{"id":1350,"date":"2021-08-04T14:22:29","date_gmt":"2021-08-04T19:22:29","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1350"},"modified":"2021-08-04T14:22:31","modified_gmt":"2021-08-04T19:22:31","slug":"muito-alem-dos-numeros-o-luto-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1350","title":{"rendered":"Muito al\u00e9m dos n\u00fameros: o luto na pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Marcus V. Almeida e P\u00e2mela Celina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que fazer quando um pa\u00eds normaliza mais de 500 mil mortes por uma doen\u00e7a que j\u00e1 possui vacina? Desde mar\u00e7o de 2020, lidamos com a morte e o luto de uma maneira macabra. Choramos por conhecidos, parentes ou famosos, mas ignoramos milhares de an\u00f4nimos que morrem diariamente. O processo de nos despedir de quem amamos foi reduzido ao m\u00ednimo devido aos protocolos de conten\u00e7\u00e3o de contamina\u00e7\u00e3o e a ideia de morte e luto passou por uma transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>O processo de luto para quem perdeu um ente querido envolve diversas etapas que ajudam na forma de lidar com a morte. Pode parecer simples, mas esse processo \u00e9 bastante complexo e proporciona diversos estudos acad\u00eamicos e cient\u00edficos que apontam os impactos psicol\u00f3gicos nas pessoas que n\u00e3o puderam se despedir de acordo com seus costumes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Covid-19 eliminou o ritual de despedida que existe na cultura brasileira, com vel\u00f3rio, cortejo e enterro. Desta forma, as pessoas ficam com a sensa\u00e7\u00e3o que \u201cn\u00e3o se despediram como deveriam\u201d e perderam tamb\u00e9m o apoio mais pr\u00f3ximo de parentes e amigos. Com o distanciamento social, as fam\u00edlias e equipes de sa\u00fade passaram a vivenciar a morte com mais impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da pandemia, com situa\u00e7\u00f5es de muitos casos de infec\u00e7\u00e3o e \u00f3bito em familiares e amigos, gera uma sequ\u00eancia de lutos e maiores dificuldades de supera\u00e7\u00e3o, fazendo at\u00e9 mesmo aqueles que n\u00e3o tiveram perdas de pessoas pr\u00f3ximas vivenciarem sentimento de instabilidade social e sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que lembrar que a experi\u00eancia de uma pessoa n\u00e3o serve para todas, cada um vivencia o luto de uma forma diferente e existem variadas formas de superar. O luto envolve etapas que podem gerar sentimentos de mudan\u00e7a da forma de viver ou a busca de motiva\u00e7\u00e3o para continuar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/mHXzl3Dd0HzpmpGiw-63VWqhH2MNCXd266zaE3CcZTpNEohM2Ti0yazpOol1ASRNNqwgj_Ua_Tzja-qNPN1lSwQRGeVQQd3ReyGmP7RZR5yslheuL-8rLEmpUlM3sE9ZgFluX7Y\" alt=\"\"\/><figcaption>Fases do processo de luto. Produ\u00e7\u00e3o: P\u00e2mela Celina<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para entender melhor como a pandemia da Covid-19 transformou a essencial viv\u00eancia do luto, conversamos com a psic\u00f3loga Khauana Leite, que explicou um pouco sobre as principais mudan\u00e7as que aconteceram na forma de lidar com a perda. Formada pela Universidade Federal do Acre (Ufac), ela faz mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No ano de 2020, ela atuou como volunt\u00e1ria no atendimento de pacientes encaminhados pelo TeleCovid e tamb\u00e9m no Acolha um profissional de sa\u00fade, projeto direcionado ao atendimento psicol\u00f3gico emergencial de profissionais que atuam na linha de frente contra a Covid-19 em Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 o luto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Khauana:<\/em> O luto \u00e9 um processo