{"id":1491,"date":"2021-08-19T12:19:13","date_gmt":"2021-08-19T17:19:13","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1491"},"modified":"2021-08-19T12:19:16","modified_gmt":"2021-08-19T17:19:16","slug":"ciclismo-no-acre-e-a-epidemia-das-bicicletas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1491","title":{"rendered":"Ciclismo no Acre e a epidemia das bicicletas"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:12px\">Acreanos viram no ciclismo a oportunidade de desenvolver um <em>hobby<\/em> e de, posteriormente, participar de competi\u00e7\u00f5es | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ana Paula Jansen<\/p>\n\n\n\n<p><em>Com o crescente aumento no n\u00famero de bikes em decorr\u00eancia das circunst\u00e2ncias pand\u00eamicas, ciclistas amadores e profissionais explicam, neste dia do ciclista, como surgiu o amor pela pedalada que conquista simpatizantes a cada dia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Ana Lu\u00edza Bessa e Renato Menezes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Seja por necessidade, pr\u00e1tica esportiva ou <em>hobby,<\/em> o ciclismo est\u00e1 conquistando novos adeptos a cada dia que passa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), um a cada tr\u00eas brasileiros possui uma bicicleta, e isto ficou ainda mais evidente com a pandemia de Covid-19, quando as pessoas come\u00e7aram a notar, de forma mais ass\u00eddua, a quantidade de ciclistas que v\u00eam dominando ruas e ciclovias do Acre.<\/p>\n\n\n\n<p>A prova de que a aquisi\u00e7\u00e3o de <em>bikes <\/em>vem crescendo de forma avassaladora pode ser confirmada a partir de um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). O estudo concluiu que, atualmente, s\u00e3o 50 milh\u00f5es de bicicletas contra 41 milh\u00f5es de carros. Al\u00e9m disso, a pesquisa <a href=\"http:\/\/ta.org.br\/perfil\/ciclista18.pdf\">Perfil do Ciclista 2018<\/a>, realizada pela Transporte Ativo, constatou que os locais onde as pessoas mais seguem em deslocamento s\u00e3o para o trabalho, lazer e compras.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, um dos motivos pelos quais o ciclismo vem ganhando cada vez mais adeptos \u00e9 a pr\u00e1tica desportiva. Segundo a <a href=\"https:\/\/aliancabike.org.br\/vendas-em-julho\/\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Setor de Bicicletas (Alian\u00e7a Bike)<\/a>, a venda de <em>bikes<\/em> cresceu em 118% no Brasil no ano de 2020 em compara\u00e7\u00e3o com 2019. E um dos motivos pelos quais este n\u00famero cresceu de forma t\u00e3o surpreendente tem a ver com a atividade f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/F6GCicn6eHkVao9fSzCWRzVIjCGqX0O5ij06JlyOXj2r5o-ubRfWHpRQl67LlEuFmdTirSvaA938aW4VhYMfKH3g3dBrBBd_8CJ7xviThB1ErF1Pg6xWgvE2O7UgAD_VvJtFQUQ\" alt=\"\"\/><figcaption>N\u00famero de ciclistas cresceu de forma disparada durante a pandemia | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freitas Fotografias<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>DIVAS DO PEDAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ciclista Silvana Maia, que criou o grupo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/divasdopedalac\/\">\u201cDivas do Pedal\u201d<\/a> com mais duas amigas no dia 28 de junho de 2020, foi uma dessas pessoas que aderiram \u00e0 pr\u00e1tica durante a pandemia de Covid-19. A ideia, que surgiu em decorr\u00eancia do fechamento das academias e da necessidade de driblar o sedentarismo, ganhou a ades\u00e3o de cada vez mais mulheres que enfrentavam crises de ansiedade, depress\u00e3o e medo. \u201cPensamos nesse grupo para que pudesse inspirar mais meninas a cuidar do corpo, da mente e da sa\u00fade. Nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 a competi\u00e7\u00e3o, mas levamos em conta a supera\u00e7\u00e3o individual de cada uma\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Maia, o grupo, que foca em empoderar mulheres na luta di\u00e1ria contra o machismo, conta com 94 ciclistas de v\u00e1rios munic\u00edpios do estado, tais como Brasil\u00e9ia, Rio Branco e Pl\u00e1cido de Castro. \u201cMuitas vencem diariamente o machismo, pois o marido n\u00e3o compreende (o esporte), mas elas n\u00e3o desistem, acabam convencendo, traz pra pedalar