{"id":2828,"date":"2023-07-12T10:00:00","date_gmt":"2023-07-12T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2828"},"modified":"2023-10-14T08:47:02","modified_gmt":"2023-10-14T13:47:02","slug":"conheca-a-selecao-acreana-de-basquete-de-cadeira-em-rodas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2828","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete de Cadeira em Rodas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3570\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1.jpg?w=1772&amp;ssl=1 1772w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeiras de Rodas &#8211; Foto: Gercineide Maia<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A primeira modalidade paral\u00edmpica praticada no Brasil foi o basquete em cadeira de rodas. Este esporte coletivo \u00e9 jogado por pessoas com defici\u00eancias f\u00edsico-motoras, que s\u00e3o aquelas com paraplegia ou defici\u00eancia nos membros inferiores. Atletas andantes podem jogar, mas devem usar a cadeira de rodas durante a pr\u00e1tica do esporte. Atualmente \u00e9 um dos esportes mais procurados no cen\u00e1rio paral\u00edmpico mundial. No Brasil, 110 clubes integram e se destacam nesta modalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O basquete em cadeira de rodas surgiu como uma alternativa de reabilita\u00e7\u00e3o para ex-soldados norte-americanos que se feriram na 2\u00aa Guerra Mundial. No Brasil, o esporte ficou conhecido em 1958, quando brasileiros com defici\u00eancia, que se tratavam nos Estados Unidos, conheceram a pr\u00e1tica esportiva e a trouxeram para o pa\u00eds. Com ajuda do amigo Aldo Miccolis, que tamb\u00e9m \u00e9 desportista, Robson Sampaio de Almeida criou, em abril do mesmo ano, o primeiro time de jogadores de basquete em cadeira de rodas, na \u00e9poca se chamava \u201cClube do Otimismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1960, a modalidade esportiva integrou a 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o das Paralimp\u00edadas, que aconteceu em Roma. Apesar de ser um esporte inclusivo, a primeira participa\u00e7\u00e3o feminina aconteceu somente oito anos depois, em 1968, na cidade de Tel Aviv. Esse esporte\u00a0 tamb\u00e9m tem levado qualidade de vida \u00e0s atletas femininas que participam da Sele\u00e7\u00e3o de Basquetebol em Cadeiras de Rodas do Estado do Acre\/Brasil e \u00a0que treinam juntamente com os atletas masculinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria\u00a0Tailine da Silva Marques tem 28 anos e \u00e9 estudante do curso de t\u00e9cnico em Enfermagem. Ela foi atingida por um tiro nas costas, quando assaltantes tentaram roubar sua moto. &#8220;A bala ficou alojada minha coluna e causou uma grande les\u00e3o em minha medula e, assim, fiquei \u00a0sem o movimento de meus membros inferiores. Antes do acidente eu fazia est\u00e1gio do curso t\u00e9cnico em Enfermagem e no ano passado voltei para concluir o curso&#8221;, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem participa da sele\u00e7\u00e3o desde maio de 2022 e fala do quanto o basquete melhorou sua qualidade de vida e a ajudou a sair de um quadro de depress\u00e3o.  Acompanhe, abaixo, o depoimento da atleta: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1908 \/ 1080;\" width=\"1908\" controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/2.mov\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Benef\u00edcios do basquete<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de melhorar a qualidade de vida, \u00a0essa pr\u00e1tica esportiva\u00a0 traz muitos benef\u00edcios para a sa\u00fade f\u00edsica e mental dos atletas. Para as pessoas com defici\u00eancia, os ganhos s\u00e3o ainda maiores. &#8220;Essa modalidade de esporte desenvolve a coordena\u00e7\u00e3o motora, o esp\u00edrito de equipe, ajuda o atleta a ter no\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o(temporal), a ganhar resist\u00eancia, flexibilidade e velocidade, a respeitar as regras e\u00a0 seus advers\u00e1rios, a tomar decis\u00f5es. Tamb\u00e9m aumenta a independ\u00eancia na vida di\u00e1ria, oferece oportunidades sociais, melhora a autoconfian\u00e7a, a autoestima e auxilia na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as secund\u00e1rias\u201d, afirma Manielden Lima T\u00e1vora,\u00a0 professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e treinador da Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeira de Rodas do Acre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/3.jpg?resize=732%2C549&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3572\" width=\"732\" height=\"549\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/3.jpg?w=567&amp;ssl=1 567w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/3.