{"id":2648,"date":"2022-09-22T08:00:00","date_gmt":"2022-09-22T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2648"},"modified":"2022-10-18T10:31:43","modified_gmt":"2022-10-18T15:31:43","slug":"meu-pai-tem-nome-cresce-o-numero-de-criancas-sem-o-nome-paterno-na-certidao-de-nascimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2648","title":{"rendered":"Meu pai tem nome? Cresce o n\u00famero de crian\u00e7as sem o nome paterno na certid\u00e3o de nascimento"},"content":{"rendered":"\n<p><em>No Acre, lei que obriga cart\u00f3rios a denunciarem casos de certid\u00f5es registradas somente com o nome da m\u00e3e \u00e9 sancionada<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Matheus Melo e Pedro Henrique Nobre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 26 anos, Levi Assuelo convive com a aus\u00eancia paterna n\u00e3o s\u00f3 no dia a dia. O jovem faz parte de um percentual que vem crescendo no Acre e no Brasil, o de crian\u00e7as registradas sem o nome do pai na certid\u00e3o de nascimento. Estudante de medicina veterin\u00e1ria na Universidade Federal do Acre, ele lembra que nunca teve uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com o pai biol\u00f3gico e que nunca cogitou procur\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEle n\u00e3o me registrou, mas sempre soube que era meu pai. Deixou minha m\u00e3e sozinha. Eu nasci no Amazonas, mas tive que vir para o Acre porque minha m\u00e3e n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de me criar sozinha em Manaus. Viemos pra c\u00e1 porque minha av\u00f3 morava aqui e poderia ajudar minha m\u00e3e\u201d, lembra o jovem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-0 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo <a href=\"https:\/\/arpenbrasil.org.br\/mais-de-100-mil-criancas-foram-registradas-sem-o-nome-do-pai-em-2022-diz-levantamento\/#:~:text=agosto%2024%2C%202022-,Mais%20de%20100%20mil%20crian%C3%A7as%20foram%20registradas%20sem%20o,pai%20em%202022%2C%20diz%20levantamento&amp;text=Nos%20primeiros%20sete%20meses%20do,nome%20da%20m%C3%A3e%20no%20documento.\">dados da Associa\u00e7\u00e3o dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil)<\/a>, mais de 100 mil crian\u00e7as j\u00e1 foram registradas sem o nome do pai nos primeiros meses de 2022. No Acre, das 9.459 crian\u00e7as nascidas entre janeiro e julho, 1.097 foram registradas sem o nome paterno na certid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero registrado nos primeiros meses de 2022 j\u00e1 \u00e9 maior que o dobro do total acumulado no ano passado, portanto, a tend\u00eancia \u00e9 que esse n\u00famero bata o recorde ao final deste ano.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.06.07.jpeg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2650\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.06.07.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.06.07.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.06.07.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Infogr\u00e1fico: Matheus Melo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Lei sancionada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para tentar diminuir esse n\u00famero, em julho deste ano, o governo do Acre sancionou a lei n\u00b0 3.974. Com a nova regra, os cart\u00f3rios do estado s\u00e3o obrigados a denunciar \u00e0 Defensoria P\u00fablica casos de crian\u00e7as registradas sem o nome do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a defensora p\u00fablica Tha\u00eds Souza, a lei \u00e9 necess\u00e1ria para garantir os direitos da m\u00e3e e da crian\u00e7a, logo ap\u00f3s o nascimento, al\u00e9m de evitar registros tardios de crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs cart\u00f3rios nos enviar\u00e3o mensalmente uma lista de crian\u00e7as registradas somente com o nome materno. Essa lista dever\u00e1 conter nome, endere\u00e7o, contato da m\u00e3e e se poss\u00edvel, os dados do suposto pai. A equipe da Defensoria mant\u00e9m contato com essa m\u00e3e e orienta sobre os direitos dela e do filho. Por\u00e9m, ela j\u00e1 precisa ser orientada no cart\u00f3rio que ela pode procurar a Defensoria. J\u00e1 tivemos casos de crian\u00e7as de 12, 13 anos sem certid\u00e3o de nascimento, ou seja, sem cidadania\u201d, explica a defensora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2651\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Servidores da