{"id":1590,"date":"2021-09-20T09:00:00","date_gmt":"2021-09-20T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1590"},"modified":"2021-09-15T08:36:41","modified_gmt":"2021-09-15T13:36:41","slug":"psoriase-o-preconceito-de-quem-sente-na-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1590","title":{"rendered":"Psor\u00edase: o preconceito de quem sente na pele"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:12px\"><em>Fonte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Internet<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Bruna Giovanna e Danna Anute<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Les\u00f5es avermelhadas e\/ou esbranqui\u00e7adas, descama\u00e7\u00e3o da pele, coceira e desconforto podem ser alguns dos sintomas de quem possui a psor\u00edase. Uma doen\u00e7a de pele autoimune e n\u00e3o contagiosa. Segundo dados da ONG Psor\u00edase Brasil, a doen\u00e7a acomete mais de 125 milh\u00f5es de pessoas no mundo todo e, no Brasil, s\u00e3o mais de cinco milh\u00f5es de portadores. A doen\u00e7a pode afetar o corpo todo, principalmente os joelhos, cotovelos, m\u00e3os, p\u00e9s e o couro cabeludo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da pele, essa doen\u00e7a atinge principalmente a autoestima daqueles que a tem. \u00c9 o que aponta um estudo recente realizado pelo <em>HSR Helth<\/em>, onde diz que 62% dos psori\u00e1ticos deixam de expor seus corpos em praias e piscinas no ver\u00e3o. Em m\u00e9dia, o diagn\u00f3stico para a psor\u00edase leva mais de tr\u00eas anos e 29% n\u00e3o tratam a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Adriana Mariano, m\u00e9dica reumatologista da Funda\u00e7\u00e3o Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), a consequ\u00eancia da psor\u00edase n\u00e3o se limita a les\u00f5es na pele, dores articulares e inflama\u00e7\u00f5es nos olhos. \u201cA consequ\u00eancia pior \u00e9 a psicol\u00f3gica, porque ela \u00e9 estigmatizante e diminui muito a qualidade de vida do paciente. Ele sofre preconceito porque a sociedade n\u00e3o entende que essa n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa, n\u00e3o transmiss\u00edvel. Pensam que \u00e9 uma doen\u00e7a f\u00fangica e transmiss\u00edvel, ent\u00e3o, o paciente sofre muito preconceito\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (2015\/2016), a preval\u00eancia no Brasil varia entre 1,10 e 1,50%, com grande variabilidade entre as regi\u00f5es: 0,92% (Norte) e 1,88% (Sudeste). No entanto, a SBD informa que a psor\u00edase tem controle e n\u00e3o deve ser motivo de preconceito nem impedimento de praticar atividades e vivenciar as situa\u00e7\u00f5es do dia a dia. \u201cO esclarecimento das d\u00favidas da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de minimizar o preconceito e de valorizar a autoestima dos pacientes\u201d, salienta Claudia Maia, m\u00e9dica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JONAS, FORMADO EM RH, 25 ANOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/r821kGy_iNXuBD5x6sfUgyIk6E5aDcNDi4eTj8n6D0f3EG9S7tZp1wMF69OXeEAAR7MALZYpieD6TT1Fu-rsi7WDciQQCKJv6YpCzv8blFc0LS19dCiPsNczTBPNOir9xTxUKlw=s0\" alt=\"\"\/><figcaption>Fonte: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde os 14 anos, o paulista Jonas Machado diz viver com a condi\u00e7\u00e3o de pele. Logo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, iniciou o processo de aceita\u00e7\u00e3o. Incialmente, sua psor\u00edase era leve e levou cerca de 10 anos para ficar forte, e seu processo de aceita\u00e7\u00e3o foi junto a isso, vindo aos poucos. Jonas diz n\u00e3o ter ido atr\u00e1s de pessoas com a mesma condi\u00e7\u00e3o, mas depois que criou uma conta no Instagram para mostrar sua vida p\u00f4de conhecer muitas pessoas boas que compartilham experi\u00eancias semelhantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o assunto \u00e9 preconceito, o jovem diz ter sofrido no \u00f4nibus e nas aulas de nata\u00e7\u00e3o, com olhares feios, mas um epis\u00f3dio em especial lhe marcou profundamente. \u201cFoi uma vez que eu fui em uma entrevista de emprego. Sou profissional de RH (Recursos Humanos), era uma entrevista com poucas pessoas. Na sala s\u00f3 tinha eu e a entrevistadora, e a todo momento em que eu ia me apresentar ela olhava mais para os meus bra\u00e7os com les\u00f5es da psor\u00edase do que para os meus olhos. E teve uma hora em que eu olhei para os meus bra\u00e7os, passei as m\u00e3os e olhei para ela, naquele momento ela ficou constrangida e foi exatamente o que eu queria fazer: eu queria deix\u00e1-la constrangida por me deixar constrangido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/z1OmXTyayhZyUxQZAa-rA1fFRTcM6Bc60JchQANJJwiMkgw31TzBM8XtkDp_dwT9sdQ0LI0v2YzJafgEZOxaWBOiTyA1KLRScsJshHwgLDLqAPfGdp8uUhC1MpKIkLAlQ8iGpCw=s0\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Fonte: Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do preconceito, Jonas diz que muitas pessoas tentam achar a cura para a psor\u00edase, dando sugest\u00f5es para ele passar coisas em seu corpo. Mas, mesmo assim, ele busca explicar o que \u00e9:uma doen\u00e7a autoimune e que n\u00e3o tem cura, s\u00f3 controle. \u201cAs pessoas tentam fazer tudo, sabe? Eu j\u00e1 ouvi coisas terr\u00edveis e j\u00e1 fiz coisas terr\u00edveis. J\u00e1 fui atr\u00e1s de auto imunoterapia, que \u00e9 pegar seu sangue e aplicar em voc\u00ea mesmo, j\u00e1 apareceram tantas receitas malucas na internet&#8230; e a gente, por desespero, vai l\u00e1 e faz. Ent\u00e3o, eu acho que as informa\u00e7\u00f5es boas devem ser disseminadas, porque informa\u00e7\u00e3o ruim pula no seu colo e a pessoa desesperada faz\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ANNE, JORNALISTA, 32 ANOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/JOqnxNrexQzRCFHKaSpXo5T_PAz20MNbaUBJ_i6SPdcr_J6Yx0YXzv9IUZLIoHjQXCKIrom6O3zjllSprj4-vnSnn3RoNEmK16sWvH2kwmLZ7sIAPd_3Ck8zlHVfSlCwmCzZK6Q=s0\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"867\"\/><figcaption><em>Fonte: Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para a jornalista acreana Anne Nascimento, al\u00e9m da autoestima, existe um fator externo que tem somado nas dificuldades dos psori\u00e1ticos, o preconceito. \u201cAs frustra\u00e7\u00f5es v\u00eam com os olhares de nojo, que inevitavelmente sinto, com a soberba em certas atitudes. Mas o processo de aceita\u00e7\u00e3o foi muito importante para mim e, hoje, creio que a pessoa que tenha um comportamento destes deve ser repreendida, porque, afinal de contas, nem eu nem ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a aceitar pessoas falando coisas que nos deixem mal. A minha pele \u00e9 minha, s\u00f3 minha, e embora diferente, ela cumpre com o papel dela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista explica que sua depress\u00e3o severa foi mais agravada com a situa\u00e7\u00e3o de sua pele, tendo em vista que a doen\u00e7a autoimune \u00e9 intimamente ligada com a sa\u00fade mental. Al\u00e9m disso, diz ouvir muitos coment\u00e1rios acerca de sua apar\u00eancia do passado, de como ela era bonita, e outros destinados \u00e0s suas feridas na pele. \u201cNossa pele \u00e9 nosso cart\u00e3o de visitas. A minha, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 uma pele saud\u00e1vel ou dita bonita pelo padr\u00e3o. E por alguma raz\u00e3o as pessoas pensam que podem soltar suas opini\u00f5es a torto e a direito sem nem saber que machucam. Hoje, aprendi a devolver as respostas e desenvolvi t\u00e9cnicas para deixar a pr\u00f3pria pessoa envergonhada em dizer uma barbaridade dessas. Elas t\u00eam de aprender. Eu, por ter a condi\u00e7\u00e3o, devo ensinar\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/rtXHgaG1W1ZaUVMgh8ZvaLWZpHDPRkiZJHTy2iuJcoMwd_tAIBzn3aBBILDAko-zvbHz3zm2wjj2uA94StwATIiEuP1TERXdfSxky58zA0LliZs70oYABExTpH_CDn-vY3gDUwQ=s0\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Fonte: Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os primeiros sintomas de Anne apareceram logo ap\u00f3s um grande trauma emocional, h\u00e1 cinco anos. Ela escondia ainda mais a pele do que esconde hoje, mas a procura por pessoas que estivessem vivendo o mesmo problema foi extremamente necess\u00e1ria. \u201cConhecer iguais \u00e9 de suma import\u00e2ncia para conseguir, primeiro, a aceita\u00e7\u00e3o. Procurei, para evitar de p\u00f4r a cara a tapa mesmo, grupos na internet que falavam sobre o tema. Tenho bons amigos at\u00e9 hoje e, obviamente, aproveitamos estes espa\u00e7os n\u00e3o apenas para nos conhecer, mas para trocar \u2018figurinhas\u2019 sobre o tema. Encontrar iguais salvou minha vida, pois notei que, apesar de diferente da maioria, sempre tem algu\u00e9m que tem algo semelhante ao que voc\u00ea tem, um problema parecido com o seu.