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 732px) 100vw, 732px\" \/><figcaption><strong>Manielden Lima T\u00e1vora \u00e9 treinador da Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeira de Rodas &#8211; Foto: Gercineide Maia<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo o t\u00e9cnico desportivo do N\u00facleo de Esporte Paral\u00edmpico da Secretaria Adjunta de Articula\u00e7\u00e3o Esportiva e Juventude, Jo\u00e3o Paulo Sena Fernandes, ter uma boa performance \u00e9 muito importante para o atleta e o trabalho do fisioterapeuta contribui para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O fisioterapeuta esportivo pode atuar n\u00e3o apenas na avalia\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na preven\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o (tratamento) de les\u00f5es e classifica\u00e7\u00e3o funcional, que \u00e9 espec\u00edfica para o esporte paral\u00edmpico. Esse trabalho auxilia o atleta a se sentir mais seguro, consequentemente, ajuda a ter um melhor rendimento e se sentir mais confiante para praticar sua modalidade desportiva&#8221;, acrescenta o profissional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"367\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/IMG-20230224-WA0004-1.jpg?resize=740%2C367&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2856\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/IMG-20230224-WA0004-1.jpg?resize=1024%2C508&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/IMG-20230224-WA0004-1.jpg?resize=300%2C149&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/IMG-20230224-WA0004-1.jpg?resize=768%2C381&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/IMG-20230224-WA0004-1.jpg?w=1077&amp;ssl=1 1077w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Jo\u00e3o Paulo Sena Fernandes \u00e9 profissional de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e fisioterapeuta &#8211; Foto: Arquivo pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com a Aristeia Nunes Sampaio, professora do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade e Desporto, da Universidade Federal do Acre (Ufac), ao analisarmos a pr\u00e1tica do basquete em cadeiras de rodas \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar diversos aspectos de sa\u00fade, como a melhoria da condi\u00e7\u00e3o cardiopulmonar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse aluno vai ter uma capacidade respirat\u00f3ria\u00a0pulmonar aumentada e isso favorece, n\u00e3o s\u00f3 a pr\u00e1tica esportiva, mas tamb\u00e9m as atividades do cotidiano, como impulsionar a cadeira por longas dist\u00e2ncias, por exemplo. Essa melhoria\u00a0se d\u00e1 a partir do preparo do atleta, pelo tempo de pr\u00e1tica e condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas que foram impostas pela les\u00e3o ou do tipo de les\u00e3o que o praticante tem\u201d, comenta a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Aristeia Sampaio, a pr\u00e1tica esportiva auxilia na diminui\u00e7\u00e3o da gordura corporal e no aumento da massa magra dos membros que s\u00e3o funcionais, sendo condi\u00e7\u00f5es, de uma maneira geral, que ajudam na pr\u00e1tica esportiva e no cotidiano. Abaixo, voc\u00ea pode ouvir um pouco mais sobre os benef\u00edcios do basquete em cadeira de rodas. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/AUD-20230224-WA0006-online-audio-converter.com-2.