00fasicas e artes ind\u00edgenas est\u00e3o em alta. Oetnoturismo tem recebido cada vez mais aten\u00e7\u00e3o e adeptos a uma imers\u00e3o na floresta. OFestival Atsa Puyanawa e o Festival Yawa recebem todos os anos centenas de pessoas embusca de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":3483,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[5,1],"tags":[8],"coauthors":[],"class_list":["post-3480","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-afluentes","category-ultimas-noticias","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/4FE98585-8B27-438D-838C-25F461A6A5FB-1536x1023-1.jpeg?fit=1536%2C1023&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3480"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3480\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3489,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3480\/revisions\/3489"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3480"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=3480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}