emocional natural vivenciado a partir de uma experi\u00eancia de perda\/rompimento de v\u00ednculo (que n\u00e3o se restringe ao falecimento de uma pessoa, mas tamb\u00e9m ao fim de relacionamentos afetivos, perda de animais de estima\u00e7\u00e3o ou a perda de emprego, por exemplo). A partir da perda ocorre o \u201cfim\u201d da forma estabelecida cotidiana de viver e surge a necessidade de uma nova significa\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3pria vida de quem est\u00e1 vivendo o luto. Esse processo ocorre conforme o tempo e a cultura em que cada pessoa est\u00e1 inserida. \u00c9 comum que aconte\u00e7a em pa\u00edses latino-americanos um ritual de despedida, como o vel\u00f3rio e o enterro, para que as pessoas que possuem v\u00ednculo com a\/o falecida\/o possam usufruir de uma rede de apoio e tamb\u00e9m seguir para fases de aceita\u00e7\u00e3o e rearranjo da vida sem a presen\u00e7a f\u00edsica daquela pessoa que se foi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como o processo de luto acontece?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Khauana:<\/em> Bom, \u00e9 importante frisar que o luto, assim como as demais experi\u00eancias que comp\u00f5em a exist\u00eancia humana, n\u00e3o deve ser generalizado. Apesar de ter teorias que descrevem as fases do luto, elas n\u00e3o seguem uma cronologia e cada pessoa vivencia de maneira \u00fanica. O processo de luto interrompe o fluxo cotidiano e tamb\u00e9m exige que novas experi\u00eancias sejam constru\u00eddas por aqueles que permaneceram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma autora que geralmente tomo como base para compreender e atender pessoas enlutadas \u00e9 a Elisabeth K\u00fcbler-Ross (psiquiatra su\u00ed\u00e7o-americana). Ela descreve o luto em cinco est\u00e1gios: isolamento e nega\u00e7\u00e3o da perda; raiva quando se percebe que n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel negar; barganha, est\u00e1gio de promessas divinas para perman\u00eancia do ente que est\u00e1 em fase terminal ou cren\u00e7a de um poss\u00edvel retorno; depress\u00e3o, rebaixamento do humor, \u00e9 marcado por solid\u00e3o e saudade; e por \u00faltimo, o est\u00e1gio de aceita\u00e7\u00e3o da perda e reorganiza\u00e7\u00e3o da vida sem a pessoa querida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a pandemia transformou esse processo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Khauana:<\/em> A pandemia por Covid-19 quebrou o ritual de despedida extremamente importante para a viv\u00eancia do luto. J\u00e1 existem estudos que descrevem que essa ruptura contribui para impactos psicol\u00f3gicos naqueles que ficaram, ao passo que n\u00e3o puderam se despedir dos seus entes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o das medidas de distanciamento social as pessoas que est\u00e3o hospitalizadas mant\u00eam o contato com os familiares apenas pelo celular, ap\u00f3s a entrada no ambiente hospitalar n\u00e3o h\u00e1 mais contato presencial com o ente. Esse processo afeta diretamente pacientes hospitalizados, os familiares e a equipe de sa\u00fade que se depara com a imin\u00eancia da morte de forma potencializada. Dentro de todo esse cen\u00e1rio fica muito dif\u00edcil realizar rituais funer\u00e1rios de despedida em conson\u00e2ncia com a cultura e religi\u00e3o das pessoas envolvidas, dificultando a experi\u00eancia do luto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que fam\u00edlias apresentam m\u00faltiplos casos de infec\u00e7\u00e3o e \u00f3bito, mobilizando uma sequ\u00eancia de lutos, trazendo ainda mais desafios para se adaptar e lidar com as perdas. E todo esse cen\u00e1rio cr\u00f4nico de enlutamento n\u00e3o acontece apenas com familiares e equipe de sa\u00fade, mas na sociedade como um todo, mesmo pessoas que n\u00e3o tiveram perdas concretas, amigas\/os ou familiares, podem viver o sofrimento e ter um sentimento de instabilidade social.