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos demais aspectos que perpassam a quest\u00e3o f\u00edsica, a professora do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade e Desporto destaca a quest\u00e3o da socializa\u00e7\u00e3o do atleta que sair\u00e1 do ambiente de casa ou de tratamentos para ocupar outros locais. \u201cEle vai conhecer outras pessoas, outras hist\u00f3rias, e, consequentemente, ampliar suas amizades. Isso acaba o inspirando para ter for\u00e7a, para continuar tentando, se esfor\u00e7ando. &nbsp;Esse resultado \u00e9 muito interessante para a sua pr\u00f3pria autoestima, para que se sinta valorizado, para que desenvolva bem sua fun\u00e7\u00e3o&#8221;, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"874\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Aristeia.jpg?resize=740%2C874&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2862\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Aristeia.jpg?w=768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Aristeia.jpg?resize=254%2C300&amp;ssl=1 254w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Aristeia Nunes Sampaio \u00e9 professora do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade e Desporto, da Universidade Federal do Acre &#8211; Foto: Arquivo pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sobre os benef\u00edcios para a sa\u00fade, M\u00e1rcio Cleide Jos\u00e9 de Lima, que \u00e9 atleta e ex-presidente da Federa\u00e7\u00e3o Acreana de Basket Cadeirante (FEABC), declara que o esporte melhorou a coordena\u00e7\u00e3o motora e batimentos card\u00edacos. &#8220;N\u00e3o tem coisa melhor do que fazer o que a gente gosta. No meu caso \u00e9 jogar basquete. Uma das melhores coisas que me aconteceu, depois do acidente, foi ter conhecido o basquete. De l\u00e1 para c\u00e1, s\u00f3 tenho a agradecer a Deus e as nossas atividades f\u00edsicas dentro do esporte adaptado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/4.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3573\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/4.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/4.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/4.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/4.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/4.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/4.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>M\u00e1rcio Cleide Jos\u00e9 de Lima \u00e9 atleta e ex-presidente da Federa\u00e7\u00e3o Acreana de Basket Cadeirante (FEABC) &#8211; Foto: Edilardia Idalgo<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O atleta ainda ressalta que com a pr\u00e1tica esportiva at\u00e9 mesmo seu humor mudou. &#8220;Foi onde eu vi pessoas com menos mobilidade que eu, brigando por espa\u00e7o na quadra. Eu vi que a gente tinha que ser mais ativo e ter amor pelo que faz. Criei um amor t\u00e3o grande pelo basquete que n\u00e3o me vejo fora dele. Mesmo quando eu n\u00e3o tiver mais condi\u00e7\u00f5es de jogar, quero fazer parte de alguma forma para ajudar e incentivar outras pessoas a praticarem esporte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regras e como de jogar&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com as regras oficiais aprovadas em 2018,\u00a0 pela Confedera\u00e7\u00e3o Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas (International Wheelchair Basketball Federation &#8211; IWBF), Regra Um \u2013 O jogo, art. 1, o jogo de Basquetebol em Cadeira de Rodas \u00e9 jogado por 2 equipes de 5 jogadores cada. O objetivo de cada equipe \u00e9 converter pontos na cesta do advers\u00e1rio e evitar que a outra equipe converta pontos em sua pr\u00f3pria cesta.<\/p>\n\n\n\n<p>Com poucas diferen\u00e7as da modalidade convencional, no basquete em cadeira de rodas os atletas devem arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira de rodas. Com duas equipes, cada uma com cinco jogadores, as partidas duram em m\u00e9dia 40 minutos e s\u00e3o divididas em quatro sets.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na modalidade \u00e9 obrigat\u00f3rio que todos os jogadores utilizem um tipo de cadeira de rodas, que \u00e9 espec\u00edfica para a esporte. A cadeira deve possuir uma barra protetora lateral para evitar acidentes e na parte de tr\u00e1s do equipamento, uma roda de apoio que tem a fun\u00e7\u00e3o antiqueda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo as regras da IWBF, esta modalidade \u00e9 monitorada pela <a href=\"https:\/\/cbbc.org.br\/cbbc\/5\/quem-somos\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/cbbc.org.br\/cbbc\/5\/quem-somos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC)<\/a>. Para quem tem o desejo de praticar e competir no basquete em cadeira de rodas, \u00e9 preciso procurar um clube para se filiar e seguir todas as regras de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Acre presente no basquete em cadeira de rodas&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As federa\u00e7\u00f5es de basquete ganham um papel muito importante no desenvolvimento do esporte no pa\u00eds por diversos motivos. A promo\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia por meio \u00a0dessa atividade esportiva \u00a0\u00e9 uma delas. No Acre, a Federa\u00e7\u00e3o Acreana de Basket\u00a0Cadeirante (FEABC) foi fundada no dia 9 de janeiro 2010 e atua\u00a0 em v\u00e1rios \u00e2mbitos. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 2224 \/ 1080;\" width=\"2224\" controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20230209_083634.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Frank Thieny Brito de Lima, presidente da FEABC, a organiza\u00e7\u00e3o \u201ctem por objetivo atuar no \u00e2mbito do esporte adaptado e busca desenvolver e executar programas de forma\u00e7\u00e3o continuada nas \u00e1reas de assist\u00eancia social, direitos humanos, sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, reabilita\u00e7\u00e3o, cultura, esportes, lazer, visando \u00e0 inclus\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o social das pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica no Estado do Acre\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeira de Rodas faz parte da Federa\u00e7\u00e3o, mas sua data de cria\u00e7\u00e3o \u00e9 anterior. O atleta e ex-presidente da FEABC, M\u00e1rcio Cleide, relata que em 2008 conheceu Raimundo Correia, presidente da \u00a0Associa\u00e7\u00e3o Riobranquense de Pessoas com Defici\u00eancia F\u00edsica do Acre (Ardef). Na \u00e9poca, desenvolveu um projeto de incentivo ao esporte do Acre.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a aprova\u00e7\u00e3o do projeto, foram compradas oito cadeiras de rodas adaptadas e a partir dessa aquisi\u00e7\u00e3o come\u00e7amos a desenvolver o basquete&#8221;, conta M\u00e1rcio Cleide. O time da \u00e9poca foi fundado por Manielden T\u00e1vora (atual treinador), Frank Thieny Brito de Lima (presidente em exerc\u00edcio), Emerson de Souza Monte, Jos\u00e9 Ricardo Freitas da Silva, Luiz Carlos Arag\u00e3o Ferreira, Raimundo Rocha Pereira, Wemerson Pereira Sobrinho, entre outros atletas. Por\u00e9m, em 2010 a equipe come\u00e7ou a enfrentar dificuldades, foi ent\u00e3o que criaram a Federa\u00e7\u00e3o Acreana de Basket\u00a0Cadeirante.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Firmino Lima tem 41 anos e \u00e9 atleta da equipe acreana de basquete em cadeira de rodas. Ele conta que n\u00e3o imaginava encontrar no basquete uma paix\u00e3o, uma forma de se ressignificar. Ele ainda comenta que pretende ficar por muito mais tempo praticando a modalidade.\u00a0No v\u00eddeo abaixo, voc\u00ea assiste ao depoimento do atleta falando sobre o esporte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video aligncenter\"><video height=\"464\" style=\"aspect-ratio: 848 \/ 464;\" width=\"848\" controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/VID-20230224-WA0002.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>Louren\u00e7o Moreira Vieira Neto tem 25 anos e \u00e9 o atleta mais nova da Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeira de Rodas. Ele \u00e9 tecn\u00f3logo em Log\u00edstica e trabalha como aut\u00f4nomo. Neto j\u00e1 foi atleta paral\u00edmpico de nata\u00e7\u00e3o e chegou para o time h\u00e1 dois meses, gra\u00e7as ao convite de um colega atleta. \u201c\u00c9 um esporte bem diferente do que eu vim, mas quero dar o meu melhor e ajudar a equipe\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcio Cleide Jos\u00e9 de Lima tem 47 anos e \u00e9 ex-presidente da (FEABC). Hoje \u00e9 o atleta mais velho da equipe acreana. Come\u00e7ou a jogar quando tinha 32 anos. Ele conta que percebeu a import\u00e2ncia do esporte, ap\u00f3s participa\u00e7\u00e3o de sua primeira competi\u00e7\u00e3o em Manaus, no ano de 2008.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image20.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2906\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image20.jpeg?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image20.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image20.