{"id":1835,"date":"2021-11-10T09:38:00","date_gmt":"2021-11-10T14:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1835"},"modified":"2021-11-08T11:50:07","modified_gmt":"2021-11-08T16:50:07","slug":"uma-morte-anunciada-crise-hidrica-ameaca-futuro-do-rio-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1835","title":{"rendered":"Uma morte anunciada: crise h\u00eddrica amea\u00e7a futuro do rio Acre"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:12px\">Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Andreana Lucas e Bruna Mendes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os rios e os regimes das \u00e1guas s\u00e3o historicamente de grande import\u00e2ncia para os povos amaz\u00f4nicos. Cidades inteiras foram constru\u00eddas seguindo e se beneficiando do percurso dos rios. Transporte e alimenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o exemplos de recursos que at\u00e9 hoje s\u00e3o bastante utilizados por meios fluviais. Apesar disso, h\u00e1 algo preocupante acontecendo diante dos nossos olhos: os rios est\u00e3o secando. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O rio Acre, que banha cinco cidades acreanas, se encontra atualmente em estado de emerg\u00eancia devido \u00e0 estiagem. O baixo volume de chuvas vem fazendo o cen\u00e1rio de crise h\u00eddrica se repetir nos \u00faltimos anos. Em 2021, o n\u00edvel do rio chegou a marcar 1,47 metros, quase batendo o recorde de 2016, quando as medi\u00e7\u00f5es da Defesa Civil marcaram 1,37 metros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A moradora do bairro Cadeia Velha Dona Maria Miracelie, que reside h\u00e1 mais de 40 anos ao lado do rio, conta que tanto as secas quanto as inunda\u00e7\u00f5es s\u00e3o costumeiras, mas relata que se surpreende com as mudan\u00e7as dr\u00e1sticas apresentadas neste ano. \u201cN\u00e3o, nunca foi assim&#8230; s\u00f3 nos meses de agosto que era assim, agora subiu a temperatura, muito seco e quente desde julho&#8230; Me admira ainda n\u00e3o ter faltado \u00e1gua.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira.jpg?resize=740%2C555&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1842\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira-scaled.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira-scaled.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Mira-scaled.jpg?w=2220&amp;ssl=1 2220w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Andreana Lucas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A ribeirinha lembra ainda de como era mais f\u00e1cil, h\u00e1 alguns anos, o cultivo de alimentos \u00e0s margens do rio. &nbsp;\u201cPlantei muita macaxeira, batata e jerimum, mas como a alaga\u00e7\u00e3o vem a gente parou&#8230;. E ainda tem muita gente que joga lixo na beira do rio, assim fica dif\u00edcil\u201d, lamenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"524\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha.jpg?resize=740%2C524&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1841\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha-scaled.jpg?resize=1024%2C725&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha-scaled.jpg?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha-scaled.jpg?resize=768%2C544&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha-scaled.jpg?resize=1536%2C1088&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha-scaled.jpg?resize=2048%2C1450&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha-scaled.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Mira-Cadeia-Velha-scaled.jpg?w=2220&amp;ssl=1 2220w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Andreana Lucas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O relato de Dona Maria representa uma conjuntura do que nos espera no futuro, a emerg\u00eancia do clima e eventos clim\u00e1ticos extremos, como previsto no \u00faltimo relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental sobre o Clima da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). &nbsp;O planeta est\u00e1 aquecendo, fato que j\u00e1 vem provocando consequ\u00eancias alarmantes. O aumento da seca e da aridez \u00e9 uma das previs\u00f5es do grupo de cientistas da ONU para a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Acre, especialistas apontam o desmatamento descontrolado, a crise do clima e ciclos naturais como causas da seca dos \u00faltimos anos. \u201cA situa\u00e7\u00e3o do clima est\u00e1 muito at\u00edpica e isso vem evoluindo ao longo dos anos. Em 2005 eu acompanhei as florestas incendiando e matando os animais, e de l\u00e1 pra c\u00e1 n\u00e3o parou mais\u201d, &nbsp;afirma o ge\u00f3grafo especialista nos estudos do Rio Acre, Claudemir Mesquita.