{"id":2225,"date":"2022-01-24T19:50:46","date_gmt":"2022-01-25T00:50:46","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2225"},"modified":"2022-01-24T19:54:28","modified_gmt":"2022-01-25T00:54:28","slug":"como-as-noticias-falsas-afetaram-a-imunizacao-dos-povos-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=2225","title":{"rendered":"Como as \u201cnot\u00edcias falsas\u201d afetaram a imuniza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Apesar das doses suficientes dispon\u00edveis e dos profissionais capacitados para aplic\u00e1-las, os ind\u00edgenas enfrentaram, al\u00e9m do v\u00edrus, as fake news e os grupos que as disseminam de forma massiva<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Ana Bessa e Evander Oliveira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o <a href=\"http:\/\/covid19.ac.gov.br\/static\/v1\/docs\/vacina\/informe_tecnico_15.pdf\">Informe T\u00e9cnico n\u00ba15<\/a> , baseado no Plano Estadual de Operacionaliza\u00e7\u00e3o de Vacina\u00e7\u00e3o Contra Covid-19 do Acre, inicialmente eram 13.933 pessoas, entre ind\u00edgenas aldeados e trabalhadores da sa\u00fade dos Distritos Sanit\u00e1rios Especiais Ind\u00edgenas (DSEIs), distribu\u00eddos em 12 munic\u00edpios, que precisavam ser vacinados.<\/p>\n\n\n\n<p>Prestes a fazer um ano de quando o primeiro lote de vacinas entregue pelo governo estadual, em 19 de janeiro, foi recebido pelas autoridades locais, avalia-se o impacto da vacina\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas at\u00e9 hoje. O primeiro lote destinou 26.920 unidades para a vacina\u00e7\u00e3o dos povos aldeados, o que seria praticamente suficiente para a ampla imuniza\u00e7\u00e3o logo nos primeiros meses de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, \u00e9 poss\u00edvel avaliar que o impacto da vacina\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas foi afetado, sendo que apenas quase um ano depois eles chegaram perto do n\u00famero total da popula\u00e7\u00e3o. Ao longo da mat\u00e9ria, foi poss\u00edvel afirmar que as fake news fizeram parte da equa\u00e7\u00e3o nas dificuldades encontradas pelos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis em cumprir o plano de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros entraves como a dificuldade de acesso aos povos aldeados, agravado tamb\u00e9m pelo per\u00edodo de inverno amaz\u00f4nico, caracterizado por muitas chuvas, impedindo o acesso por ramais e \u00e0s vezes tamb\u00e9m o deslocamento de barco, e a manuten\u00e7\u00e3o das doses durante a viagem, foram parte do problema at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo da Secretaria de Estado de Sa\u00fade (Sesacre), o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por intermediar e direcionar as doses de vacina contra a Covid-19 para os povos ind\u00edgenas \u00e9 o Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena (DSEI). O DSEI \u00e9 a unidade descentralizada do Subsistema de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Ind\u00edgena (SasiSUS), que realiza atividades t\u00e9cnicas de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade ind\u00edgena. No Brasil existem 34 DSEIs, no Acre h\u00e1 duas unidades: os DSEIs Alto Rio Juru\u00e1 e o Alto Rio Purus, baseados em Cruzeiro do Sul e Rio Branco, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dados disponibilizados no\u00a0painel do <a href=\"https:\/\/infoms.saude.gov.br\/extensions\/imunizacao_indigena\/imunizacao_indigena.html\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/infoms.saude.gov.br\/extensions\/imunizacao_indigena\/imunizacao_indigena.html\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS)<\/a>, sendo eles fornecidos pelos DSEIs do Acre, at\u00e9 o dia 10 de janeiro de 2022, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena era composta por 13.607. Na DSEI Alto Rio Juru\u00e1 6.378, o que representa 75% da popula\u00e7\u00e3o da regional, tomaram a 1\u00aa dose. J\u00e1 no Alto Rio Purus 4.659 (92%) tomaram a primeira dose do imunizante. Quando se trata da 2\u00aa dose, no Juru\u00e1 apenas 59% foram imunizados, enquanto no Purus esse n\u00famero chega a 78%.