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Atletas da sele\u00e7\u00e3o acreana de baquete em cadeira de roda participaram do campeonato em 2008 &#8211; Foto: Arquivo pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Francisco Lima de Souza, mais conhecido como Manoel Izo, \u00e9 acad\u00eamico de Jornalismo, na Universidade Federal do Acre, e integra a equipe de basquete da Federa\u00e7\u00e3o Acreana. Ele conta que conheceu o basquete por interm\u00e9dio de um amigo, no ano de 2010, quando foi convidado para participar de um jogo. Na \u00e9poca, o atleta n\u00e3o deu a devida aten\u00e7\u00e3o, mas a situa\u00e7\u00e3o mudou em 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo in\u00edcio de 2021, ao retornar os treinos ap\u00f3s a pandemia, eu voltei a participar dos treinos, me apaixonei pelo basquete e estou l\u00e1 at\u00e9 hoje. Al\u00e9m da divers\u00e3o, tem a quest\u00e3o do alto rendimento. Nossa Federa\u00e7\u00e3o \u00e9 de alto rendimento e tem a parte social tamb\u00e9m. Participar do basquete \u00e9 muito gratificante. Mudou meu ritmo de vida, melhorou muito. Fico contando as horas pra chegar o dia do basquete. Sou apaixonado pelo esporte\u201d, conta o atleta.<\/p>\n\n\n\n<p>Assista abaixo um trecho do depoimento de Manoel Izo sobre a pr\u00e1tica do basquete em cadeira de rodas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"304\" style=\"aspect-ratio: 640 \/ 304;\" width=\"640\" controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/VID-20230209-WA0006.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Da Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeiras de Rodas para o time ADD Magic Hands e Sele\u00e7\u00e3o Brasileira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O atleta Jo\u00e3o Vitor (JJ), que tem 20 anos e \u00e9 natural de Ariquemes (RO), \u00e9 apaixonado pelo esporte. Antes mesmo de fazer parte da equipe da ADD Magic Hands, jogou futebol na base dos Santos no Acre. Em 2015, ap\u00f3s sofrer um acidente no terminal urbano de Rio Branco (AC), perdeu seu membro inferior esquerdo, e durante sua reabilita\u00e7\u00e3o os fisioterapeutas recomendaram a pr\u00e1tica de esportes. \u00a0\u201cFui para nata\u00e7\u00e3o e depois de um ano conheci o basquete, por meio da Federa\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete, como uma nova paix\u00e3o no meu cora\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/5.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3576\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/5.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/5.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/5.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/5.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/5.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/5.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Jo\u00e3o Vitor \u00e9 atleta do ADD MAGIC HANDS e da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquete em Cadeiras de Rodas \u2013 Foto: Arquivo pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo JJ, \u00a0ap\u00f3s integrar ao time da Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeiras de Rodas, aos 14 anos foi morar em Goi\u00e1s em busca de novas oportunidades. Por sua habilidade conseguiu chamar a aten\u00e7\u00e3o dos treinadores do Brasil. Em 2022, \u00a0alcan\u00e7ou um de seus sonhos que era jogar na equipe da ADD MAGIC HANDS. Junto com seu novo time, Jo\u00e3o Vitor j\u00e1 se tornou campe\u00e3o brasileiro e paulista de basquete em cadeira de rodas.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Jo\u00e3o Vitor n\u00e3o parou por a\u00ed. Durante esse processo, ele foi convocado para integrar as Sele\u00e7\u00e3o Brasileira Sub-23, garantindo vaga para o mundial e se classificando na oitava posi\u00e7\u00e3o. Na Sele\u00e7\u00e3o Sub-21, junto com sua equipe, o jovem conquistou o 2\u00ba lugar no Parapan de Jovens em Bogot\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs jogos escolares foram de suma import\u00e2ncia para meu desenvolvimento de atleta e pessoa. Contribu\u00edram para que eu fosse visto at\u00e9 para as sele\u00e7\u00f5es e outros times. Eu sa\u00ed dos escolares, mas os escolares nunca v\u00e3o sair de mim. Espero que mais atletas tenham a oportunidade de integrar outros times&#8221;, relata o jovem. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um esporte com muitos parceiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o, Frank Thieny Brito de Lima, revela que ao longo desses 13 anos, a FEABC enfrentou e ainda enfrenta diversas dificuldades. Segundo ele, a principal delas \u201c\u00e9 a pessoa com defici\u00eancia reconhecer que a vida n\u00e3o parou, que sempre tem mais uma chance e oportunidade de vencer e viver dignamente. Seja na \u00e1rea do esporte, da educa\u00e7\u00e3o ou do lazer\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Brito avalia que, atualmente, a Federa\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre as melhores da regi\u00e3o Norte, mas que ainda \u00e9 preciso muito investimento para continuar o trabalho e, dessa forma, conseguirem se filiar \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a FEABC funciona em uma sala da Comiss\u00e3o de Acessibilidade e de Atletas Paral\u00edmpicos, situada na regi\u00e3o do Distrito Industrial. Para alcan\u00e7ar suas metas, a institui\u00e7\u00e3o tem firmado cada vez mais parcerias. Desde o final do ano de 2019, empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos t\u00eam contribu\u00eddo para a perman\u00eancia da pr\u00e1tica do basquete em cadeira de rodas no Acre. Abaixo, est\u00e3o alguns dos parceiros e recentes a\u00e7\u00f5es realizadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caixa Econ\u00f4mica Federal<\/strong>: Em 2019, por meio do projeto Caixa Mais Desenvolvimento, que tem o objetivo de levar investimentos diversos para v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, a FEABC recebeu, por meio da Prefeitura de Rio Branco, a doa\u00e7\u00e3o de 12 cadeiras de rodas;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Universidade Federal do Acre<\/strong>: De acordo com Jefferson Feitosa de Almeida, Coordenador do Programa de Esporte Paral\u00edmpico da Ufac\/comunidade, a universidade em parceria com a Federa\u00e7\u00e3o e o Centro de Refer\u00eancia Paral\u00edmpico do Acre, possibilita o treinamento dos atletas, dentre outras outros eventos. Al\u00e9m disso, a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m cede espa\u00e7o para treinos e eventos. \u201cPor\u00a0 enquanto,\u00a0 prestadores de servi\u00e7os e bolsistas atletas recebem recurso financeiro no valor de R$ 400,00, por meio de assinatura de conv\u00eanio, mas as propostas est\u00e3o passando por tramites legais para haver alterar para o valor de R$ 700,00\u201d, informa o coordenador do programa Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o, Cultura \u00a0e Esportes:<\/strong> Um dos investimentos mais recentes feitos pela SEE, conforme explica o secret\u00e1rio estadual Aberson Carvalho, foi a realiza\u00e7\u00e3o de um conv\u00eanio para aquisi\u00e7\u00e3o de cadeiras de rodas adaptadas. Ao todo foram investidos R$ 50 mil em recursos. &#8220;O que estiver ao alcance do Governo para contribuir na transforma\u00e7\u00e3o da vida desses atletas, vamos fazer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/IMG-20230719-WA0001.jpg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3577\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/IMG-20230719-WA0001.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/IMG-20230719-WA0001.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/IMG-20230719-WA0001.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/IMG-20230719-WA0001.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/IMG-20230719-WA0001.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/IMG-20230719-WA0001.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Aberson Carvalho de Sousa &#8211; Secret\u00e1rio de Estado de Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Esportes &#8211; Foto: Arquivo pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o promovida pela SEE foi a compra de passagens a\u00e9reas para os atletas do basquete em cadeira de rodas disputares os Jogos Brasileiros Universit\u00e1rios. A equipe acreana voltou para casa com medalhas de bronze.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Secretaria Municipal do Esporte<\/strong>: Para que os atletas possam realizar os treinos e competi\u00e7\u00f5es, a Secretaria disponibiliza o espa\u00e7o do Centro de Inicia\u00e7\u00e3o ao Esporte (CIE).