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"691\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Claudemir-Mesquita.jpg?resize=691%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1840\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Claudemir-Mesquita.jpg?resize=691%2C1024&amp;ssl=1 691w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Claudemir-Mesquita.jpg?resize=202%2C300&amp;ssl=1 202w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Claudemir-Mesquita.jpg?resize=768%2C1139&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Claudemir-Mesquita.jpg?resize=1036%2C1536&amp;ssl=1 1036w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Claudemir-Mesquita.jpg?resize=1381%2C2048&amp;ssl=1 1381w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Claudemir-Mesquita.jpg?w=1448&amp;ssl=1 1448w\" sizes=\"(max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><figcaption>Foto: Bruna Mendes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Formado pela Universidade Federal do Acre, Claudemir \u00e9 ge\u00f3grafo, ambientalista, especialista em planejamento e uso de bacias hidrogr\u00e1ficas. Com mais de 26 obras relacionadas ao meio ambiente, ele alerta para uma poss\u00edvel morte do rio que corta a capital acreana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA morte desse rio j\u00e1 \u00e9 anunciada h\u00e1 muito tempo, mas o que \u00e9 um rio morto? N\u00e3o \u00e9 um rio que n\u00e3o passa \u00e1gua, mas sim um rio que ningu\u00e9m usa e nem bebe. A exclus\u00e3o \u00e9 evidente.\u201d O ambientalista ressalta a maneira que devemos olhar para a vida das nossas \u00e1guas e chama a aten\u00e7\u00e3o para a falta de estudos sobre o tema, tanto dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelo meio ambiente como no campo universit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando uma cidade \u00e9 criada \u00e0s margens de um rio, deve haver um planejamento e estudos para que ele possa viver al\u00e9m da eternidade&#8230; No estado e nos munic\u00edpios, em cada um existe uma secretaria de meio ambiente, que deveria ter a finalidade de orientar e fiscalizar o uso da terra. A universidade n\u00e3o conhece o rio, pois se conhecesse seria discutido, por exemplo, o esgoto em um metro c\u00fabico de \u00e1gua e os impactos que isso gera a nossa bacia. N\u00e3o vejo preocupa\u00e7\u00f5es em se ter esses estudos e pesquisas\u201d,&nbsp; relata o especialista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"508\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021.jpg?resize=740%2C508&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1839\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021-scaled.jpg?resize=1024%2C703&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021-scaled.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021-scaled.jpg?resize=768%2C527&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021-scaled.jpg?resize=1536%2C1055&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021-scaled.jpg?resize=2048%2C1406&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021-scaled.jpg?w=1480&amp;ssl=1 1480w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto-Claudemir-Mesquita-2021-scaled.jpg?w=2220&amp;ssl=1 2220w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>Foto: Bruna Mendes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Conforme a lei federal n\u00b0 12.651\/2012, existem as \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP) que incluem a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos. No entanto, o ge\u00f3grafo afirma que no Vale do Acre j\u00e1 foram desmatados por volta de 140 mil metros quadrados nessas APPs. Claudemir Mesquita faz tamb\u00e9m a um apelo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral com rela\u00e7\u00e3o a desmatamento desenfreado e queimadas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe desmatar, impacta o rio. Queimadas tem a finalidade de fazer mau uso das terras hidrogr\u00e1ficas e os impactos v\u00e3o trazer consequ\u00eancias&#8230; N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever uma recupera\u00e7\u00e3o desse rio em pouco tempo. Quanto mais o tempo passa, as cidades aumentam, o desmatamento tamb\u00e9m e o rio diminui, com menor capacidade de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. E a sede n\u00e3o espera!