{"id":3185,"date":"2023-08-11T17:41:37","date_gmt":"2023-08-11T22:41:37","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3185"},"modified":"2023-08-11T17:41:38","modified_gmt":"2023-08-11T22:41:38","slug":"chicotear-com-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=3185","title":{"rendered":"Chicotear com palavras"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p><em>Maria Santiago. Licenciada em Ci\u00eancias Sociais pela UNIR,&nbsp; Coordenadora Estadual de Forma\u00e7\u00e3o do Movimento Negro Unificado \u2013 MNU e Educadora Popular (Foto: Marcos Jorge Dias)<\/em><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>\u201cOlha, esta negrinha, esta negrinha \u00e9 mulher de Francesco. Ela \u00e9 brasiliana e casou com meu filho\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com essas palavras &nbsp;Maria Santiago (60 anos) &nbsp;foi apresentada pela sogra italiana, aos familiares do marido.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem nunca sentiu na pele a dor do preconceito racial, a aus\u00eancia de direitos e a mercantiliza\u00e7\u00e3o de seu corpo e acha que o preconceito e o racismo &nbsp;s\u00e3o quest\u00f5es de um passado remoto, a hist\u00f3ria de uma mulher acreana, negra, vem nos mostrar que os resqu\u00edcios da escravid\u00e3o continuam presentes nos dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida no Seringal \u00f4co do mundo, KM 86 da Br 364, sentido Rio Branco-Porto Velho, a hist\u00f3ria de Santi (assim chamada pelos amigos) em princ\u00edpio n\u00e3o difere muito da hist\u00f3ria das meninas nascidas nas brenhas das matas dos seringais acreanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Independente da cor da pele, desde cedo elas s\u00e3o condicionadas a ajudar a m\u00e3e nos afazeres dom\u00e9sticos, algumas nem chegam a puberdade (entre os 8 e 13 anos de idade) e s\u00e3o \u201cnegociadas\u201d com algum amigo ou conhecido do pai, sob o argumento de que j\u00e1 \u00e9 hora de ter uma marido que a sustente. Santi queria fugir &nbsp;dessa pr\u00e9-destina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Queria estudar!&nbsp; Mas no \u00f4co do mundo n\u00e3o tinha escola. Ent\u00e3o, por v\u00e1rias vezes tentou sair do Seringal para estudar na cidade, Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p>Santiago come\u00e7a sua hist\u00f3ria contando que certa vez (durante as campanhas eleitorais), um homem de nome Manoel passou por l\u00e1 e pediu ao pai dela que permitisse traz\u00ea-la para trabalhar como empregada dom\u00e9stica na&nbsp; casa dele &nbsp;e que assim (ela) poderia estudar, pois havia uma escola pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Santiago:<\/strong>&nbsp; &#8211; \u201c<em>Era uma casa na Rua 6 de Agosto e, realmente, havia uma escola pr\u00f3xima. Mas, depois de uns seis meses trabalhando em troca de comida e moradia a fam\u00edlia n\u00e3o me matriculou na escola. Um dia, enquanto eu varria o quintal&nbsp; vi passar na frente da casa uma pessoa conhecida e pedi para comunicar a minha m\u00e3e que eu estava querendo ir para casa.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MJ: &#8211;&nbsp; Nesse ponto,&nbsp; a sua hist\u00f3ria me lembra o tr\u00e1fico de escravos africanos trazidos para o Brasil no \u00ednicio do Seculo XVI.&nbsp; Um sistema desumano que fez das pessoas negras a mercadoria que serviu de base \u00e0 economia brasileira por mais de 300 anos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas dias depois a m\u00e3e chegou para lev\u00e1-la. Contudo,&nbsp; a dona da casa, al\u00e9m de reclamar muito, alegou n\u00e3o ter com o que pagar. Ent\u00e3o,&nbsp; encheu uma sacola com roupas usadas&nbsp; e entregou \u00e0 m\u00e3e, como forma de pagamento. Voltando ao seringal Santiago n\u00e3o desistiu de seus sonhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Santiago:<\/strong> \u2013 <em>\u201cA segunda vez que tentei vir estudar na cidade, fui trabalhar na casa de duas irm\u00e3s, m\u00e9dicas,&nbsp; que moravam na Avenida Get\u00falio Vargas. E l\u00e1 foi a mesmo coisa: trabalhei por meses e nunca recebei 1 centavo. E eu n\u00e3o me dava conta por que essas coisas aconteciam com a gente.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MJ: &#8211; &nbsp;Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que segundo a pesquisadora Ra\u00edsa Alves da Silva Almeida(2021), \u201ca Lei&nbsp; \u00c1urea apenas mascarou a aus\u00eancia de justi\u00e7a social, pois n\u00e3o reparou \u00e0s agress\u00f5es sofridas, n\u00e3o garantiu direitos b\u00e1sico nem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de sobreviv\u00eancia \u00e0s pessoas escravizadas\u201d (Fonte: https:\/\/portal.unit.br)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Santiago<\/strong>: &#8211; <em>Mais uma vez retornei &nbsp;ao Seringal. Naquele tempo a BR 364 j\u00e1 tinha sido aberta no trecho Rio Branco-Porto Velho e a Igreja cat\u00f3lica estava chegando com as Comunidades Eclesiais de base, os CEB\u2019s.