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando somamos as popula\u00e7\u00f5es das duas DSEIs e as doses aplicadas em ambas at\u00e9 o momento, o portal do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostra que ap\u00f3s um ano que as doses destinadas a esses povos chegaram, apenas 81% est\u00e1 com a 1\u00aa dose e 66% est\u00e1 com a 2\u00aa dose, ou dose \u00fanica, em dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Povo Manchineri<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os Manchineri (Manxineru, em sua l\u00edngua nativa, o aruak) possuem popula\u00e7\u00e3o de 1.100 indiv\u00edduos, segundo dados da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio do Acre (CPI-Acre) e est\u00e3o espalhados pelas Terras Ind\u00edgenas (TI) de Mamoadate, Seringal Guanabara e Cabeceira do Rio Acre, espalhados pelas cidades de Assis Brasil e Sena Madureira. Suas terras s\u00e3o marcadas por acesso pelos rios, possuem amplos campos abertos e em algumas partes tamb\u00e9m ocupam \u00e1rea de mata fechada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-2.jpg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2226\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-2.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-2.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Fam\u00edlia Manchineri &#8211; acervo CPI-Acre<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do\u00a0painel do <a href=\"http:\/\/covid19.ac.gov.br\/monitoramento\/notificacoes\/indigenas\">Pacto Acre Sem Covid<\/a> , em dados atualizados em 9 de dezembro de 2021 e disponibilizados no Portal da Transpar\u00eancia do estado, o povo Manchineri foi o terceiro com mais casos confirmados de Covid, 22 at\u00e9 ent\u00e3o. O Painel mostra ainda um total de 1.037 notifica\u00e7\u00f5es, 130 suspeitos, 522 casos confirmados, 33 em tratamento e 12 \u00f3bitos at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora ind\u00edgena e historiadora Soleane Manchineri relata que em torno de 500 pessoas, na faixa de 40 a 60 anos foram vacinadas em sua aldeia e aproveita para fazer um breve relato do impacto da Covid-19 em seu povo depois de tanto tempo ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO impacto causado pela pandemia foi muito grave. Tivemos perdas irrepar\u00e1veis pois muitos anci\u00e3os morreram de Covid-19. Ent\u00e3o uma parte de nossa hist\u00f3ria e mem\u00f3ria se foi com eles\u201dafirma a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao inform\u00e1-la sobre os dados dispon\u00edveis sobre o andamento da vacina\u00e7\u00e3o em nosso estado e perguntar sobre poss\u00edveis motivos da ades\u00e3o atual, Soleane diz que haviam muitas informa\u00e7\u00f5es falsas circulando nas terras ind\u00edgenas e que muitos acreditaram que eram as cobaias das vacinas e que iam morrer se as tomassem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destaca que j\u00e1 percebeu melhora nas aldeias Manchineri desde o in\u00edcio efetivo da vacina\u00e7\u00e3o e que o grande motivador para as vacina\u00e7\u00f5es avan\u00e7arem foi o trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o e apoio de algumas organiza\u00e7\u00f5es que constantemente est\u00e3o nas terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"736\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?resize=740%2C736&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2227\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?resize=1024%2C1018&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?resize=300%2C298&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?resize=768%2C764&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?resize=70%2C70&amp;ssl=1 70w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-3.png?