{"id":3376,"date":"2023-08-18T10:00:00","date_gmt":"2023-08-18T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3376"},"modified":"2023-08-17T12:46:40","modified_gmt":"2023-08-17T17:46:40","slug":"festcine-mulher-amplia-participacao-feminina-no-audiovisual-acreano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3376","title":{"rendered":"FestCine Mulher amplia participa\u00e7\u00e3o feminina no audiovisual acreano"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Cerim\u00f4nia de encerramento do 3\u00ba FestCine Mulher \u2013 Foto: Marcio Levi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Ediogley Levi, Ingrid Moura, M\u00e1rcio Levi, Pamela Lunayra e Suene Almeida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dados da Ag\u00eancia Nacional do Cinema (Ancine) apontam que somente 22% das produ\u00e7\u00f5es audiovisuais contam com mulheres na dire\u00e7\u00e3o, enquanto as produ\u00e7\u00f5es comandadas por homens somam 75%. Os n\u00fameros integram o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ancine\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/apresentacoes\/1DeboraIvanov.pdf\">relat\u00f3rio mais recente apresentado pela Ancine sobre a presen\u00e7a feminina no audiovisual brasileiro<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a feminina na produ\u00e7\u00e3o audiovisual brasileira tem como precursoras nomes como os de <a href=\"https:\/\/www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br\/site\/mulheres\/visualiza\/428\/Cleo-de-Verberena\/4\">Cl\u00e9o de Verberena<\/a> (1904-1972), <a href=\"https:\/\/www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br\/site\/mulheres\/visualiza\/436\/Gilda-de-Abreu\/4\">Gilda de Abreu<\/a> (1904-1979) e <a href=\"https:\/\/www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br\/site\/mulheres\/visualiza\/139\/Carmen-Santos\/4\">Carmen Santos<\/a> (1904-1952). De acordo com dados apresentados no site <a href=\"https:\/\/www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br\/site\/\">Mulheres do Cinema Brasileiro<\/a>, os primeiros trabalhos realizados na \u00e1rea por mulheres na Am\u00e9rica Latina ocorreram em 1910.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro de 2022, durante a 46\u00aa Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo, representantes de produtoras assinaram uma carta se comprometendo em ampliar a participa\u00e7\u00e3o feminina no setor audiovisual. O compromisso incluiu um diagn\u00f3stico sobre g\u00eanero e ra\u00e7a em \u00e1reas-chave e nas produ\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o desde o roteiro, dire\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, at\u00e9 os cargos t\u00e9cnicos. Por\u00e9m, \u00e9 importante ressaltar que a presen\u00e7a feminina nas produ\u00e7\u00f5es audiovisuais tem sido not\u00f3ria e marcante ao longo dos anos, antes mesmo do compromisso assinado na Mostra Internacional, no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>No Acre, esse crescimento tamb\u00e9m \u00e9 vis\u00edvel. Exemplo disso foi uma maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres na 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do FestCine Mulher, que aconteceu entre os dias 03 e 05 de julho. O evento, que foi realizado no teatro H\u00e9lio de Melo, superou as expectativas de trabalhos inscritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Acreana de Cinema (Asacine) revela que enquanto em 2021 o festival recebeu 15 produ\u00e7\u00f5es audiovisuais assinadas por elas, este ano a a\u00e7\u00e3o contabilizou 45 projetos, um n\u00famero tr\u00eas vezes maior do que na primeira edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Organizado pela Asacine, que tamb\u00e9m \u00e9 pioneira na realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es audiovisuais, o FestCine Mulher 2023 contou com financiamento do Fundo Municipal de Cultura, sendo coordenado pelos cineastas Enilson Amorim e Adalberto Queiroz. O evento trouxe como tem\u00e1tica central \u201cO cinema da mulher \u00e9 onde ela quiser\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO FestCine tem essa filosofia que \u00e9 de trazer a mulher para o protagonismo das suas a\u00e7\u00f5es. E a cada ano, a participa\u00e7\u00e3o e o trabalho dessas mulheres t\u00eam crescido\u201d, pontua Enilson Amorim.<\/p>\n\n\n\n<p>A cineasta Nonata Queiroz, que sempre participa dos eventos audiovisuais como produtora, nesta edi\u00e7\u00e3o colaborou diretamente na organiza\u00e7\u00e3o do evento. Ela aponta que o festival vem crescendo tanto na quantidade de produ\u00e7\u00f5es, como na qualidade das obras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse ano optei por ficar diretamente na organiza\u00e7\u00e3o. Tivemos gratas surpresas. Foi uma edi\u00e7\u00e3o em que as produ\u00e7\u00f5es deram uma qualidade muito grande. Fico muito feliz em ver o crescimento do segmento entre as mulheres. O festival \u00e9 isso, \u00e9 ser mais uma porta para nossas cineastas do Acre\u201d, destaca Nonata Queiroz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou\u00e7a mais sobre o hist\u00f3rico do FestCine Mulher com o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Acreana de Cinema, Enilson Amorim: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Ediogley-Levi-Ingrid-Moura-Marcio-Levi-Pamela-Lunayra-e-Suene-Almeida-Audio.ogg\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/HA5W6LEcIQkcNlWtRiFlyVjxNsbrS4SIAnI_HFh5Wt7oRrimW5szaym74SIbbzhII1-rCuY2nPz66EFg6bATDRUjTntNHIu-WYXmwwPW5i8z0f9VcA2Ww31oiLvRyoWW8q0toZRoq-1Ksm9RaNE6Mg\" alt=\"Pessoas