{"id":2510,"date":"2022-07-15T08:57:00","date_gmt":"2022-07-15T13:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2510"},"modified":"2022-07-01T17:53:58","modified_gmt":"2022-07-01T22:53:58","slug":"amor-de-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2510","title":{"rendered":"Amor de m\u00e3e"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por <strong><strong>Claudya Simone Oliveira, Gercineide Maia&nbsp; e John Cat\u00e3o<\/strong><\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo nasceu com uma condi\u00e7\u00e3o especial, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que logo foi percebido pela m\u00e3e e outros familiares. Lav\u00ednia Melo, 25 anos, empreendedora, formada em Engenharia Agron\u00f4mica pela UFAC, \u00e9 m\u00e3e dos g\u00eameos Rodrigo e Murilo Barcelos, de apenas 3 anos e 2 meses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, ser m\u00e3e de uma crian\u00e7a com TEA \u00e9 um aprendizado di\u00e1rio, ela aprende muitas coisas com seu filho ao mesmo tempo que tamb\u00e9m ensina. \u201cO Rodrigo \u00e9 uma crian\u00e7a extremamente met\u00f3dica, ent\u00e3o, procuram sempre mant\u00ea-lo dentro da rotina, mas em contrapartida, \u00e9 um beb\u00ea muito carinhoso e brincalh\u00e3o\u201d, declara a genitora.<\/p>\n\n\n\n<p>Melo diz que foi observando a forma de seu filho brincar que come\u00e7ou a perceber algumas caracter\u00edsticas: muitos movimentos repetitivos, sempre rodando objetos, gostava muito de brincar sozinho e n\u00e3o de socializar com outras crian\u00e7as, apenas com adultos. \u201cNotei essas caracter\u00edsticas e procurei ajuda profissional\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o Transtorno do Espectro Autista (TEA)\u00b9 \u00e9 um dist\u00farbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento at\u00edpico, manifesta\u00e7\u00f5es comportamentais, d\u00e9ficits na comunica\u00e7\u00e3o e na intera\u00e7\u00e3o social, padr\u00f5es de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repert\u00f3rio restrito de interesses e atividades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que 70 milh\u00f5es de pessoas no mundo vivem com alguma forma do transtorno do espectro autista e frequentemente s\u00e3o sujeitas \u00e0 estigmatiza\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Globalmente, o acesso aos servi\u00e7os e apoio para essas pessoas ainda \u00e9 inadequado.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana de Sa\u00fade, \u201co TEA come\u00e7a na inf\u00e2ncia e tende a persistir na adolesc\u00eancia e na idade adulta. Na maioria dos casos, as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o aparentes durante os primeiros cinco anos de vida\u201d. E uma em cada 160 crian\u00e7as t\u00eam algum grau do Transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil,&nbsp;a estimativa \u00e9 que no pa\u00eds existam cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas com TEA. No Acre, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Fam\u00edlia Azul, h\u00e1 atualmente cerca de 10 mil autistas, incluindo crian\u00e7as e adultos.<\/p>\n\n\n\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de atrasos no desenvolvimento, o diagn\u00f3stico r\u00e1pido e encaminhamento para apoio de especialistas na idade mais precoce poss\u00edvel pode levar a melhores resultados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012 foi aprovada a Lei 12.764, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, que segundo seu&nbsp; Art. 4\u00ba,&nbsp; a pessoa n\u00e3o ser\u00e1 submetida a tratamento desumano ou degradante, n\u00e3o ser\u00e1 privada de sua liberdade ou do conv\u00edvio familiar nem sofrer\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o por motivo da defici\u00eancia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com os \u00faltimos avan\u00e7os nas leis, muitas pessoas com TEA passam por&nbsp; preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o e a falta de informa\u00e7\u00e3o contribui para o aumento desse quadro. Melo relata que houve um caso dessa natureza ainda quando as crian\u00e7as eram muito pequenas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cA ex-bab\u00e1 usou palavras ofensivas direcionadas n\u00e3o somente aos filhos, mas para toda \u00e0 fam\u00edlia e isso nos deixou muito tristes\u201d.