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O combate \u00e0s fake news<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio do Acre (CPI-Acre) \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o fundada em 1979, sem fins lucrativos, com sede em Rio Branco. Sua miss\u00e3o \u00e9 apoiar os povos ind\u00edgenas que vivem no Acre em suas lutas pela conquista e o exerc\u00edcio de seus direitos coletivos \u2014 territoriais, ambientais, lingu\u00edsticos, socioculturais \u2014 por meio de a\u00e7\u00f5es que articulem a gest\u00e3o territorial e ambiental das terras ind\u00edgenas, a educa\u00e7\u00e3o intercultural e bil\u00edngue e as pol\u00edticas p\u00fablicas. \u00c9 baseada nesses princ\u00edpios que a CPI-Acre batalha lado a lado dos povos ind\u00edgenas no combate \u00e0 Covid-19 e \u00e0s <em>fake news<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Vera Olinda de Paiva, secret\u00e1ria executiva da CPI-Acre, \u00e9 uma das lideran\u00e7as da organiza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sempre presente nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas combatendo essas duas inimigas. A secretaria executiva alega que tem conversado com muitos ind\u00edgenas, e afirma que as <em>fake news<\/em> s\u00e3o sim o principal motivo de recusa das vacinas. Vera Olinda aponta um grupo espec\u00edfico que as t\u00eam disseminado:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente avalia, por tudo que acompanhamos, pelo que a gente l\u00ea e tamb\u00e9m conversando com os ind\u00edgenas, que isso em boa parte tem a ver com essa linha de novos pentecostais, n\u00e9. A presen\u00e7a deles \u00e9 significativa nas terras ind\u00edgenas. Mas tem tamb\u00e9m fatores que t\u00eam a ver com essa corrente negacionista, de que o coronav\u00edrus era uma gripezinha e que essa gripezinha iria passar. Ent\u00e3o, isso chegou com muita for\u00e7a dentro das terras ind\u00edgenas, por causa dos evang\u00e9licos e essa ideia de que ia ter um chip, que a vacina ia botar um chip na cabe\u00e7a dos ind\u00edgenas, isso deixou todo mundo muito inseguro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela complementa que as for\u00e7as religiosas foram uma \u201cdesgra\u00e7a\u201d para os ind\u00edgenas e para o trabalho feito pela Comiss\u00e3o, que com educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o, sempre baseados na ci\u00eancia, com informa\u00e7\u00e3o de qualidade e valorizando a medicina tradicional desses povos, tentavam conscientiz\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os grupos religiosos e as fake news<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o de Jovens Com Uma Miss\u00e3o (JOCUM), foi criada em 1960, por Loren e Darlene Cunningham, como um movimento interdominical empenhado na mobiliza\u00e7\u00e3o de jovens de todas as na\u00e7\u00f5es para a obra mission\u00e1ria. No Brasil, as atividades come\u00e7aram em 1975, em Contagem (MG). Hoje a funda\u00e7\u00e3o possui uma estrutura descentralizada com 66 escrit\u00f3rios e centros de treinamento mission\u00e1rio espalhados por todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No Acre, o pastor e presidente da Jocum Rio Branco, Daniel Batistela, \u00e9 um dos que organizam e desenvolvem trabalhos a partir da igreja junto aos povos ind\u00edgenas. Segundo ele, nos estados quase todas as etnias s\u00e3o atendidas e apenas as mais isoladas ainda n\u00e3o receberam o trabalho desenvolvido pela igreja, conforme explica a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Igreja e as miss\u00f5es atuam em aldeias ind\u00edgenas desde o descobrimento do Brasil. Os cat\u00f3licos h\u00e1 mais tempo e os evang\u00e9licos h\u00e1 uns 200 anos. Neste trabalho se faz evangelismo, discipulado, an\u00e1lise da l\u00edngua, cria\u00e7\u00e3o do alfabeto, alfabetiza\u00e7\u00e3o na l\u00edngua, tradu\u00e7\u00e3o de B\u00edblia e de outros livros na l\u00edngua materna. Tamb\u00e9m temos a forma\u00e7\u00e3o de professores e outros profissionais, tratamento de sa\u00fade e a\u00e7\u00e3o social em geral\u201d, explica Daniel.