tamb\u00e9m. Temos outro grupo com ambos, mas o \u2018Divas do Pedal\u2019 \u00e9 s\u00f3 para mulheres\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a atleta, que costuma pedalar quase todos os dias, o ciclismo traz benef\u00edcios indiscut\u00edveis que englobam melhorias na qualidade de vida f\u00edsica e mental. Silvana, por exemplo, perdeu 11kg, conseguiu regular os n\u00edveis de colesterol, combateu a ansiedade e diz que muitas parceiras tamb\u00e9m tiveram resultados bastante animadores. \u201cO ciclismo te d\u00e1 alegria, te d\u00e1 prazer, voc\u00ea pedala ao ar livre. Pena que n\u00e3o tem muito apoio aqui no Acre, n\u00e3o tem ciclovia, as ruas s\u00e3o escuras. Esse \u00e9 o ponto negativo, voc\u00ea convive um pouco com o perigo. Mas \u00e9 um esporte lindo que s\u00f3 promove bem estar\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/8nixgxHAg7gCGYon9SAj7NoxEjhDuWRs-tVN6F18hiSp1AxQYkVXnG_aTkaujiphnecN5QeayrIiF0rG8I9x0emH-KtUi1wxHBkWnhoMX8574lyqmMVVAPyH-FBHSs2F3u8IqFA\" alt=\"\"\/><figcaption>Divas do Pedal contam com quase cem mulheres de v\u00e1rios munic\u00edpios do AC | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Divas do Pedal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ACOLHIMENTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De fato, nem tudo s\u00e3o flores, e isto quem afirma \u00e9 a pr\u00f3pria pesquisa da Transporte Ativo, citada no in\u00edcio desta mat\u00e9ria. De acordo com a amostra, 47,6% dos entrevistados afirmaram que ciclovias e ruas mais adequadas seriam os grandes diferenciais para que os ciclistas melhorassem a pr\u00e1tica de pedalar. No Acre, mais precisamente no munic\u00edpio de Tarauac\u00e1, onde a pesquisa deu enfoque, 25,2% dos entrevistados contaram que a maior reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 a seguran\u00e7a\/educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante de tantos empecilhos em torno da infraestrutura oferecida aos ciclistas, isto n\u00e3o desmotivou nem a ciclista e nem as outras <em>divas<\/em>, que j\u00e1 fizeram percursos de mais de 200km e agora t\u00eam como meta ir at\u00e9 a ponte sobre o rio Madeira, na BR 364. Sobre isto, Silvana deixa claro que todas as mulheres que quiserem entrar no grupo ser\u00e3o muito bem vindas, mas que \u00e9 preciso come\u00e7ar aos poucos, para que cada uma entenda e respeite seus pr\u00f3prios limites.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIncentivamos, mostramos que temos que come\u00e7ar aos poucos, pedalando 6km, depois 12, 20, e com a pr\u00e1tica, vai aumentando. A maioria pedala, atualmente, 24km todo dia. Procuramos nos reunir sempre, e recentemente nos reunimos para comemorar um ano do grupo. Fizemos uma pedalada com mais de 300 pessoas e um arraial. Todo dia recebemos mulheres querendo entrar no grupo, e a gente acolhe muito bem\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/-yZSJGnsr5AArYMFvlQW1m7AHE3gnOHIbRZg-liuX9izLwMlOh_OC341ifW2P5cMleNuol4ufd2b2feOfGCwCwVpdhUb2R27g4v_bA_vANOLAX3C92fuumvPBRrvOBHbEzGoDok\" alt=\"\"\/><figcaption>\u201cN\u00f3s lutamos muito pelo empoderamento feminino\u201d, disse Silvana Maia | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Divas do Pedal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ACRE RACE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a limites e desafios, a pr\u00e1tica competitiva em torno do ciclismo vem atraindo cada vez mais atletas. Segundo o organizador do evento <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/acrerace\/\">Acre Race,<\/a> Istanrley Rocha, a competi\u00e7\u00e3o est\u00e1 inserida no calend\u00e1rio estadual desde 2016 e ganhando adeptos a cada edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, no chamado Desafio 120km, foram 60 ciclistas. Em 2018, 80 pessoas participaram da edi\u00e7\u00e3o. No ano seguinte, que ocorreu a edi\u00e7\u00e3o reformatada e oficial do Acre Race, quase 200 atletas participaram. Devido \u00e0 pandemia, o evento que era para acontecer em 2020 foi postergado e devidamente reformulado para este ano, e contou com mais de 400 ciclistas, com inscritos de Rond\u00f4nia, Mato Grosso, Minas Gerais e at\u00e9 de pa\u00edses vizinhos, como da Bol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTivemos ao todo 11 categorias, todas premiadas, al\u00e9m de diversos outros brindes de patrocinadores e apoiadores do evento, totalizando mais de R$ 25 mil somente em premia\u00e7\u00e3o total, tudo convertido para os atletas inscritos\u201d, frisou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/YbDmpgqJtuAc0A1cBK4I22vXG8bNIJ3NQI2awVMPd9XYYUXcxanRMohx2UjJrltWt4awozQNZwaERiC8DKFDsKl4tvj0rSf0dophmdyNJts7rVGNJ6EKRMq6VaT20n9tWNgov4o\" alt=\"\"\/><figcaption>Ciclistas do AC e de outros estados competiram na segunda edi\u00e7\u00e3o oficial do \u201cAcre Race\u201d | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ana Paula Jansen<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>AMADORES E PROFISSIONAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do Acre Race \u00e9 trazer as novas tend\u00eancias do esporte aos atletas locais, colocando-os em percursos que sejam condizentes com a modalidade de <em>Mountain Bike<\/em> (MTB), e que n\u00e3o os limitem apenas \u00e0s malhas asf\u00e1lticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Federa\u00e7\u00e3o Acreana de Ciclismo, com a entrada de gestores da hist\u00f3ria mais recente, tem visto o MTB de maneira mais atualizada. Antigamente as provas no Estado eram feitas integralmente em circuitos asfaltados, com MTB totalmente descaracterizadas e com muitas pe\u00e7as de bicicletas de estrada. Nos anos de 2014 em diante, as etapas come\u00e7aram a ter um foco mais em trilhas, voltando \u00e0s caracter\u00edsticas do MTB\u201d, falou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais incentivos, segundo Rocha, podem funcionar como um chamamento a novos ciclistas, mas destaca a import\u00e2ncia de planejar estrat\u00e9gias que forne\u00e7am ao esporte ferramentas e insumos necess\u00e1rios para que o ciclismo continue se desenvolvendo. \u201cAcreditamos que com os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, uma vez estando envolvidos com o esporte, resultados positivos conjuntos podem ser alcan\u00e7ados, com o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas que possam favorecer o crescimento do ciclismo de maneira geral no Estado\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/Zku3Go042IZwcLUed1nGsVmzKsUGphFFOxyhKVsQCcwGcyd4WX29mCyV5MptjMVgb6Ex3CUU4pTevzHJoUB1WnlJnMMXcn4RFOtMUGJIbB99ZSg7EuoGAS5amQ24IW_6kzXmUa0\" alt=\"\"\/><figcaption>Mountain Bike (MTB) coloca o atleta em diversas condi\u00e7\u00f5es com obst\u00e1culos durante o percurso | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ana Paula Jansen<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>AMOR PELA BIKE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O atleta Samuel Lira, que se considera amador, foi um dos mais de 400 ciclistas que participou do Acre Race 2021. Ele se encontrou no ciclismo em meados de 2013, quando seu pai resolveu abrir uma loja de vendas de pe\u00e7as e outros artefatos para bicicletas, chamada Mountain Bike Show. O rapaz, que estava acima do peso, viu reacender em si o desejo de voltar a ser ciclista, assim como fora na adolesc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/PUT_jyGc8VFe0RIgRc0YuSIQDQ4uRtF11WAPmhdRc-XcS1tPOtc1lAzGENcEzZfJ1IudccWomxDsHP0VAG_-Ioh4qOUndPnUkesFIyVTN4VJRGxPSuVnpMnmT9FUlT9QK8QVOv0\" alt=\"\"\/><figcaption>Acreano come\u00e7ou na adolesc\u00eancia e criou paix\u00e3o pelo esporte ap\u00f3s decis\u00e3o em perder peso | Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cLogo que n\u00f3s abrimos a loja eu comecei a voltar a praticar como <em>hobby <\/em>e para conciliar esporte e sa\u00fade no ciclismo. Da\u00ed me apaixonei de vez. Como eu j\u00e1 tinha um pouco de afinidade, comecei a adquirir novamente o amor pela <em>bike.