{"id":2434,"date":"2022-06-10T22:00:00","date_gmt":"2022-06-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2434"},"modified":"2022-06-10T16:13:37","modified_gmt":"2022-06-10T21:13:37","slug":"mulheres-mais-velhas-no-relacionamento-ainda-e-um-tabu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2434","title":{"rendered":"Mulheres mais velhas no relacionamento: ainda \u00e9 um tabu?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Gisele Almeida e Lucas Thadeu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relacionamento entre uma mulher mais velha e um homem mais novo ainda carrega um grande preconceito na sociedade brasileira. Dessa forma, \u00e9 muito comum mulheres mais velhas passarem por constrangimentos pelo simples fato de se relacionarem com homens mais novos. Contudo, quando o fato ocorre ao contr\u00e1rio, em que o homem \u00e9 mais velho, as rea\u00e7\u00f5es das pessoas s\u00e3o alternadas, mas h\u00e1 uma maior aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem realizou uma enquete com 33 pessoas, por meio de um formul\u00e1rio compartilhado nas redes sociais para saber mais sobre a opini\u00e3o das pessoas a respeito desse tabu. No question\u00e1rio, 90,9% j\u00e1 presenciaram algum tipo de preconceito com mulheres mais velhas no relacionamento conjugal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o, pois 81,8% acham normal quando o homem tem de 7 a 10 anos de diferen\u00e7a de idade entre a namorada ou esposa. Contudo, quando perguntado ao contr\u00e1rio, se \u00e9 normal que uma mulher tenha essa diferen\u00e7a de idade, 51,5% n\u00e3o acham que seja normal. Por fim, 66,7% dos internautas acham que a mulher mais velha sofre mais preconceito que os homens quando o assunto \u00e9 idade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alcimar Souza, caseiro, de 47 anos, manteve um relacionamento com uma mulher que era 12 anos mais velha que ele por quase 10 anos. Ele relata que o preconceito esteve muito presente: \u201c\u00e0s vezes a gente ia em alguns lugares, e quando cheg\u00e1vamos l\u00e1 perguntavam se era a minha m\u00e3e ou porque estava casado com ela. Eu ficava triste com aquela situa\u00e7\u00e3o, pois era muito preconceito em quase todos os lugares que eu ia\u201d, relembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No atual momento, ele est\u00e1 com outra companheira e \u00e9 7 anos mais velho. Souza afirma que a rea\u00e7\u00e3o das pessoas com esse relacionamento \u00e9 totalmente contr\u00e1ria ao de antes. \u201cNingu\u00e9m nunca comentou nada relacionado \u00e0 idade, \u00e9 bem tranquilo\u201d, conclui.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tamb\u00e9m passou pela mesma situa\u00e7\u00e3o foi a Luciana Azevedo, de 43 anos, conferente de dep\u00f3sito, que vive uma uni\u00e3o est\u00e1vel h\u00e1 10 anos e \u00e9 10 anos mais velha que o companheiro. Ela afirma que no in\u00edcio conseguiu o apoio da fam\u00edlia e pessoas pr\u00f3ximas, mas foi no trabalho que ela passou por uma situa\u00e7\u00e3o desconfortante. \u201cUma vez, uma pessoa que trabalhava comigo falou assim: teu filho veio aqui. A\u00ed eu falei: que bom, quando eu estava nascendo, eu j\u00e1 estava gr\u00e1vida dele\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/3d-a-WspKsV4ANaDGgIrcl5YSz29UQH3W5bLkdEkAvulpPPnC3uYUIXSwsawvL4FM9wafeXWR85TQnxcPBlE3KqtKSUfSTqGMPL4TQLi9SeKMakETRfREAEYyyDad39juWF-FOXJi7R_38qnVg\" alt=\"\"\/><figcaption>Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das mulheres passarem por situa\u00e7\u00f5es como essas citadas anteriormente, elas tamb\u00e9m podem sofrer com a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o dos familiares e amigos. Diferente de Azevedo, a engenheira agr\u00f4noma Leilane Ben\u00edcio (28 anos), diz que sofreu com a falta de apoio no in\u00edcio de seu relacionamento. Ela \u00e9 9 anos mais velha que seu marido Dhomini (19 anos). \u201cLogo no in\u00edcio do relacionamento foi bastante o n\u00famero de pessoas que n\u00e3o apoiavam.