em p\u00e9 ao lado de uma pessoa\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente com confian\u00e7a m\u00e9dia\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Escritora e produtora do document\u00e1rio \u201cMulheres lavadeiras\u201d, Kelen Gleysse \u2013 Foto: Marcio Levi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Kelen Gleysse, que \u00e9 escritora e assinou a produ\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u201cMulheres Lavadeiras\u201d, contou que sua participa\u00e7\u00e3o em edi\u00e7\u00f5es anteriores despertou seu interesse pelo cinema. \u201cDurante esse processo fui me interessando cada vez mais pelo audiovisual e tentando me aprimorar, me desenvolver enquanto fazedora de cultura. \u00c9 importante para quem quer seguir carreira no audiovisual ter um incentivo e o festival auxilia nisso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A cineasta F\u00e1tima Cordeiro apresentou o document\u00e1rio \u201cSet Terap\u00eautico\u201d. Ela conta que as atividades desenvolvidas durante o festival auxiliaram na qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhos produzidos. \u201cA cada dia, a cada ano, os trabalhos est\u00e3o melhorando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade das produtoras. Isso se deve ao fato de oportunidades que nos incentivam a amadurecer as nossas ideias e roteiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Estreante no segmento, a jovem Marcelandia Nogueira, exibiu um document\u00e1rio sobre a vida profissional da jornalista e poeta Nilda Dantas, que tamb\u00e9m \u00e9 refer\u00eancia no meio cultural acreano, fazendo parte da Academia Acreana de Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMe senti encorajada em produzir um document\u00e1rio sobre a Nilda Dantas quando soube que era um festival somente para as mulheres. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o possamos participar de festivais abertos a todos. Mas para pessoas que est\u00e3o iniciando, assim como eu, me fez sentir mais segura e confiante, al\u00e9m de adquirir conhecimento e experi\u00eancias com as oficinas e com a conviv\u00eancia com outras mulheres produtoras\u201d, comenta Marcelandia Nogueira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/BJQPX0U0vbZnF2dUk1cC7QUZ5XvjUIvTkvN1KXaxfA2h_Ij_M3ZOosPHTTn846r5iC8tQw8lqsXE6edfNExl7-eiikD19MSwkY9P6bI07_GaPf2UYQ2OTodNCrq9vTCp90Q_DEyZTPAqxN-SJWfWgA\" alt=\"Pessoas em uma sala\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente com confian\u00e7a m\u00e9dia\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Cineasta estreante no 3\u00ba FestCine Mulher, Marcelandia Nogueira, durante entrevista \u2013 Foto: Marcio Levi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Homenagens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das exibi\u00e7\u00f5es dos curtas-metragens, o festival homenageou dois importantes nomes do jornalismo e cinema acreano, W\u00e2nia Pinheiro, com mais de 30 anos de carreira profissional, e Maz\u00e9 \u00d3liver, primeira mulher a presidir a Associa\u00e7\u00e3o Acreana de Cinema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/VDG3rI7RhhHBzzayDzYvo5pcyinSGG8HPbEwkTL3L9UMhk0O1d64alRfWpoZlLBZMmOBSC-24LvtBXLDcT63fdGGEXf4si207T5fz3ccGi-807ba14sKYekvFrlSH3Ipg6wL68uJ4bf5xWx7rRTgcg\" alt=\"Homem em p\u00e9 ao lado de mulher\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente com confian\u00e7a baixa\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Jornalista Silvania Pinheiro recebeu a homenagem em nome de sua irm\u00e3 W\u00e2naia Pinheiro das m\u00e3os do presidente da Asacine, Enilson Amorim \u2013 Foto: Marcio Levi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>W\u00e2nia Pinheiro, iniciou sua carreira como jornalista ainda muito jovem no jornal O Rio Branco, escrevendo sobre cultura e outros temas. Anos depois se tornou uma das pioneiras no jornalismo online do Acre com site Contilnet. A profissional, por motivo de trabalho, n\u00e3o esteve presente para receber a homenagem, sendo representada por sua irm\u00e3, a tamb\u00e9m jornalista Silvania Pinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Maz\u00e9 \u00d3liver, que tamb\u00e9m \u00e9 escritora e imortal da Academia Acreana de Letras, se emocionou ao falar do reconhecimento que recebeu. \u201cFico feliz pelo reconhecimento em rela\u00e7\u00e3o a minha contribui\u00e7\u00e3o para o cinema do Acre e por saber que a cada dia nota-se a chegada de mais e mais de mulheres com interesse na arte. O festival \u00e9 mais uma ferramenta para essas produtoras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/h7TpN4YKFe-rsZXRzvXPoqutyK4yQEPE2RBCgYjlgzvCraxD_G1-80lXrNkWmICqohwmU4lNrDl2ivlSGRa6K18G5iF_K616gsfihwointwO3UHhdQPU-0MCTdouq5ZM6RPdeJ83uHURxmx0B4SmYQ\" alt=\"Homem de terno e gravata segurando uma placa\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente com confian\u00e7a m\u00e9dia\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Maz\u00e9 Oliver recebeu a homenagem das m\u00e3os do presidente de honra da Asacine, Adalberto Queiroz \u2013 Foto: Marcio Levi<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerim\u00f4nia de encerramento do 3\u00ba FestCine Mulher \u2013 Foto: Marcio Levi Por Ediogley Levi, Ingrid Moura, M\u00e1rcio Levi, Pamela Lunayra e Suene Almeida Dados da Ag\u00eancia Nacional do Cinema (Ancine) apontam que somente 22% das produ\u00e7\u00f5es audiovisuais contam com mulheres na dire\u00e7\u00e3o, enquanto as produ\u00e7\u00f5es comandadas por homens somam 75%. 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