{"id":2531,"date":"2022-06-13T10:00:00","date_gmt":"2022-06-13T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2531"},"modified":"2022-06-09T15:37:03","modified_gmt":"2022-06-09T20:37:03","slug":"a-depressao-e-ansiedade-no-pos-isolamento-da-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2531","title":{"rendered":"A depress\u00e3o e ansiedade no p\u00f3s isolamento da COVID-19"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por<\/strong> <strong>Ingrid da Silva Moura e Mirlane Pereira dos Santos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/T8y15uz0d-bvxDiOgH2GO6TK2XdTmsgimzobUmy_pPVvQBPqv_BDUOEg65NEC2uq53ZhN9lhQrGsa9d08rPUftTQvGo6luSOaIHHkOSi1rMI2hPhFdPCyqz3lLhQvDeQpUJ_Q3JPmTd18OJPvQ\" alt=\"\" width=\"737\" height=\"369\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Mais bebida, menos horas de sono, mais comida ultra processada, menos exerc\u00edcios, mais tempo na internet e tv. Tudo isso contribuiu consideravelmente para o aumento da depress\u00e3o e ansiedade nos brasileiros. O isolamento social foi uma experi\u00eancia desagrad\u00e1vel para todos. Por isso, muitas pessoas sentiram-se confusas e amedrontadas, impactando em sua sa\u00fade mental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es explicaram a maior preval\u00eancia entre os jovens e adultos dos sintomas de depress\u00e3o e ansiedade no per\u00edodo pand\u00eamico. Esta nova realidade introduziu diversos fatores de stress, incluindo solid\u00e3o decorrente do isolamento social, medo de contrair a doen\u00e7a, morte de pessoas pr\u00f3ximas, tens\u00e3o econ\u00f4mica e incertezas sobre o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o n\u00famero de pessoas com depress\u00e3o e ansiedade aumentou muito na \u00faltima d\u00e9cada. De acordo com dados da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS), durante o isolamento social o \u00edndice de depress\u00e3o e ansiedade aumentou cerca de 25% em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante Hendely Barcio, 17 anos, afirma que nunca havia notado sintomas de depress\u00e3o e ansiedade, mas tudo mudou com a Covid-19. &#8220;Tinha uma vida normal, saia com meus amigos, ia \u00e0 escola, tinha uma rotina muito ativa. Lembro como se fosse ontem quando ouvi falar desse Corona, parece que meu mundo caiu ali\u201d. Ela percebeu os primeiros sintomas assim que decretou-se o <em>lockdown<\/em> no Acre. Com a mudan\u00e7a na rotina e o medo de contrair a doen\u00e7a, a ansiedade tomou conta. \u201cFicava imaginando como seria se eu pegasse a Covid, a cada not\u00edcia que saia sobre eu ficava cada vez mais temerosa. Pensava n\u00e3o somente em mim, mas tamb\u00e9m na minha fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem decidiu procurar ajuda quando come\u00e7ou a perceber que os sintomas de ansiedade e depress\u00e3o come\u00e7aram a ficar mais intensos e vis\u00edveis. \u201cN\u00e3o tinha vontade de fazer nada, somente de dormir, queria acordar e ver que aquilo era um sonho. Vi que tinha de sair daquela situa\u00e7\u00e3o, falei com minha m\u00e3e e fomos ao psic\u00f3logo. Agora vou l\u00e1 toda semana e os sintomas de ansiedade e depress\u00e3o diminuiram\u201d. Ela aconselha a todos que aos primeiros sintomas se busque ajuda de um profissional<em> <\/em>para que o tratamento possa ser iniciado o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Diagnosticada com depress\u00e3o no in\u00edcio de 2019, Leila Silva, 35 anos, \u00e9 professora da rede municipal de Educa\u00e7\u00e3o. A chegada da Covid-19 fez com que os sintomas ficassem mais aparentes. \u201cTinha sido diagnosticada no in\u00edcio de 2019 com depress\u00e3o, estava fazendo o tratamento certinho, como o psic\u00f3logo havia dito. Minha rotina era exaustiva, quase n\u00e3o tinha tempo de nada, mas no final do ano, com a chegada da pandemia, tudo mudou. De uma hora para outra ficamos isolados em casa com medo n\u00e3o s\u00f3 da Covid, mas com as incertezas que nos cercavam<em>\u201d.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim que ela notou que os sintomas estavam piorando, foi logo falar com seu psic\u00f3logo para ver o que poderia ser feito para ajud\u00e1-la. \u201cEntrei em contato com ele para ver o que poder\u00edamos fazer, n\u00e3o queria que aqueles sentimentos tomassem conta de mim. Liguei para o psic\u00f3logo e conversamos durante um tempo. E ele me aconselhou a fazer atividades extras como ler, me exercitar, escutar m\u00fasicas, coisas que me fizessem relaxar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A professora deixa um recado para quem j\u00e1 tinha ou desenvolveu sintomas de depress\u00e3o durante a pandemia: \u201cprocurem ajuda, n\u00e3o tenham medo ou vergonha do que v\u00e3o dizer, depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a e j\u00e1 existe tratamento pra ela, converse com algu\u00e9m de sua confian\u00e7a, procure um m\u00e9dico e inicie o tratamento\u201d<em>.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Ivone Barros, 40 anos, afirma que durante a pandemia a procura por atendimento aumentou bastante, por pessoas de todas as idades e classes sociais. Para ela, a busca por ajuda psicol\u00f3gica pode significar que as pessoas est\u00e3o diminuindo o preconceito que ainda existe com esse tipo de acompanhamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com \u00e0 Covid-19, a procura por atendimento est\u00e1 em v\u00e1rios fatores: mais tempo em casa, incertezas econ\u00f4micas, medo de contrair o v\u00edrus e de perder pessoas pr\u00f3ximas. \u201cTudo isso fez com que mais e mais pessoas come\u00e7assem a notar sintomas de ansiedade e depress\u00e3o e fossem procurar ajuda tanto na rede p\u00fablica de sa\u00fade quanto privada\u201d, explica a psic\u00f3loga.<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A profissional de sa\u00fade diz que os sintomas \u201cn\u00e3o s\u00e3o mais vistos como frescura e sim como uma doen\u00e7a que precisa de tratamento\u201d<em>. <\/em>Entende-se como necess\u00e1ria uma maior divulga\u00e7\u00e3o das medidas e pr\u00e1ticas de preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental. Tamb\u00e9m \u00e9 essencial a disponibiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os <em>online<\/em> para aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas que precisam de cuidados, mas que, por motivos de sa\u00fade, precisam manter o distanciamento social ou possuem limita\u00e7\u00f5es para deslocamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos primeiros sintomas de depress\u00e3o ou ansiedade procure ajuda de um familiar ou procure ajuda de um profissional qualificado para ajudar voc\u00ea. Ele ajudar\u00e1 voc\u00ea com acompanhamento e dicas de como lidar com os sintomas no dia-a-dia. Caso voc\u00ea n\u00e3o possa ir at\u00e9 o profissional ele poder\u00e1 atend\u00ea-lo virtualmente ou via liga\u00e7\u00e3o de voz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Depress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 frescura, procure ajuda.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ligue para o 188&nbsp; Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida (CVV)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ingrid da Silva Moura e Mirlane Pereira dos Santos Mais bebida, menos horas de sono, mais comida ultra processada, menos exerc\u00edcios, mais tempo na internet e tv. Tudo isso contribuiu consideravelmente para o aumento da depress\u00e3o e ansiedade nos brasileiros. O isolamento social foi uma experi\u00eancia desagrad\u00e1vel para todos. 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