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>A\u00ed tinha o Padre Jos\u00e9&#8230; foi quando conheci o Nilson Mour\u00e3o, o Jo\u00e3o Maia, o Abrahim Farhat, qua andavam por ali fazendo reuni\u00e3o para organizar a Confedera\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores em Agricultura \u2013 CONTAG e fazendo o enfrentamento aos chamados paulistas que estavam chegando para ocupar os seringais e transformar em fazenda. Foi nesse tempo,&nbsp; tamb\u00e9m, que conheci a irm\u00e3 F\u00e1bia, uma pessoa muito atuante, muito ativa e em quem eu me inspirei. Eu queria ser igual a ela\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Atrav\u00e9s da irm\u00e3 F\u00e1bia eu vim morar na casa das irm\u00e3s, na casa madre Elisa, que \u00e9 ali no segundo distrito, no Col\u00e9gio Imacualada Concei\u00e7\u00e3o. Eu morei tr\u00eas anos e sete meses com elas. Ai eu entrei no convento, semi-analfabeta, porque eu tinha estuda muito pouco (uns seis meses) numa escolinha que tinha sido aberta l\u00e1 (no seringal)&nbsp; mas tive de sair por conta da idade que n\u00e3o permitia mais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na casa das irm\u00e3s eu conclui a 5\u00aa s\u00e9rie no Col\u00e9gio Imaculada e depois eu fui fazer o supletivo, que na \u00e9poca era transmitido pelo r\u00e1dio. Depois fui fazer educa\u00e7\u00e3o integrada, que eram os programas que tinha. Foi onde eu realmente fui aprender a ler. Esse per\u00edodo em que eu morei com as iram\u00e3s foi um per\u00edodo muito bacana, eu aprendi muitas coisas. Depois eu sa\u00ed e entrei no Movimento Sindical Rural aqui. Isso foi mais ou menos em 1985, 86.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais uma mudan\u00e7a, novos desafios.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com os olhos enevoados pelas lembran\u00e7as, Santiago segue narrando sua trajet\u00f3ria de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1988, vai morar na cidade de Ji-Paran\u00e1 no estado de Rond\u00f4nia e l\u00e1 chegando entra \u201cde cabe\u00e7a\u201d no Movimento sindical e no Movimento Negro, passando tamb\u00e9m pelo Movimento de mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 1989, j\u00e1 estava na dire\u00e7\u00e3o Nacional da&nbsp; Central \u00danica dos Trabalhadores \u2013 CUT, onde assumiu a Comiss\u00e3o Nacional de Mulheres Trabalhadoras rurais. Nesse trabalho ficou por mais de sete anos e foi onde teve a oportunidade de discutir e realizar v\u00e1rias pautas de suma import\u00e2ncia: primeiro o reconhecimento do trabalho rural feminino enquanto profiss\u00e3o; sal\u00e1rio maternidade; documenta\u00e7\u00e3o; o direito \u00e0 terra e a aposentadoria. At\u00e9 ent\u00e3o,&nbsp; a mulher trabalhadora rural n\u00e3o tinha direito a aposentadoria. Quando o marido morria elas recebiam uma ajuda que se chamava \u201cfundo rural\u201d. &nbsp;<strong>Maria Santiago: &#8211; <\/strong><em>Foi um per\u00edodo de muita luta, muitas a\u00e7\u00f5es<strong>. <\/strong>A gente fazia v\u00e1rias caravanas de todos os Estados para as mulheres irem para Bras\u00edlia e fic\u00e1vamos acampadas l\u00e1 no Est\u00e1dio Man\u00e9 Garrincha, \u00e0s vezes uma, duas semanas e at\u00e9 mais, para reivindicar nossos direitos. Hoje, olhando para tr\u00e1s eu vejo o tanto que conquistamos. Al\u00e9m do que j\u00e1 falei, as trabalhadoras rurais hoje tem direito \u00e0 terra, a financiamentos,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O racismo familiar estrutural<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MJ: &#8211; Nessa sua trajet\u00f3ria, em quais momentos voc\u00ea sentiu na pele o preconceito, o racismo e recorreu ao Estado ou a alguma institui\u00e7\u00e3o de defesa de Direitos Humanos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Santiago: &#8211; <\/strong><em>Eu n\u00e3o tinha consci\u00eancia que esses problemas que eu enfrentei estavam vinculados a uma pr\u00e1tica de racismo. Hoje eu tenho. Hoje eu percebo de longe quando vejo uma menina ou qualquer pessoa&nbsp; que esteja em situa\u00e7\u00e3o degradante de trabalho, eu percebo, que tem a quest\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o e que ela vem sempre casada com a pr\u00e1tica do racismo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E essas coisas, a gente s\u00f3 vai percebendo&nbsp; quando voc\u00ea vai tomando consci\u00eancia de quem voc\u00ea \u00e9 nessa sociedade. Foi a partir da\u00ed que eu&nbsp; tomei consci\u00eancia de que eu era uma pessoa negra, uma mulher negra, uma menina que veio de fam\u00edlia pobre,&nbsp; com muitas dificuldades e a\u00ed foi quando eu comecei a perceber.