\u201d, alerta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"411\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Juan-Diaz-Rio-Acre-2020.jpeg?resize=720%2C411&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1838\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Juan-Diaz-Rio-Acre-2020.jpeg?w=720&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Juan-Diaz-Rio-Acre-2020.jpeg?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption>Foto: Juan Diaz<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Polui\u00e7\u00e3o intensifica a crise<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando a \u00e1gua baixa, um problema costuma se revelar no Estado: a polui\u00e7\u00e3o intensa. O cen\u00e1rio de seca aliado \u00e0 grande quantidade de lixo faz o rio parecer um local abandonado e sem vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O fot\u00f3grafo Juan Diaz realiza anualmente registros fotogr\u00e1ficos na bacia do rio Acre. Ele chama a aten\u00e7\u00e3o para o descuido com a limpeza, principalmente nos \u00faltimos tr\u00eas anos. As imagens capturadas&nbsp;denunciam o descaso e a polui\u00e7\u00e3o dos nossos rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa verdade, a seca est\u00e1 sendo na Amaz\u00f4nia, o que afeta a todos os munic\u00edpios, afeta todo o transporte dos munic\u00edpios isolados do interior. E \u00e9 triste ver quando vamos fazer um material na beira do rio, a polui\u00e7\u00e3o. Quando o rio est\u00e1 seco \u00e9 horr\u00edvel de se ver o lixo, entulho, geladeira, fog\u00e3o&#8230; A seca do rio me remete \u00e0 tristeza, pela polui\u00e7\u00e3o. Quem sofre somos n\u00f3s. Fora as outras coisas como queimadas, pandemia, dengue&#8230; \u00e9 muito dif\u00edcil de viver no ver\u00e3o amaz\u00f4nico\u201d, explica o fot\u00f3grafo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"399\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Juan-Diaz-Rio-Acre-2020-2.jpeg?resize=720%2C399&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1836\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Juan-Diaz-Rio-Acre-2020-2.jpeg?w=720&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Juan-Diaz-Rio-Acre-2020-2.jpeg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption>Foto: Juan Diaz<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Falta de \u00e1gua coloca em risco o abastecimento de energia&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A crise h\u00eddrica \u00e9 uma realidade que n\u00e3o se restringe ao estado do Acre. A falta de chuvas tem afetado v\u00e1rias cidades pelo Brasil, colocando em risco, inclusive, o abastecimento de energia el\u00e9trica do pa\u00eds. Alguns dos principais reservat\u00f3rios de \u00e1gua para a produ\u00e7\u00e3o de energia est\u00e3o em n\u00edveis muito abaixo do que se considera ideal. A escassez de chuvas no pa\u00eds para a gera\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 a pior em 91 anos, segundo dados do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A instabilidade na gera\u00e7\u00e3o de energia vem causando impactos diretos sobre a vida dos brasileiros. No \u00faltimo dia 26 de agosto, o ministro da economia Paulo Guedes anunciou mais um aumento na tarifa da conta de luz. Com a cria\u00e7\u00e3o da bandeira de escassez h\u00eddrica, o cidad\u00e3o pagar\u00e1 agora R$14,20 extras a cada 100 quilowatts-hora (KWh).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a extra, somada \u00e0 crescente infla\u00e7\u00e3o, que fez os pre\u00e7os de produtos b\u00e1sicos do supermercado dispararem, pesam no bolso dos consumidores, colocando em evid\u00eancia que a crise h\u00eddrica&nbsp;\u00e9 apenas mais um sintoma de um momento de grandes problemas a serem enfrentados no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Arquivo Pessoal Por Andreana Lucas e Bruna Mendes Os rios e os regimes das \u00e1guas s\u00e3o historicamente de grande import\u00e2ncia para os povos amaz\u00f4nicos. Cidades inteiras foram constru\u00eddas seguindo e se beneficiando do percurso dos rios. Transporte e alimenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o exemplos de recursos que at\u00e9 hoje s\u00e3o bastante utilizados por meios fluviais. 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