{"id":224,"date":"2021-06-14T18:11:49","date_gmt":"2021-06-14T23:11:49","guid":{"rendered":"http:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=224"},"modified":"2021-08-05T21:54:46","modified_gmt":"2021-08-06T02:54:46","slug":"o-acre-resiste-produtor-cultural-cria-serie-de-entrevistas-para-valorizar-comunidade-lgbtqiap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=224","title":{"rendered":"\u201cO Acre Resiste\u201d: Produtor cultural cria s\u00e9rie de entrevistas para valorizar comunidade LGBTQIAP+"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Projeto explora viv\u00eancias de pessoas an\u00f4nimas que integram a comunidade e contribuem para o debate da diversidade no estado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por<\/strong> <strong><em>Gabriel Freire e Guilherme Limes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Incentivar a cultura acreana em tempos de pandemia tem sido um dos grandes desafios para produtores de cultura do estado. Com a s\u00e9rie intitulada \u201cO Acre Resiste\u201d, dispon\u00edvel no Instagram, o jornalista e produtor cultural Daniel Scarcello, 25 anos, busca valorizar personalidades locais LGBTQIAP+ por meio de sete v\u00eddeos que contam hist\u00f3rias e viv\u00eancias pessoais de nove entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA s\u00e9rie est\u00e1 dividida em sete v\u00eddeos por tem\u00e1ticas. Inicialmente a ideia era dividir os v\u00eddeos pelas siglas para tentar abranger  boa parte  da comunidade\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n<p> A iniciativa teve in\u00edcio em dezembro de 2019 quando  Scarcello resolveu colocar o projeto escrito em pr\u00e1tica, do papel para uma sequ\u00eancia de v\u00eddeos todos gravados em fevereiro e com cronograma definido para postagem.&nbsp; Os v\u00eddeos v\u00e3o ao ar \u00e0s segundas e sextas, 19h.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu poderia estar a\u00ed fazendo v\u00eddeos sobre filmes e outras culturas, mas a\u00ed eu penso: J\u00e1 tem tanta gente falando sobre isso, ent\u00e3o eu queria encontrar alguma coisa que n\u00e3o tivesse. Bom, o Acre que \u00e9 o meu lugar, nosso lugar de fala, e que acho que carece muito de coisas nossas, sabe? Refer\u00eancias nossas. N\u00f3s estamos sempre buscando muito de fora. Acho que n\u00f3s precisamos nos fortalecer muito em rela\u00e7\u00e3o a nossa regionalidade e cultura, ent\u00e3o eu quis manter isso\u201d, relatou.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista explica que preferiu convidar pessoas que n\u00e3o fossem refer\u00eancias ou especialistas sobre a tem\u00e1tica, e optou por trazer pessoas do cotidiano com suas viv\u00eancias das mais diversas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o social e profissional para explorar a diversidade de pessoas an\u00f4nimas que fazem parte da comunidade<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"769\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3621.jpg?resize=740%2C769&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-228\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3621.jpg?w=828&amp;ssl=1 828w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3621.jpg?resize=289%2C300&amp;ssl=1 289w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3621.jpg?resize=768%2C798&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Nessa segunda-feira, 7, foi lan\u00e7ado o segundo epis\u00f3dio da s\u00e9rie &#8220;O Acre resiste com Diversidade&#8221; com convidadas l\u00e9sbicas. Imagem: Canal de Daniel Scarcello\/YouTube<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEu busquei fazer uma refer\u00eancia de gera\u00e7\u00f5es nos v\u00eddeos. N\u00e3o foram f\u00e1ceis em todos, busquei ter uma diversidade dos entrevistados de um para o outro para que n\u00f3s pud\u00e9ssemos ter locais de fala dentro da pr\u00f3pria pauta\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie \u00e9 tratar os temas com mais leveza e tranquilidade. A quest\u00e3o da sensibilidade nos v\u00eddeos \u00e9 tratada com o objetivo de aproximar quem estiver assistindo a entender as viv\u00eancias por tr\u00e1s das hist\u00f3rias de vida daquelas personalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos v\u00eddeos, o jornalista traz dados referentes a casos de agress\u00f5es sofridas por pessoas que pertencem a comunidade. Scarcello acredita que quanto mais estes assuntos puderem ser compartilhados e discutidos mais pessoas poder\u00e3o entender sobre as tem\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 v\u00e1rias pessoas que ainda n\u00e3o sabem lidar bem com  a sua sexualidade ou sua identidade de g\u00eanero. Ent\u00e3o quanto mais n\u00f3s normalizamos para que estas pessoas saibam lidar, tirando esse peso e deixando essa pauta mais leve como deve ser, as pessoas passar\u00e3o a entender que isso \u00e9 mais uma quest\u00e3o de caracter\u00edstica nossa\u201d, frisou.