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Assim&#8230; tem muitas coisas que quando a gente n\u00e3o percebe, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o doloridas. Mas quando a gente toma conhecimento, elas batem muito forte, como uma chicotada. Eu lembro que quando casei, meu ex-marido \u00e9 um italiano e a fam\u00edlia dele \u00e9 toda do Sul. Ent\u00e3o, a primeira vez que eu fui ao Sul foi em 1989. A gente casou em dezembro e em janeiro viajamos, &nbsp;fomos l\u00e1 para conhecer a fam\u00edlia dele. A\u00ed,&nbsp; a m\u00e3e dele me apresentava&nbsp; desse jeito: \u201cOlha, esta negrinha, esta negrinha \u00e9 mulher de Francesco. Ela \u00e9 brasiliana e casou com meu filho\u201d.Eu percebia que havia ali&nbsp; preoconceito e racismo. Foi muito conflituoso e revoltante para mim ser apresentada para a fam\u00edlia dessa forma.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Outra situa\u00e7\u00e3o de preconceito foi rela\u00e7\u00e3o aos colares que eu usava h\u00e1 \u00e9poca. Esses colares \u00ednd\u00edgenas da nossa regi\u00e3o. Eles tinham muito preconceito com os colares.&nbsp; Havia uma cunhada dele que dizia que quando eu entrei na casa dela o meu&nbsp; colar tinha&nbsp; espatifado e as coisas tinham quebrado. E, isso nunca aconteceu. Ela me associava a uma macaumbeira, com as religi\u00f5es de matriz africana e &nbsp;porque eu usava meu cabelo com tran\u00e7as rastafary. Foi um per\u00edodo muito dif\u00edcil &nbsp;para mim.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mesmo depois que \u201ca negrinha\u201d, mulher de Francesco, &nbsp;teve a oportunidade de viajar e conhecer a It\u00e1lia (coisa que alguns deles nunca puderam fazer), &nbsp;quando voltei, eu era maior motivo de orgulho da fam\u00edlia, porque tinha conhecido a It\u00e1lia. Com o tempo foram sumindo as palavras, mas a resist\u00eancia e os preconceitos eu percebia que continuavam camuflados.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MJ: &#8211; Hoje, &nbsp;enquanto Coordenadora Estadual de Forma\u00e7\u00e3o do MNU e Educadora Popular, que transita nos chamados \u201cespa\u00e7os de poder\u201d que s\u00e3o tipicamente masculinos, principalmnete na pol\u00edtica, voc\u00ea sente que h\u00e1 resist\u00eancia ao seu perfil ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Santiago: &#8211; <\/strong><em>Quanto a isso a gente tem duas quest\u00f5es muito bem definidas: Primeiro \u00e9 quest\u00e3o de ser mulher e ocupar os espa\u00e7os de poder. Isso \u00e9 uma dificuldade para todas as mulheres. Agora, em se tratando da mulher negra isso \u00e9 pior.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por exemplo, eu que sempre estive na Pol\u00edtica, as pessoas olham para mim e costumam dizer: \u201cah, ela sabe falar de pol\u00edtica e tal\u201d, mas nunca me v\u00ea como um profissional, como uma&nbsp; soci\u00f3loga, uma pessoa que tem capacidade de fazer v\u00e1rias outras coisas. \u00c9 dif\u00edcil ter de estar todo o tempo provando para as pessoas do que voc\u00ea \u00e9 capaz.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Al\u00e9m de ser uma das grandes dificuldades, isso \u00e9 colocado como um&nbsp; diferencial para voc\u00ea estar ocupando esses espa\u00e7os de poder.&nbsp; As vezes o que te d\u00e1 a possibilidade de ocupar um espa\u00e7o de poder \u00e9 um belo de um curr\u00edculo e &nbsp;de modo geral as pessoas n\u00e3o v\u00eam isso e voc\u00ea acaba ficando sempre nos bastidores da pol\u00edtica. Essa \u00e9 a realidade dos espa\u00e7os de poder.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Assim, para finalizar, n\u00e3o &nbsp;posso deixa de fazer aqui uma refer\u00eancia a ativista pelos direitos dos negros e das mulheres, a americana Angela Davis:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;<strong>\u201cQuando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>*A Lei N\u00ba 1.390, &nbsp;de 3 de julho de 1951, que leva o nome do seu autor (Deputado federal Afonso Arinos de Melo Franco), \u00e9 um marco na trajet\u00f3ria das lutas da popula\u00e7\u00e3o negra no enfrentamento ao racismo, \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e na conquista de Direitos individuais e coletivos.(Fonte: https:\/\/www.gov.br\/palmares)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Racismo e preconceito em uma hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":3261,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[8],"coauthors":[],"class_list":["post-3185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-travessias","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Maria-Santiago-1-scaled.jpg?fit=2560%2C1706&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3185"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3185\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3349,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3185\/revisions\/3349"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3185"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=3185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}