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Medplus<\/strong>: Atualmente, \u00e9 o principal patrocinador da FEABC, dando suporte com material hospitalar, al\u00e9m de ajudar os atletas em momentos de doen\u00e7a e com a aquisi\u00e7\u00e3o de uniformes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma equipe muito premiada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira competi\u00e7\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeira de Rodas&nbsp;aconteceu em 2008, em Manaus. \u201cO time n\u00e3o tinha experi\u00eancia e acabou ficando na \u00faltima coloca\u00e7\u00e3o, mas isso nos motivou e no ano seguinte ficamos em oitavo lugar entre as 16 equipes que participaram\u201d, revela Manielden Lima. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um trof\u00e9u muito importante para a equipe veio em 2021, com a participa\u00e7\u00e3o nas Paralimp\u00edadas Universit\u00e1rias. Os atletas trouxeram para o Acre a medalha de bronze. No ranking geral, a equipe que disputou em nome da Ufac ficou em primeiro lugar. O evento aconteceu no Centro de Treinamento da Confedera\u00e7\u00e3o Paral\u00edmpica do Brasil, em S\u00e3o Paulo, entre os dias 16 e 19 de setembro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"987\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image15-2.jpeg?resize=740%2C987&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2995\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image15-2.jpeg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image15-2.jpeg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/image15-2.jpeg?w=864&amp;ssl=1 864w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Premia\u00e7\u00f5es recebidas pela sele\u00e7\u00e3o acreana incluindo a participa\u00e7\u00e3o das paraolimp\u00edadas universit\u00e1rias de 2021 &#8211; Foto: Gercineide Maia<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para 2023, a <strong>Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeiras de Rodas<\/strong> quer conquistar ainda mais. A ideia \u00e9 integrar competi\u00e7\u00f5es regionais, participar do Campeonato Universit\u00e1rio, da Copa da Revolu\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m da Copa Acre x Rond\u00f4nia, que acontecer\u00e1 em Porto Velho. A ideia, segundo o presidente da Federa\u00e7\u00e3o, Frank Thieny, \u00e9 retornar dessas competi\u00e7\u00f5es com mais medalhas e trof\u00e9us. <\/p>\n\n\n\n<p>Conhe\u00e7a a atual equipe da Sele\u00e7\u00e3o Acreana de Basquete em Cadeira de Rodas: Manielden Lima T\u00e1vora (t\u00e9cnico) e P\u00e2mela Jhemiule (auxiliar), al\u00e9m dos atletas Agnaldo Casoti Borges, Ana Clara Alves de Lima, Ana Keyla da Silva Macedo, Elizeu Barros Machado Junior, Emerson de Souza Monte, Fabio Mendes de Souza, Francisco Lima de Souza, Frank Thieny Brito de Lima, Jhonathan Mendes do Vale, Jos\u00e9 Firmino de Lima, Jos\u00e9 Ricardo Freitas da Silva, Louren\u00e7o Moreira Vieira Neto, Luiz Carlos Arag\u00e3o Ferreira, , M\u00e1rcio Cleide Jos\u00e9 de Lima, Maria Nisse Rodrigues Ferreira, Maria Tailine da Silva Marques, Raimundo da Rocha Pereira, Thomas Rodrigues Silva, Wanderley Matos e Wemerson Pereira Sobrinho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/VID_20230128_092320.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O esporte contra o capacitismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O capacitismo \u00e9 toda a forma de preconceito que acontece contra a pessoa com defici\u00eancia. A cren\u00e7a do capacitista \u00e9 alimentada toda vez que h\u00e1 a ideia de que a defici\u00eancia \u00e9 um empecilho determinante para a independ\u00eancia, realiza\u00e7\u00e3o de tarefas cotidianas, inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, entre outras atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Contrariando princ\u00edpios de equidade, o comportamento capacitista \u00e9 um crime de discrimina\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o contra a pessoa com defici\u00eancia. O capacitismo vai al\u00e9m da inferioriza\u00e7\u00e3o, ele mostra \u00e2mbitos que ferem a dignidade da pessoa que sofre o preconceito. Muitas vezes, as a\u00e7\u00f5es e falas capacitistas v\u00eam disfar\u00e7adas de discursos de que pessoas