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m afirmou que as pessoas sempre ficam surpresas quando descobrem a diferen\u00e7a de idades e que a rea\u00e7\u00e3o muitas vezes vem em conjunto com coment\u00e1rios e indaga\u00e7\u00f5es preconceituosas. \u201cA mulher \u00e9 muito julgada quando \u00e9 vista com um homem mais jovem que ela. Logo de cara j\u00e1 falam: est\u00e1 querendo terminar de criar? Ou est\u00e1 bancando tudo?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voz dos especialistas&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga e psicoterapeuta reichiana Patr\u00edcia Coube explica porque casos como esses acontecem. \u201cEsse estranhamento, o pr\u00f3prio tabu, \u00e9 resultado de uma educa\u00e7\u00e3o\/cultura que permanece propagando a \u201cnaturaliza\u00e7\u00e3o\u201d de uma condi\u00e7\u00e3o: homens mais velhos mais meninas mais novas = natural\/normal, em detrimento e at\u00e9 ridiculariza\u00e7\u00e3o do inverso. O tabu permanece enquanto h\u00e1 consentimento da sociedade em manter tais padr\u00f5es\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Al\u00e9m disso, ela tamb\u00e9m salienta que o Estado do Acre \u00e9 um local bastante conservador, pois impera a normaliza\u00e7\u00e3o de atos que n\u00e3o eram para ser considerados normais. \u201cAdult\u00e9rio, pedofilia, homofobia&#8230; entre outros desvios de conduta&#8230; muitas destas situa\u00e7\u00f5es passam uma falsa ideia de um estado com mais liberdade. Aqui, ainda nos deparamos com express\u00f5es do tipo: essa \u00e9 para casar, essa \u00e9 para curtir. O fato de existir mulheres que se relacionam com homens mais jovens, n\u00e3o significa que n\u00e3o haja preconceito\u201d, conclui Coube.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Administradora e especialista em <a href=\"https:\/\/sbgg.org.br\/espaco-cuidador\/o-que-e-geriatria-e-gerontologia\/#:~:text=O%20QUE%20%C3%89%20GERONTOLOGIA%3F,si%20e%20com%20os%20geriatras.\">gerontologia<\/a>, que \u00e9 o estudo dos fen\u00f4menos fisiol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos e sociais relacionados ao envelhecimento do ser humano, Marizete Melo destaca outro fato que pode agregar nesse tabu. \u201cAs mulheres sofrem mais por conta de uma vis\u00e3o estereotipada das pessoas, a causa disso \u00e9 o machismo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p> Outro aspecto ressaltado \u00e9 a supervaloriza\u00e7\u00e3o da juventude associada \u00e0 beleza presente na sociedade, o que afeta as mulheres maduras. \u201cAl\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es no corpo feminino em seu envelhecimento, tamb\u00e9m contribuem para o fator da inseguran\u00e7a e baixa estima. A mulher se sente com uma estima um pouco abalada por conta de seu corpo n\u00e3o ser o mesmo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulher mais nova no relacionamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>E quando a situa\u00e7\u00e3o ocorre com a mulher sendo mais jovem? Ent\u00e3o, a psic\u00f3loga Coube afirma que n\u00e3o \u00e9 porque a mulher \u00e9 mais nova que n\u00e3o ir\u00e1 sofrer algum tipo de preconceito. Como a jornalista, Camila Holsbach, de 33 anos, que \u00e9 16 anos mais nova que o marido, M\u00e1rcio Bleiner, de 49. Eles est\u00e3o juntos h\u00e1 quase 15 anos, se conheceram por meio da r\u00e1dio em que ele trabalhava, era radialista, e ela o ouvia todos os dias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista relembra que no in\u00edcio do relacionamento as pessoas ficavam criticando-a, por ela ter 19 anos e ele 35. \u201cTinha gente que falava pro Bleiner que ele precisa de uma mulher de verdade, n\u00e3o de uma &#8220;menina&#8221;. Diziam que eu n\u00e3o ia dar conta, que quando ele precisasse de verdade de uma companheira eu sairia fora. Bem&#8230; todos equivocados! Estamos, h\u00e1 quase 15 anos, firmes e fortes &#8211; e vencendo\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/RvGq7qJMt1hhUx_bklu3zYH8GVZzpT2NSbYYr1ZRbJXFGrGNWSVR-GSOC_hhdbGqXa63DbgqadXTs8zhTjrjBkYUaBkqdzzerxEvJGxyw0UssGvfuu8UHLEZl1DEG7TGGoZGHo5yxlShiVfQ3Q\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Foto: Arquivo<\/em>  pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O casal tem quatros filhos, um do relacionamento deles e os outros tr\u00eas s\u00e3o do relacionamento anterior do seu marido. Apesar da diferen\u00e7a de idade, isso nunca foi um empecilho para Holsbach.