&nbsp; No momento, n\u00e3o temos sofrido nenhum tipo de preconceito e esperamos que isso n\u00e3o aconte\u00e7a mais de forma alguma. N\u00e3o se trata apenas de amor de m\u00e3e, mas de um amor que ultrapassa as barreiras do cora\u00e7\u00e3o e que defende o direito de uma crian\u00e7a que precisa ser respeitada pela sociedade, acrescenta Melo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inclus\u00e3o escolar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, Rodrigo estuda na Escola Solar Kids, onde conta com acompanhamento qualificado, que procura dialogar com a fam\u00edlia ao desenvolver atividades. \u201cSempre informamos as condi\u00e7\u00f5es de nosso filho, que se d\u00e1 muito bem com os coleguinhas de sua turma. Mas essa n\u00e3o \u00e9 realidade de todas as escolas no pa\u00eds, afirma a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com<strong> Art. 7\u00ba <\/strong>da<strong> Lei 12.764, <\/strong>o gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matr\u00edcula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de defici\u00eancia, ser\u00e1 punido com multa de 3 (tr\u00eas) a 20 (vinte) sal\u00e1rios-m\u00ednimos e segundo Par\u00e1grafo 1\u00ba dessa mesma lei, em caso de reincid\u00eancia, apurada por processo administrativo, assegurado o contradit\u00f3rio e a e a ampla defesa, haver\u00e1 a perda do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lav\u00ednia Melo deixa uma mensagem para os pais que n\u00e3o aceitam o diagn\u00f3stico.&nbsp; \u201c\u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o passa, mas fechar os olhos para isso, eu chamo at\u00e9 de ego\u00edsmo, porque o quanto antes voc\u00ea aceitar, mais cedo voc\u00ea poder\u00e1 ajudar o seu filho a ter um estilo de vida \u2018comum\u2019 e independente\u201d, finaliza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>N\u00e3o deixe que a desinforma\u00e7\u00e3o contribu\u00eda para o aumento do preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"472\" height=\"314\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/Mv9yWGeVOy9tb9mowNZQZjnM5lqXYyAhinlYAGUnDcsa1-DsSYv45OPn4U9z8PbIIYfeMCbxafhxf_XlYyjofcpilnyX6rvc8soEDDDmnHg5NIPyRSZ-1e8-mGECXPvNsG0tOC6yE1BqTL9e\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Falando com um especialista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo a psic\u00f3loga, Dr\u00aa Marina Almeida, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade que se caracteriza por um dano em tr\u00eas \u00e1reas muito importantes para o desenvolvimento do ser humano, que s\u00e3o: as habilidades socioemocionais, a aten\u00e7\u00e3o compartilhada e a linguagem. \u201cNos dias atuais, a ci\u00eancia nos fala de muitos tipos de autismo, e n\u00e3o apenas um, como se imaginava, o qual se manifesta de forma \u00fanica em cada pessoa\u201d informa a psic\u00f3loga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia e a obrigatoriedade do distanciamento social ocasionaram grandes mudan\u00e7as nas rotinas das crian\u00e7as com autismo e seus familiares. \u201cQuem convive com um autista, j\u00e1 sabe que a rotina \u00e9 muito importante para eles, independente do grau diagnosticado. E a interrup\u00e7\u00e3o dessa rotina se transforma em um grande desafio para a continuidade do tratamento\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Marina Almeida nos fala que o diagn\u00f3stico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) \u00e9 cl\u00ednico, devendo ser feito conforme os crit\u00e9rios impostos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), \u201cfazendo-se uma observa\u00e7\u00e3o direta do comportamento do paciente, e uma entrevista com os pais e\/ou cuidadores\u201d. Esse diagn\u00f3stico requer uma avalia\u00e7\u00e3o completa por todos os profissionais que fazem parte da equipe, para orientar o tratamento adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a psic\u00f3loga, \u201cexistem alguns sinais que podem alertar os pais e professores quanto \u00e0 possibilidade do TEA, sinais esses que devemos nos ater, com muita aten\u00e7\u00e3o, como um comportamento at\u00edpico e um desenvolvimento diferente ao que se espera para aquela faixa et\u00e1ria\u201d. Ela explica que as crian\u00e7as com TEA possuem certa dificuldade em olhar no olho das pessoas, costumam andar na pontinha dos p\u00e9s, geralmente apresentam atrasos ou aus\u00eancia da fala.