{"id":2525,"date":"2022-06-30T19:00:00","date_gmt":"2022-07-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2525"},"modified":"2022-06-30T18:45:09","modified_gmt":"2022-06-30T23:45:09","slug":"artistas-se-reinventam-em-meio-a-cortes-de-verba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2525","title":{"rendered":"Artistas se reinventam em meio a cortes de verba"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por Eduardo Fragoso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pandemia chegou de surpresa e ningu\u00e9m esperava passar por tudo isso. O mundo parou e todos ficaram  trancados em casa com medo. As pessoas tiveram preju\u00edzo tanto financeiro quanto emocional e uma das classes mais afetadas foram os artistas, a cultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E quem n\u00e3o precisou da cultura e da arte para sobreviver nessa pandemia? Seja atrav\u00e9s de filmes, s\u00e9ries, jogos, apresenta\u00e7\u00f5es musicais em <em>lives<\/em>, entre outras atividades culturais, todos consumiram algum produto cultural nesse per\u00edodo. Mais do que nunca foi poss\u00edvel evidenciar a import\u00e2ncia da arte e dos artistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sarah Jainy \u00e9 atriz, diretora e produtora cultural, faz uma importante reflex\u00e3o sobre o quanto a pandemia foi abrupta e os artistas precisaram se reinventar de forma r\u00e1pida: &#8220;Pra mim foi muito dif\u00edcil ter que lidar com a pandemia e me adequar a esse novo formato do fazer art\u00edstico, do fazer cultura atrav\u00e9s das telas&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Artistas-acre-em-pe.png?resize=314%2C556&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2526\" width=\"314\" height=\"556\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Artistas-acre-em-pe.png?w=419&amp;ssl=1 419w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Artistas-acre-em-pe.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w\" sizes=\"(max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sarah foi contemplada com editais de apoio emergencial \u00e0 cultura e isso foi de extrema import\u00e2ncia financeira e mental para que ela sobrevivesse durante per\u00edodo pand\u00eamico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>INCERTEZAS E MEDO&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os artistas do Teatro Candeeiro, a pandemia veio e os pegou desprevenidos. Estavam com espet\u00e1culo em cartaz quando tudo precisou ser fechado, inclusive o teatro. Alguns membros do grupo tiveram que sobreviver financeiramente apenas do aux\u00edlio emergencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atriz Jaqueline Chagas, uma das fundadoras do grupo, relata que \u201cpor volta do dia 13 ou 18 de mar\u00e7o a pandemia parou tudo, n\u00e9? E a gente simplesmente parou. Nossas coisas ficaram todas no teatro. E a gente n\u00e3o sabia o que fazer&#8230;\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/N7aWc6PUKd1JVmPB8V2pOWY6ZXtv6Dlim3BATHSe7zlQHeI5e9gTPJdlTk851xyJ-EqFTivzjtFceMJDGSZt1wf67PlX4SiAZfr0bxyK7GicFDWXMCTnQdoV-PYsXocHhxDsW38c46uS3HfFEw\" alt=\"Grupo de pessoas a noite\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela disse que no in\u00edcio da pandemia tudo era incerto e dava medo. Mas aos poucos apareceram alguns editais para realizar projetos de forma online. Segundo a atriz, foi um &#8220;respiro&#8221;, uma salva\u00e7\u00e3o. Os editais de incentivo \u00e0 cultura e de apoio emergencial, como a Lei Aldir Blanc, foram essenciais n\u00e3o s\u00f3 para a sobreviv\u00eancia do Teatro Candeeiro, como para outros artistas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Teatro Candeeiro  existe desde 2016, e se intitula assim pois tamb\u00e9m funciona como espa\u00e7o f\u00edsico e associa\u00e7\u00e3o. O grupo foi contemplado com os editais de apoio emergencial e puderam voltar aos poucos com os espet\u00e1culos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OS CORTES NA CULTURA&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os dados do Siga Brasil, plataforma de informa\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias mantida pelo Senado Federal, o or\u00e7amento federal dispon\u00edvel para pol\u00edticas culturais recuou 46,8% entre 2011 e 2021. H\u00e1 dez anos, o extinto Minist\u00e9rio da Cultura tinha \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o R$3,33 bilh\u00f5es. Neste ano, o valor autorizado \u00e9 de R$1,77 bilh\u00e3o. Recentemente houve vetos do presidente Jair Bolsonaro \u00e0s leis emergenciais como Lei Paulo Gustavo e Lei Aldir Blanc 2.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diretora Sarah Jayne acredita que os cortes na cultura n\u00e3o prejudicam apenas os artistas, mas toda a sociedade. \u201cQuando n\u00e3o se tem recurso para arte e todas as suas linguagens, quem perde \u00e9 a sociedade. Porque \u00e9 a arte que nos ajuda a preservar e contar nossa hist\u00f3ria\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto isso, Jaqueline Chagas diz que se sente frustrada quando v\u00ea os cortes acontecendo. \u201cPorque quando corta dinheiro da cultura n\u00e3o adianta dizer que t\u00e1 mandando dinheiro para a educa\u00e7\u00e3o ou sa\u00fade. Porque, na teoria, era pra ter dinheiro para todas essas \u00e1reas. Qualquer oportunidade que t\u00eam, eles tiram dinheiro da cultura. Como se a gente n\u00e3o precisasse desse dinheiro!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>READAPTAC\u00c3O AO PRESENCIAL&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente Sarah est\u00e1 finalizando os projetos aprovados nos editais do ano passado. Segundo ela, com tudo voltando ao normal, todos ainda est\u00e3o se readaptando aos eventos presenciais. De certa forma, nada \u00e9 como era antes e precisam continuar se reinventando.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o Teatro Candeeiro busca alternativas para custear suas apresenta\u00e7\u00f5es e pagar o m\u00ednimo de cach\u00ea aos atores. Arrecadam dinheiro em forma de rifas, com apoio de amigos, <em>vakinhas online<\/em> e vendas de ingressos. &#8220;Tivemos que achar outros meios para continuar&#8221;, diz Jaqueline.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, a atriz traz uma importante reflex\u00e3o, de que a cultura nunca foi ensinada como essencial, nem na escola e nem na maioria dos lares. Por este motivo, muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso a essa arte. Segundo ela, quem pisa no teatro pela primeira vez se encanta de n\u00e3o para mais de ir.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eduardo Fragoso A pandemia chegou de surpresa e ningu\u00e9m esperava passar por tudo isso. O mundo parou e todos ficaram trancados em casa com medo. As pessoas tiveram preju\u00edzo tanto financeiro quanto emocional e uma das classes mais afetadas foram os artistas, a cultura. 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