<\/em> E com um ano de pr\u00e1tica, subi um degrau para me tornar um atleta amador e, em 2015, comecei a competir\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Lira j\u00e1 participou de equipes como a do Corpo de Bombeiros, por exemplo. No primeiro ano de competi\u00e7\u00e3o estadual, a dedica\u00e7\u00e3o ao esporte fez o atleta ser campe\u00e3o em 2015 na categoria \u201ciniciante\u201d e ser vice-campe\u00e3o em 2016 em Rond\u00f4nia, na mesma categoria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/QQJko6-oeQA8f17Y294FyppCTIW1cZ4zoFNzVISh6ij7tNxDCts6Q5DD2VX-7-b7TMSZSB3RHKxUMxQuu05KY8bMR7SfhMQY5qxd3_nbHGfbItnnw10Ds6M2Retjg8bHdrXCG_M\" alt=\"\"\/><figcaption>Samuel Lira j\u00e1 foi campe\u00e3o e vice na categoria \u201camador\u201d, em competi\u00e7\u00f5es da Federa\u00e7\u00e3o Acreana de Ciclismo | Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>MUITA DEDICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o atleta treina tr\u00eas vezes por semana, com percursos que atingem em m\u00e9dia 50km, e que, segundo ele, duram cerca de 1h30 para serem realizados por completo. Aos s\u00e1bados, ele e mais um grupo de quarenta atletas amadores e profissionais costumam ir at\u00e9 o munic\u00edpio de Senador Guiomard e voltar em at\u00e9 tr\u00eas horas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre como v\u00ea tantas conquistas neste esporte, Samuel, que participa de pelo menos seis grupos de pedal da cidade, diz que o empenho e a vontade de sempre querer se superar foram os combust\u00edveis que o fizeram continuar no ciclismo. \u201cN\u00e3o foi f\u00e1cil, teve muito treino, muita dedica\u00e7\u00e3o e muito amadurecimento para que eu pudesse me tornar um atleta cada vez melhor. Eu jamais imaginei me aprofundar e gostar tanto do ciclismo\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/13IFK6gfC3OC08Qs8k5bR6eiow_9sZp1JhUQwgvxU6C-XhEYgufRU2uAnzW4Dg32_h7YnKKTgi87Vp2_iCEVx-Js_I7qEtYFX5ypwbdVSgfcNz4S_rwQdZWHSHpFwtVSEcRdGhg\" alt=\"\"\/><figcaption>Grupo costuma fazer percursos intermunicipais em poucas horas | Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>DIA DO CICLISTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2017\/lei\/L13508.htm\">Lei de n\u00ba 13.508<\/a>, de 22 de novembro de 2017, instituiu o dia 19 de agosto como o \u201cDia do Ciclista\u201d. A data foi estabelecida para que, al\u00e9m de comemorar, as pessoas e as autoridades reflitam e tracem estrat\u00e9gias que visem a prote\u00e7\u00e3o que os ciclistas precisam para pedalar com mais tranquilidade nas ruas e ciclovias brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta para o estabelecimento desta data no Legislativo \u00e9 embasada a partir de um crime que ocorreu em 2006, nesta mesma data, que <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cidades-df\/2020\/08\/4869199-da-tragedia-a-conscientizacao.html\">vitimou o bi\u00f3logo Pedro Davison em Bras\u00edlia, com 25 anos<\/a>. O jovem n\u00e3o resistiu ao impacto do carro em alta velocidade no Eixo Sul da cidade e morreu na hora. O respons\u00e1vel, Leonardo Luiz da Costa, estava embriagado, com a Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH) vencida e fugiu sem prestar socorro. <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/cidades\/2010\/02\/11\/interna_cidadesdf,172980\/condenado-a-seis-anos-em-regime-semiaberto-acusado-de-atropelamento-podera-recorrer-em-liberdade.shtml\">O rapaz foi condenado a 6 anos de pris\u00e3o<\/a> pelo crime, em regime semiaberto, e at\u00e9 hoje paga pens\u00e3o \u00e0 filha da v\u00edtima, que ter\u00e1 este direito resguardado at\u00e9 completar 25 anos. Na ocasi\u00e3o, a menina tinha 8 anos de idade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acreanos viram no ciclismo a oportunidade de desenvolver um hobby e de, posteriormente, participar de competi\u00e7\u00f5es | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ana Paula Jansen Com o crescente aumento no n\u00famero de bikes em decorr\u00eancia das circunst\u00e2ncias pand\u00eamicas, ciclistas amadores e profissionais explicam, neste dia do ciclista, como surgiu o amor pela pedalada que conquista simpatizantes a cada dia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":1492,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[8],"coauthors":[],"class_list":["post-1491","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-1.jpeg?fit=1125%2C731&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1491"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1491\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1495,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1491\/revisions\/1495"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1491"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=1491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}