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marina Almeida, esses sinais geralmente se apresentam antes dos 3 anos de idade. E mesmo sendo comum aos pais notarem algumas altera\u00e7\u00f5es no desenvolvimento dos filhos antes dos 2 anos, eles tardam a procurar por uma ajuda especializada. Mas vale ressaltar que a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 fundamental para a identifica\u00e7\u00e3o inicial dos sinais e sintomas de risco para o portador do TEA.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhar nos olhos \u00e9 uma estrat\u00e9gia comunicacional, facilita uma melhor compreens\u00e3o da fala do outro, passando tamb\u00e9m a impress\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o, respeito e confian\u00e7a. \u201cMas, no caso de crian\u00e7as com TEA, isso n\u00e3o tem a menor import\u00e2ncia, pois d\u00e3o maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 fala, perdendo, dessa forma, de aprender e entender os significados das express\u00f5es faciais\u201d, explica&nbsp; a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA explica\u00e7\u00e3o para essa dificuldade de olhar no olho parece estar relacionada \u00e0 forma como o c\u00e9rebro dessas crian\u00e7as se organiza, eles percebem o mundo de um jeito diferente, que \u00e9 s\u00f3 dele. E essa \u00e9 uma das primeiras formas de tratamento para o TEA (Transtorno do Espectro Autista), que \u00e9 o fortalecimento da comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do contato olho no olho\u201d, esclarece.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a crian\u00e7a com TEA tem um comportamento que n\u00e3o \u00e9 adequado, esses podem ser moldados para que diminuam ou, at\u00e9 mesmo, deixem de existir. Para isso, t\u00eam-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o a Terapia Comportamental, que trabalha visando melhorar a inser\u00e7\u00e3o social da crian\u00e7a ao meio que est\u00e1 inserida, ajudando tamb\u00e9m os familiares a conviver melhor com essas quest\u00f5es. Muitas d\u00favidas ainda pairam sobre possibilidades de cura, mas esta \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o permanente, a crian\u00e7a nasce e torna-se um adulto com TEA .&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de todo avan\u00e7o da Ci\u00eancia com pesquisas, ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel encontrar uma cura, mas o tratamento costuma diminuir dificuldades encontradas, favorecendo o desenvolvimento e a intera\u00e7\u00e3o social de cada pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Associa\u00e7\u00e3o Fam\u00edlia Azul do Acre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O grupo surgiu ap\u00f3s 30 m\u00e3es de autistas reunirem-se todos os meses para tratar algum assunto relacionado \u00e0 sa\u00fade,&nbsp;educa\u00e7\u00e3o, suas ang\u00fastias do dia a dia, compartilhar terapias, segundo Heloneida da Gama, presidente da Associa\u00e7\u00e3o. A partir disso, em 2014, houve o entendimento de formalizar&nbsp;a associa\u00e7\u00e3o juridicamente, para que a causa pelos direitos e necessidades dos autistas se tornassem mais eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Fam\u00edlia Azul do Acre (Afac) tem&nbsp; por&nbsp; finalidade&nbsp; defender&nbsp; os&nbsp; direitos&nbsp; e&nbsp; interesses&nbsp; das&nbsp; pessoas&nbsp; com&nbsp; o Transtorno do Espectro Autista \u2013 TEA, devendo, para tanto, promover, apoiar e incentivar a realiza\u00e7\u00e3o de todas as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para esse fim, podendo ainda desenvolver programas de adapta\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o social das pessoas com TEA e apoio a seus familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente Gama deixa claro que a Afac presta assist\u00eancia social \u00e0s fam\u00edlias que t\u00eam filhos com autismo por meio da execu\u00e7\u00e3o direta de projetos, palestras, acolhimentos de pessoas, orienta\u00e7\u00f5es escolares e familiares, terapias psicossociais, treinamentos a profissionais da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, programas ou planos de a\u00e7\u00f5es.&nbsp;\u201cEsta associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m conta com parceiros, pessoas que se disponibilizam a ajudar, doar um sacol\u00e3o ou um rem\u00e9dio. A maior dificuldade, acredito, \u00e9 que n\u00e3o temos uma sede pr\u00f3pria, um espa\u00e7o para receber, acolher as fam\u00edlias. N\u00e3o temos um profissional da psicologia ou da assist\u00eancia social que nos ajude\u201d, destaca a presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>A Afac possui uma p\u00e1gina no Instagram: @afac.familia_azul, uma p\u00e1gina no Facebook: Autismo no Acre &#8211; AFAC.