Defensoria P\u00fablica respons\u00e1veis por entrar em contato com as m\u00e3es nessa situa\u00e7\u00e3o | Foto: Matheus Melo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a defensora, a falta de dados corretos sobre o pai da crian\u00e7a atrasa o andamento do processo de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade. &#8220;\u00c0s vezes, a m\u00e3e tem dificuldade em informar o endere\u00e7o do pai para que o juiz fa\u00e7a a intima\u00e7\u00e3o, mas n\u00f3s tentamos de todas as formas ajud\u00e1-la. Usamos bancos de dados com o Infoseg&nbsp; [rede que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds] da Receita Federal, que nos ajudam a encontrar o endere\u00e7o da pessoa. Quando n\u00e3o h\u00e1 dificuldade de localizar o pai, o processo termina em m\u00e9dia em um ano ou at\u00e9 menos\u201d, diz Souza.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-1.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2652\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-1.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-1.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-1.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>A defensora Thais Souza atua h\u00e1 20 anos na \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade | Foto: Matheus Melo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O acolhimento e o amparo \u00e0s m\u00e3es nessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a base do trabalho realizado pela Defensoria P\u00fablica. A defensora Tha\u00eds Souza explica que, em muitos casos, a vergonha de procurar o \u00f3rg\u00e3o \u00e9 um tabu a ser quebrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExistem casos em que elas t\u00eam d\u00favidas sobre a paternidade. Se relacionam com mais de uma pessoa e t\u00eam vergonha de procurar a Defensoria. A gente fala que isso n\u00e3o \u00e9 problema. [Perguntamos a elas] Qual voc\u00ea acha que tem mais probabilidade de ser o pai? Vamos ajuizar a a\u00e7\u00e3o contra ele. N\u00e3o deu certo? Aju\u00edza o outro. O que importa \u00e9 garantir os direitos da crian\u00e7a\u201d, exp\u00f5e a defensora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela completa ainda que, durante a pandemia, o \u00f3rg\u00e3o trabalhou de forma remota e que essas abordagens foram feitas on-line, o que ajudou no processo de escuta das m\u00e3es. \u201cDe forma on-line elas se abriam mais, o contato frente a frente pode ser constrangedor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-2-1.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2654\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-2-1.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-2-1.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-2-1.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Thais Souza durante a entrevista | Foto: Matheus Melo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s ajuizar o processo, ocorre a concilia\u00e7\u00e3o entre as partes. Segundo a defensora, \u00e9 nesse momento que, em 90% dos casos, os supostos pais dizem que desconfiam da m\u00e3e e solicitam o exame de DNA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe ele disser que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de custear o exame, se a m\u00e3e estiver assistida pela defensoria, o Estado \u00e9 respons\u00e1vel por arcar com os gastos. Al\u00e9m disso, temos uma equipe multidisciplinar, composta por psic\u00f3logos e assistentes sociais, prontos para auxiliar nesses casos\u201d, detalha a defensora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Tha\u00eds Souza, caso a paternidade seja comprovada ap\u00f3s o exame, \u00e9 de rotina ajuizar tamb\u00e9m uma a\u00e7\u00e3o de pedido de pens\u00e3o aliment\u00edcia. Confirmada a paternidade, o juiz determina que o cart\u00f3rio insira o nome do pai na certid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, existem casos em que o pai \u00e9 o respons\u00e1vel por procurar a Defensoria P\u00fablica para incluir seu nome na certid\u00e3o de nascimento do filho. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o processo muda de nome, passa a se chamar reconhecimento de paternidade, j\u00e1 que o processo de investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o poucos casos, mas acontece. \u00c0s vezes, o pai quer reconhecer a crian\u00e7a e a m\u00e3e n\u00e3o quer. Tentamos explicar para ela que o direito \u00e9 da crian\u00e7a e n\u00e3o s\u00f3 dela. Quando o pai se prontifica a fazer o reconhecimento, h\u00e1 casos em que fazemos tudo de forma extrajudicial, sem precisar de a\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Souza explica que, ap\u00f3s completar a maioridade, a crian\u00e7a n\u00e3o precisa da autoriza\u00e7\u00e3o da m\u00e3e para dar entrada no processo de reconhecimento de paternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, defensorias p\u00fablicas de todo o pa\u00eds organizaram o Programa \u201cMeu pai tem nome\u201d, com o objetivo de reconhecer a paternidade de milhares de crian\u00e7as, jovens e adultos. No Acre, al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o, a Defensoria elaborou um cronograma de atividades itinerantes que percorreram os bairros da capital e do interior do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente tem a obriga\u00e7\u00e3o de ir at\u00e9 essas pessoas, acompanhar de perto, manter contato. \u00c9 olhar pra cada m\u00e3e e dizer: seu filho tem direito e n\u00f3s estamos aqui pra te ajudar\u201d, frisa a defensora Tha\u00eds Souza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-3.jpeg?resize=740%2C493&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2655\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-3.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-3.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.07.53-3.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Integrante da equipe da Defensoria P\u00fablica do Acre | Foto: Matheus Melo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desenvolvimento psicol\u00f3gico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo um <a href=\"http:\/\/www.usp.br\/aun\/antigo\/exibir.php?id=6980\">estudo publicado pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a>, realizado pelo psic\u00f3logo Jo\u00e3o Victor de Souza e publicado em 2020, ap\u00f3s analisar as fam\u00edlias compostas somente por m\u00e3es solo, sem a presen\u00e7a de uma figura masculina, as mulheres acabam se sobrecarregando f\u00edsica e mentalmente. \u201cEm muitas a\u00e7\u00f5es os homens se desresponsabilizam ou s\u00e3o desresponsabilizados, o que acaba transferindo para a mulher o peso das urg\u00eancias familiares. E elas s\u00e3o colocadas em uma posi\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o h\u00e1 grandes alternativas se n\u00e3o tentar sanar tais urg\u00eancias\u201d, afirmou o pesquisador \u00e0 jornalista Let\u00edcia Paiva, da USP.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o problema tamb\u00e9m \u00e9 transferido aos filhos. Para a psic\u00f3loga comportamental Jana\u00edna Benites, a refer\u00eancia paterna \u00e9 respons\u00e1vel por formar o desenvolvimento psicol\u00f3gico e cognitivo de uma crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIndependentemente da causa da aus\u00eancia do pai, isso afeta o desenvolvimento das estruturas ps\u00edquicas da crian\u00e7a. Ela passa a ter dificuldade em resolver problemas nos momentos conturbados da vida. A refer\u00eancia paterna traz estabilidade emocional, seguran\u00e7a, prote\u00e7\u00e3o e autoestima. Sem ela, tudo isso fica prejudicado\u201d, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.14.13.jpeg?resize=234%2C482&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2656\" width=\"234\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.14.13.jpeg?w=497&amp;ssl=1 497w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/WhatsApp-Image-2022-09-12-at-22.14.13.jpeg?resize=146%2C300&amp;ssl=1 146w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><figcaption>Psic\u00f3loga Comportamental Janaina Benites, durante entrevista concedida<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Benites completa dizendo que a aus\u00eancia paterna pode gerar s\u00e9rios problemas na forma\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter e personalidade da crian\u00e7a: \u201cSurgem problemas no desempenho e conv\u00edvio escolar, agressividade e facilidade no risco de envolvimento com drogas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Acre, lei que obriga cart\u00f3rios a denunciarem casos de certid\u00f5es registradas somente com o nome da m\u00e3e \u00e9 sancionada Por Matheus Melo e Pedro Henrique Nobre H\u00e1 26 anos, Levi Assuelo convive com a aus\u00eancia paterna n\u00e3o s\u00f3 no dia a dia. 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