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcho que a diferen\u00e7a de idade foi uma das principais coisas que me fez gostar ainda mais dele. Nunca gostei de me relacionar com pessoas da minha faixa et\u00e1ria, ent\u00e3o, pra mim, foi tranquilo. Mas havia os &#8220;olhares tortos&#8221;.\u201d Ela conta, rindo, que algumas vezes se considera &#8220;mais velha&#8221; do que ele. \u201cContinuamos nos dando muito bem e achando que a diferen\u00e7a de idade nunca foi um empecilho, mas um fator que contribuiu muito para termos dado t\u00e3o certo\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pontas<\/strong> <strong>de esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das evid\u00eancias de um preconceito estrutural em muitas sociedades, existem casais que podem contar uma hist\u00f3ria diferente, como \u00e9 o caso do jornalista M\u00e1rcio Souza, que \u00e9 6 anos mais jovem que a esposa Emanuele Souza. Eles n\u00e3o relataram viv\u00eancias de preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diferen\u00e7a de idade, e consideram que boa parte dos preconceitos sociais decorre de uma estrutura educacional familiar, pois a educa\u00e7\u00e3o e respeito ao pr\u00f3ximo v\u00eam de casa. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcreditamos que depende muito da cria\u00e7\u00e3o. Parafraseando um velho ditado: coment\u00e1rios de casa v\u00e3o \u00e0 rua. Se existe preconceito, machismo, homofobia, racismo no dia a dia da fam\u00edlia (breves coment\u00e1rios, frases, palavras cheias de estere\u00f3tipos, por exemplo) sem d\u00favida isso vai refletir no comportamento fora. Por isso, tentamos ser o mais did\u00e1ticos poss\u00edvel e libertos desses estere\u00f3tipos ao responder uma pergunta para nossa filha,\u201d diz Souza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/HWKU-R2Nwb7HX7wqvO2zuiffz29drf43sj6jkQyvn8cnwf6FNm-CKaYws7j05zN3CQzFa8si7R84mnAcn7pPbctwGR8XwWcReDfXsEX80HwJujSwK76iYz27P9vaPw5HW2lqw2jLwWUZZBdBYw\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Foto: Arquivo Pessoal&nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Eles contam que a idade em nenhum momento foi um tabu, seus amigos e familiares nunca os criticaram por isso. \u201cN\u00e3o sofremos ou enfrentamos preconceito de ningu\u00e9m do nosso ciclo de amizade. Os familiares, no entanto, pensaram que a Manu estava gr\u00e1vida, por causa da rapidez\u201d, diz ele sobre o namoro r\u00e1pido antes do casamento. \u201cNo mais, s\u00f3 coment\u00e1rios como &#8220;o leite t\u00e1 caro&#8221; ou &#8220;melhor comprar leite do que rem\u00e9dio&#8221;.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da professora Katianny Andrade (14 anos mais velha que seu parceiro), ela conta que n\u00e3o encontrou problema de opini\u00e3o preconceituosa das pessoas, mas que ela em si teve receios. \u201cDe in\u00edcio eu fui bem sincera de que eu n\u00e3o queria me relacionar com ele. Eu que tinha preconceito&#8230; N\u00f3s mulheres ligamos muito pra vaidade\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/WGh3uiCiokx1fHgy7E-YXSmNWwGuGPmorffOLFvFskrpwWR5IVEsdpE20GKt_jnWDzHvbzEnFgiV7TYR_fNQrUcfTCtyHLR7C_w6aHXyoZAj-09ZxKHU6AM2aucKs4SZGLQe0cTN8znBW7Rumg\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Foto: Arquivo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gisele Almeida e Lucas Thadeu O relacionamento entre uma mulher mais velha e um homem mais novo ainda carrega um grande preconceito na sociedade brasileira. Dessa forma, \u00e9 muito comum mulheres mais velhas passarem por constrangimentos pelo simples fato de se relacionarem com homens mais novos. 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