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As Institui\u00e7\u00f5es que atendem no momento s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>CER III (Estadual), com especialidade em fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional;<\/li><li>Centro Municipal de Autismo, especialidades em fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, equoterapia, que segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Equoterapia \u2013 ANDE, trata-se de um m\u00e9todo terap\u00eautico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e equita\u00e7\u00e3o, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com defici\u00eancia e\/ou necessidades especiais;<\/li><li>APAE, especialidades fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Lei Romeo Mion<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sancionada com vetos em 2020, a Lei N\u00ba 13.977 \u2013 conhecida como&nbsp;<strong>Lei Romeo Mion<\/strong>&nbsp;\u2013 estabelece a emiss\u00e3o de uma Carteira de Identifica\u00e7\u00e3o da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Seu nome foi inspirado no adolescente Romeo, de 16 anos, que \u00e9 filho do apresentador de televis\u00e3o Marcos Mion e tem TEA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Romeo Mion cria a Carteira de Identifica\u00e7\u00e3o da Pessoa com TEA \u2013 CipTEA em sua vers\u00e3o abreviada \u2013 ou seja, garante a todos aqueles com o&nbsp;<strong>diagn\u00f3stico de autismo<\/strong>&nbsp;um documento que possa ser apresentado para informar a condi\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo.&nbsp;Al\u00e9m disso, ela altera dispositivos da Lei 12.764\/2012, a Lei Berenice Piana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Garantias e benef\u00edcios da Lei Romeo Mion<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da documenta\u00e7\u00e3o que facilita a identifica\u00e7\u00e3o de uma pessoa no espectro autista, a Lei Romeo Mion ainda oferece outros&nbsp;benef\u00edcios<strong>&nbsp;<\/strong>aos usu\u00e1rios. Alguns deles s\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Aten\u00e7\u00e3o integral;<\/li><li>Pronto atendimento e prioridade no atendimento e acesso aos servi\u00e7os p\u00fablicos e privados (em especial nas \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Documentos necess\u00e1rios para emitir a carteirinha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A CipTEA pode ser emitida por \u00f3rg\u00e3os estaduais, distritais e municipais que executam a Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Ao solicitar o documento, a fam\u00edlia deve apresentar os seguintes dados:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Requerimento;&nbsp;<\/li><li>Relat\u00f3rio m\u00e9dico com a indica\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo da Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas relacionados \u00e0 Sa\u00fade (CID).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O requerimento deve conter dados como:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Nome completo;<\/li><li>Filia\u00e7\u00e3o;<\/li><li>Local e data do nascimento;<\/li><li>N\u00famero da carteira de identidade;<\/li><li>N\u00famero do CPF;<\/li><li>Tipo sangu\u00edneo;<\/li><li>Endere\u00e7o residencial e telefone;<\/li><li>Foto 3\u00d74;<\/li><li>Assinatura ou impress\u00e3o digital do interessado.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Da pessoa cuidadora s\u00e3o exigidos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Nome completo;<\/li><li>Documento de identifica\u00e7\u00e3o;<\/li><li>Endere\u00e7o residencial;<\/li><li>N\u00famero de telefone e e-mail.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Com&nbsp;validade de cinco anos, a legisla\u00e7\u00e3o ainda exige que a fam\u00edlia mantenha os dados cadastrais atualizados e que, sempre que a carteira for renovada, o n\u00famero de identifica\u00e7\u00e3o seja mantido. Isso porque ele permite a contagem das pessoas com TEA no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Claudya Simone Oliveira, Gercineide Maia&nbsp; e John Cat\u00e3o Rodrigo nasceu com uma condi\u00e7\u00e3o especial, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que logo foi percebido pela m\u00e3e e outros familiares. 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