<\/p>\n\n\n\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie  surgiu a partir de proje\u00e7\u00f5es pessoais que o jornalista preferiu compartilhar consigo e com outras pessoas que tamb\u00e9m se identifiquem com o assunto. E at\u00e9 mesmo para ter um compartilhamento de ideias com outras pessoas para uma troca de experi\u00eancias e viv\u00eancias pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"554\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/siginificado-bandeira-lgbt-2.jpg?resize=740%2C554&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-229\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/siginificado-bandeira-lgbt-2.jpg?resize=1024%2C766&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/siginificado-bandeira-lgbt-2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/siginificado-bandeira-lgbt-2.jpg?resize=768%2C575&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/siginificado-bandeira-lgbt-2.jpg?w=1443&amp;ssl=1 1443w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Bandeira da comunidade LGBTQIA+. Imagem: Arquivo da internet<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Criada em 1978 pelo artista norte-americano Gilbert Baker, a bandeira com as cores do arco-\u00edris representa o movimento LGBTQIAP+, s\u00edmbolo do orgulho gay reconhecido no mundo. Junho \u00e9 o m\u00eas do orgulho LGBTQIAP+, a data  alusiva representa para comunidade LGBTQIAP+ as manifesta\u00e7\u00f5es ocorridas em 8 de junho de 1969, nos Estados Unidos, contra a pol\u00edcia de Nova Iorque na Rebeli\u00e3o de Stonewall.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/stonewall10239485_widexl-2.jpg?resize=740%2C416&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-226\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/stonewall10239485_widexl-2.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/stonewall10239485_widexl-2.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/stonewall10239485_widexl-2.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/stonewall10239485_widexl-2.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Protestantes e ativistas protestando durante movimento da Revolta de Stonewall de 1969, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.<br>Imagem: Arquivo da internet <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A rebeli\u00e3o ocorreu no bairro de Greenwich Village no bar Stonewall Inn na cidade Manhattan. O movimento ganhou adeptos na luta por direitos no pa\u00eds e no mundo. Com apoio da multid\u00e3o, moradores de Greenwich Village se organizaram para os protestos que duraram semanas e uniram-se em torno das causas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LGBTfobia no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com finalidade de combater a LGBTfobia e discrimina\u00e7\u00e3o por identidade de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual foi criado em 3 de agosto de 2017 pelo Conselho Estadual de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o dos Direitos de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, decreto n\u00b0 7.311.  Tem o intuito de propor pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para comunidade e assim diminuir a viol\u00eancia, a desigualdade social e desconstruir preconceitos enraizados na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Den\u00fancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com pena de 1 a 3 anos de pris\u00e3o, a LGBTfobia \u00e9 equiparada ao crime de racismo de acordo com o Supremo Tribunal Federal. Em caso de viol\u00eancia Disque 100 atrav\u00e9s do portal no&nbsp;&nbsp;site http:\/\/www.disque100.gov.br ou pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil. Qualquer d\u00favida sobre as pol\u00edticas ou orienta\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica:&nbsp;<a href=\"mailto:direitoshumanos.seasdhm@gmail.com\">direitoshumanos.seasdhm@gmail.com<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado do Acre (MP\/AC) tamb\u00e9m vem atendendo casos de den\u00fancia atrav\u00e9s do Centro de Atendimento \u00e0 V\u00edtima (CAV) por meio do aplicativo CAV MPAC disponibilizado para aparelhos com sistema operacional Android, pelo WhatsApp no n\u00famero (68) 9 99934701 ou pelo e-mail cav@mpac.mp.br.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"960\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3624.jpg?resize=740%2C960&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-227\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3624.jpg?resize=789%2C1024&amp;ssl=1 789w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3624.jpg?resize=231%2C300&amp;ssl=1 231w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3624.jpg?resize=768%2C997&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG_3624.jpg?w=828&amp;ssl=1 828w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>O CAV vem atendendo pessoas em vulnerabilidade para atendimento psicol\u00f3gico gratuito<br>Imagem: CAV\/MPAC<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto explora viv\u00eancias de pessoas an\u00f4nimas que integram a comunidade e contribuem para o debate da diversidade no estado Por Gabriel Freire e Guilherme Limes Incentivar a cultura acreana em tempos de pandemia tem sido um dos grandes desafios para produtores de cultura do estado. 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