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades de conviver com uma doen\u00e7a psicossom\u00e1tica, Anne tenta levar tudo em sua vida com bom humor. Hoje, para evitar problemas futuros, busca levar uma vida mais leve e saud\u00e1vel, passou a frequentar terapia e respeitar os seus momentos de tristeza, que podem envolver tanto a psor\u00edase ou n\u00e3o. \u201cA psor\u00edase me ensinou a me respeitar: ela sou eu, ela faz parte de mim. Por mais dif\u00edcil que seja a vida com psor\u00edase, aceit\u00e1-la foi o mais eficaz. Afinal de contas, estaremos sempre juntas, eu e minha pele\u201d, finaliza a jornalista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONSEQU\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reumatologista Adriana Marinho explica que o diagn\u00f3stico de psor\u00edase \u00e9 feito com base nos achados cl\u00ednicos e exames f\u00edsicos, que geralmente s\u00e3o placas esbranqui\u00e7adas, descamativas, na regi\u00e3o extensora do cotovelo, joelho e les\u00f5es nas unhas. Mas, algumas vezes, ocorre a psor\u00edase invertida, que acontece na prega do cotovelo, na regi\u00e3o da virilha e n\u00e1degas. Outro local bastante comum \u00e9 no couro cabeludo. T\u00e3o comum que \u00e0s vezes pode ser confundido com caspa ou com dermatite seborreica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/r5PlqiB-usWxURfQMeBPVOzT2SfPawQQ53XMq90oc4qsP8oB7DkU9f6uHKUl_UlNhWbmRnqext-PF8xv1J7SHiDNZgK0Cf2Su4pURwTFsuDHp4-GRftKZh9URcT3IDqFkZ9tS3o=s0\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Fonte: Revista Sa\u00fade\/ Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cPor ser uma doen\u00e7a autoimune, a psor\u00edase pode ocasionar a inflama\u00e7\u00e3o nos olhos, o que \u00e9 de conhecimento de poucas pessoas. Chamamos de uve\u00edte, olhos vermelhos. Al\u00e9m de dores articulares, que inclusive podem levar \u00e0 obstru\u00e7\u00e3o das articula\u00e7\u00f5es nos joelhos e quadril, como tamb\u00e9m deformidades nas m\u00e3os e punhos.\u201d A reumatologista ainda complementa que cerca de 30% dos pacientes com psor\u00edase t\u00eam alguma dor e n\u00e3o relacionam com a doen\u00e7a de pele, pois \u00e0s vezes a doen\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o agressiva e nem acometendo a pele em grande quantidade, mas existe a presen\u00e7a da dor articular que incomoda e limita as atividades di\u00e1rias do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista explica que uma inflama\u00e7\u00e3o na articula\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser quantificada com exame de sangue, para saber se est\u00e1 muito inflamada ou n\u00e3o. Mas quando se trata da quest\u00e3o psicol\u00f3gica, o m\u00e9dico nem sempre consegue quantificar e \u00e0s vezes isso passa batido para quem \u00e9 mais objetivo, n\u00e3o pensando e nem avaliando esse aspecto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGeralmente a autoestima do paciente \u00e9 muito comprometida por causa da doen\u00e7a de pele. Ele n\u00e3o tem coragem de usar um short quando acontece a psor\u00edase na pele ou de ir para um banho, pois as pessoas ficam olhando e julgando. Por isso, existe at\u00e9 um question\u00e1rio para sabermos quantas vezes o paciente deixou de sair por conta das les\u00f5es de pele, quantas vezes ele deixou de fazer atividades com os familiares e amigos por conta das les\u00f5es e o que isso influencia na vida.\u201d Para Adriana Marinho, m\u00e9dica reumatologista da Funda\u00e7\u00e3o Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), esse comprometimento emocional nem sempre \u00e9 percebido pelos profissionais de sa\u00fade, que \u00e0s vezes n\u00e3o questionam, n\u00e3o avaliam, nem quantificam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ Internet Por Bruna Giovanna e Danna Anute Les\u00f5es avermelhadas e\/ou esbranqui\u00e7adas, descama\u00e7\u00e3o da pele, coceira e desconforto podem ser alguns dos sintomas de quem possui a psor\u00edase. Uma doen\u00e7a de pele autoimune e n\u00e3o contagiosa. Segundo dados da ONG Psor\u00edase Brasil, a doen\u00e7a acomete mais de 125 milh\u00f5es de pessoas no mundo todo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":1591,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[8],"coauthors":[],"class_list":["post-1590","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nascente","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-2.jpeg?fit=652%2C408&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1590"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1605,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1590\/revisions\/1605"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1591"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1590"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=1590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}