com defici\u00eancia s\u00e3o her\u00f3is ou pessoas especiais que precisam sempre ser cuidadas. S\u00e3o atos como estes que ignoram as compet\u00eancias individuais de cada um, a partir de um olhar humanizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Francisco H\u00e9liton do Nascimento, professor do Instituto Federal de Ci\u00eancia e Tecnologia do &nbsp;Acre (IFAC), na legisla\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 caracterizado, apesar de n\u00e3o aparecer, o termo capacitismo ou capacitista, que \u00e9 justamente \u00e9 o preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o que as pessoas com defici\u00eancia sofrem na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA sociedade pode permitir, que as pessoas com defici\u00eancia interajam, ocupem seus lugares. \u00a0Se elas t\u00eam defici\u00eancia, n\u00e3o cabe a sociedade julgar se ela \u00e9 digna ou n\u00e3o estar.\u00a0 Devemos combater toda e qualquer forma de capacitismo. Conforme a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o, Cap\u00edtulo II \u2013 Da Igualdade e da N\u00e3o Discrimina\u00e7\u00e3o,\u00a0 Art. 4\u00ba, \u00a0\u201ctoda pessoa com defici\u00eancia tem direito \u00e0 igualdade de oportunidades com as demais pessoas e n\u00e3o sofrer\u00e1 nenhuma esp\u00e9cie de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"447\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FRANCISCO-HELITON.jpg?resize=740%2C447&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3578\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FRANCISCO-HELITON.jpg?resize=1024%2C618&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FRANCISCO-HELITON.jpg?resize=300%2C181&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FRANCISCO-HELITON.jpg?resize=768%2C464&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FRANCISCO-HELITON.jpg?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/FRANCISCO-HELITON.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption><strong>Francisco H\u00e9liton do Nascimento \u00e9 professor do Instituto Federal do Acre &#8211; Foto: Marcos Jorge Dias<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Elizeu de Souza \u00e9 atleta, tem de 27 anos e pratica basquete em cadeira de rodas desde os sete anos de idade. A iniciativa veio de sua m\u00e3e, Francelina de Souza, que conta que o inseriu no esporte para seu filho levasse uma vida saud\u00e1vel e poss\u00edvel. Ela ressalta que o esporte desempenha medidas contra doen\u00e7as, como depress\u00e3o e ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<p>No v\u00eddeo abaixo, voc\u00ea confere um pouco do que a m\u00e3e de Elizeu de Souza diz sobre a pr\u00e1tica do basquete em cadeira de rodas:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"264\" style=\"aspect-ratio: 480 \/ 264;\" width=\"480\" controls src=\"https:\/\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Video_2.mov\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Texto: Edil\u00e1rdia Idalgo, Gercineide Maia, Marcos Jorge Dias, Petronilio Neto e Vit\u00f3ria Lauane Ara\u00fajo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira modalidade paral\u00edmpica praticada no Brasil foi o basquete em cadeira de rodas. Este esporte coletivo \u00e9 jogado por pessoas com defici\u00eancias f\u00edsico-motoras, que s\u00e3o aquelas com paraplegia ou defici\u00eancia nos membros inferiores. Atletas andantes podem jogar, mas devem usar a cadeira de rodas durante a pr\u00e1tica do esporte. Atualmente \u00e9 um dos esportes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":2938,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[8,121],"coauthors":[],"class_list":["post-2828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias","tag-destaque","tag-esporte"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-02-24-as-22.21.57-1.jpg?fit=1280%2C831&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2828"}],"version-history":[{"count":64,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2828\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3579,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2828\/revisions\/3579"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2828"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=2828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}