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre como o projeto atua no contexto de pandemia, momento em que as fake news predominam at\u00e9 nas aldeias, o pastor da Jocum afirma que a igreja realiza um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o com os povos, comunicando-se na l\u00edngua ind\u00edgena sobre \u201ca realidade dos fatos, preven\u00e7\u00e3o, tratamento e cuidados\u201d. Daniel afirma que essas orienta\u00e7\u00f5es dizem respeito a evitar ir \u00e0 cidade, usar m\u00e1scara e cuidados de higiene em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>O pastor indica, mesmo sem dizer precisamente, que parte dos mission\u00e1rios j\u00e1 se vacinaram. Apesar de aparentemente n\u00e3o ser um dos grupos que disseminam not\u00edcias falsas aos povos ind\u00edgenas, a reportagem perguntou se Daniel acredita que a vacina contra a Covid-19 \u00e9 eficaz no tratamento da doen\u00e7a. O pastor limitou-se a dizer: \u201cDepende do corpo e das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de cada indiv\u00edduo. Creio que, para a maioria, a vacina ajudar\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A conscientiza\u00e7\u00e3o dos povos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Buscando combater esse mal, aumentar a taxa de vacinados e conscientizar cada vez mais os povos ind\u00edgenas, a CPI-Acre trabalha em conjunto com os Distritos Sanit\u00e1rios Especiais Ind\u00edgenas (DSEIs). Ambos est\u00e3o fazendo um trabalho de sensibiliza\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e convencimento, juntamente com as equipes de sa\u00fade, com os ind\u00edgenas e, principalmente, suas lideran\u00e7as, para que os ind\u00edgenas que n\u00e3o tomaram ainda a vacina confiem na efic\u00e1cia dela e aceitem ser vacinados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"733\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?resize=740%2C733&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2228\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?resize=1024%2C1015&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?resize=300%2C298&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?resize=768%2C762&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?resize=70%2C70&amp;ssl=1 70w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-4.png?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>cartaz em l\u00edngua ind\u00edgena \u2013 acervo CPI-Acre<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com destaque especial ao podcast da organiza\u00e7\u00e3o, o \u201cAten\u00e7\u00e3o, Txai!\u201d, Vera aponta para as estrat\u00e9gias da CPI-Acre usadas no combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o, que possui um plano de comunica\u00e7\u00e3o composto por programa de r\u00e1dio, podcast, cartazes em l\u00edngua ind\u00edgena, conversas por redes sociais, radiofonia e telefonemas di\u00e1rios para as terras ind\u00edgenas, onde alega j\u00e1 ter retorno das terras ind\u00edgenas com \u00f3timos resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos um amplo plano de comunica\u00e7\u00e3o para ajudar os ind\u00edgenas a aceitarem a vacina\u00e7\u00e3o, confiarem na ci\u00eancia e desfazer o estrago que as fake news e que os evang\u00e9licos, em sua maioria, fizeram contra a vacina. N\u00f3s j\u00e1 estamos tendo retorno das terras ind\u00edgenas da Bacia do Juru\u00e1, informando que a aceita\u00e7\u00e3o cresceu muito\u201d, afirma a secret\u00e1ria executiva da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio do Acre.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das doses suficientes dispon\u00edveis e dos profissionais capacitados para aplic\u00e1-las, os ind\u00edgenas enfrentaram, al\u00e9m do v\u00edrus, as fake news e os grupos que as disseminam de forma massiva Por Ana Bessa e Evander Oliveira Segundo o Informe T\u00e9cnico n\u00ba15 , baseado no Plano Estadual de Operacionaliza\u00e7\u00e3o de Vacina\u00e7\u00e3o Contra Covid-19 do Acre, inicialmente eram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2230,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[8],"coauthors":[],"class_list":["post-2225","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/foto-1-1.jpg?fit=2304%2C1296&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2225"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2225\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2232,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2225\/revisions\/2232"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2225"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=2225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}