{"id":1727,"date":"2021-09-27T14:26:14","date_gmt":"2021-09-27T19:26:14","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1727"},"modified":"2021-09-27T14:26:17","modified_gmt":"2021-09-27T19:26:17","slug":"midsize-nem-magra-nem-gorda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1727","title":{"rendered":"\u201cMidsize\u201d: nem magra nem gorda"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:12px\">Reprodu\u00e7\u00e3o: Getty Images<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O termo \u00e9 usado internacionalmente e tem ganhado adeptos no Brasil para encaixar mulheres que n\u00e3o se sentem representadas por suas medidas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Maria Fernanda Arival<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, mesmo com o aumento do n\u00famero de influenciadores digitais das mais variadas belezas, ainda h\u00e1 muitas mulheres que n\u00e3o se sentem representadas pelos tamanhos de manequins padr\u00f5es e nem mesmo no <em>Plus Size<\/em>, que s\u00e3o tamanhos acima do 46. As que sentem alguma press\u00e3o da sociedade para que se encaixem em uma modelagem podem ser denominadas <em>Midsize<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo <em>Midsize<\/em>, que significa \u201ctamanho m\u00e9dio\u201d, representa e encaixa mulheres que vestem 40 a 44 na moda internacional, onde a moda brasileira se inspira, tanto nas roupas produzidas aqui quanto nas lojas que compram roupas produzidas fora do pa\u00eds. Contudo, essa ideia de um corpo \u201cnem gordo e nem magro\u201d \u00e9 considerado por muitos um termo problem\u00e1tico, j\u00e1 que insiste na ideia de etiquetar corpos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/kq2sVn_tuznREyNpE8OY-TKjFfZLPf5-CsbmV2MBpLNTmIlwerihNKrVFV_h8ivaqk5pDfX6dRJKYpX4MJ0dSuKTn61Pp_I8bTOcw3R6dgzl_sUkTjmw_5eaF0hdpHBD36N5AEM=s0\" alt=\"\"\/><figcaption>O termo surgiu com a comediante norte-americana Amy Schumer, quando afirmou n\u00e3o se sentir representada pela moda P<em>lus Size<\/em> e nem pela moda \u201cpadr\u00e3o\u201d. Amy foi criticada ao ser cotada para o papel da boneca Barbie nos cinemas, por causa do seu peso. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/BBC.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Brasil, o corpo considerado padr\u00e3o \u00e9, naturalmente, de tamanho m\u00e9dio, com quadris e ombros mais largos e, por isso, o termo n\u00e3o deveria ser aplicado, pois a maioria est\u00e1 entre os extremos magro ou gordo. Entretanto, as lojas onde a maior parte das brasileiras fazem compras s\u00e3o lojas de departamento que utilizam as tabelas de medida internacionais, fato esse que traz novamente o termo <em>midsize<\/em> ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante Geovanna Moraes conta que sempre fica decepcionada ao tentar comprar em lojas de departamento, pois nenhuma pe\u00e7a serve no corpo. \u201cFica apertado demais ou folgado demais. N\u00e3o sei o tamanho real das minhas roupas, estou sempre no limbo entre o 38 e 42 e, segundo o que eu li, posso me considerar <em>midsize<\/em>\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>As lojas de departamento mais conhecidas e frequentadas nos grandes centros de compras s\u00e3o brasileiras e deviam seguir o padr\u00e3o de corpo feminino brasileiro, mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece. As roupas dessas lojas t\u00eam formas pequenas e muitas vezes deixam a cliente perdida e insatisfeita. Por isso, o termo midsize tem sido aplicado na busca por aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor n\u00e3o ser um tipo de loja que venda pe\u00e7as sob medida, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em grande escala, baseada em medidas que para n\u00f3s, brasileiras, n\u00e3o s\u00e3o nada favor\u00e1veis\u201d. Segundo Geovanna, produzem apenas para um biotipo, o que acaba sendo um grande empecilho para quem tem busto ou quadris mais largos.\u201cQuando isso acontece, \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar a numera\u00e7\u00e3o ideal\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/1irjJTEaUjvqq-u65b8sjutp9g_xLM-N3GkBUDD9cgcmp9hwbcCqsAVZagus5i1tbh9zwrmKTRV39S0Yz073ylrDo8FeHBOw2TbWLCWntwWhQusPghJddy5e3mj7ycnqgQQXpUE=s0\" alt=\"\"\/><figcaption>De acordo com dados do Senai, em m\u00e9dia, as medidas das mulheres brasileiras s\u00e3o 97,1 cm de busto, 85,4 cm de cintura e 102,1 cm de quadril. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Eurodicas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com a designer de moda Maryllia Gabriela, o termo veio como uma forma de representatividade para mulheres que n\u00e3o se encaixam em ser magras ou gordas mas, ainda sim, querem se sentir olhadas com carinho. \u201c\u00c9 convencional do ser humano querer se encaixar em algo e com as <em>midsize<\/em> n\u00e3o seria diferente\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do termo no Brasil ainda \u00e9 pouco usada, apesar da maioria das mulheres serem de tamanho m\u00e9dio: quadris largos, gordura localizada e coxas grossas. \u201cCom a evolu\u00e7\u00e3o da moda estamos olhando para a variedade de corpos que temos. Por exemplo, antes desse termo, mulheres que vestiam de 40 ao 48 eram <em>plus<\/em>, hoje s\u00e3o <em>midsize.<\/em> E quanto mais o termo \u00e9 falado e explorado mais vamos nos entendendo melhor e nos respeitar como somos\u201d, explica a designer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o: Getty Images&nbsp; O termo \u00e9 usado internacionalmente e tem ganhado adeptos no Brasil para encaixar mulheres que n\u00e3o se sentem representadas por suas medidas Por Maria Fernanda Arival Hoje em dia, mesmo com o aumento do n\u00famero de influenciadores digitais das mais variadas belezas, ainda h\u00e1 muitas mulheres que n\u00e3o se sentem representadas pelos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":1728,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[8],"coauthors":[],"class_list":["post-1727","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/gettyimages-1162425872.jpg?fit=680%2C453&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1727"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1727\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1731,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1727\/revisions\/1731"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1727"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=1727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}