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais seriam as consequ\u00eancias e&nbsp; impactos da pandemia nesse processo?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Khauana:<\/em> A pandemia de Covid-19 implica diretamente na experi\u00eancia do luto, principalmente no antecipat\u00f3rio, ou seja, na prepara\u00e7\u00e3o emocional diante da imin\u00eancia da perda. Este \u00e9 afetado nesse per\u00edodo, pois em alguns casos o quadro cl\u00ednico da\/o paciente pode agravar rapidamente e ela\/e vir a \u00f3bito. Al\u00e9m disso, o local e as condi\u00e7\u00f5es em que a pessoa morre tamb\u00e9m oferecem implica\u00e7\u00f5es para esse processo, ao passo que se o ente estiver isolado haver\u00e1 impossibilidade da despedida, o que contribui para viv\u00eancia de um luto complicado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas t\u00eam apontado que h\u00e1 frequ\u00eancia do sentimento de culpa, familiares e amigas\/os podem acreditar e sentir que foram os respons\u00e1veis por infectar a pessoa falecida. Nesse sentido, o que se sabe cientificamente at\u00e9 o momento, a partir das pesquisas realizadas, \u00e9 que os impactos psicol\u00f3gicos podem variar entre ansiedade, s\u00edndromes de p\u00e2nico, luto antecipat\u00f3rio afetado e o desenvolvimento de um luto complicado devido \u00e0 impossibilidade de um ritual de despedida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cuidados funer\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos n\u00fameros de mortes ou da descri\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica da doen\u00e7a, informa\u00e7\u00f5es que recebemos diariamente desde o in\u00edcio da pandemia, \u00e9 interessante conhecer melhor quem est\u00e1 tendo que lidar diretamente com os que tiveram uma perda por essa doen\u00e7a. Para isso, buscamos entender como a pandemia afetou o ambiente e a rotina de quem trabalha em uma funer\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nonata Viana come\u00e7ou a trabalhar em funer\u00e1rias por necessidade, mas atualmente n\u00e3o trocaria de emprego por nada. \u201cHoje em dia, se por um acaso eu tiver que sair da funer\u00e1ria, eu vou procurar outra funer\u00e1ria, porque eu amo o que fa\u00e7o\u201d. Por trabalhar na prepara\u00e7\u00e3o dos corpos para o vel\u00f3rio, Nonata sempre manipulou produtos qu\u00edmicos, o que tornou o uso de EPIs rotina di\u00e1ria no ambiente de trabalho, mesmo antes da pandemia. Mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00f5es nos cuidados. \u201cDepois dessa pandemia, claro que a gente se equipa melhor. Al\u00e9m de usar m\u00e1scara, luva, avental, touca e bota, a gente tem que colocar o macac\u00e3o e aquela outra m\u00e1scara mais avan\u00e7ada\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/xXKm4WXTwCFuGFTpxHCOpvAp2ONY7Onnkvt6NxyxO6rXdAocJ5BIktuvib5-3d0ArPeCzsf2-sUHguo4jy5LfujizEG3c1GMtraKsUDYuNvQqn6dz4cuP2G5o_YoG-PU4LeKIOw\" alt=\"\"\/><figcaption>Nonata usa equipamentos mais avan\u00e7ados para se proteger. Foto: Arquivo Pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ela relata que a principal mudan\u00e7a na rotina de trabalho ocorreu quando come\u00e7aram os enterros em que a causa da morte foi por complica\u00e7\u00f5es da Covid-19. \u201cQuando na declara\u00e7\u00e3o vem escrito Covid-19, a gente n\u00e3o pode mexer no corpo. Ele sai do hospital direto para o cemit\u00e9rio\u201d. Segundo ela, os familiares contestam a aus\u00eancia de vel\u00f3rio. Quando isso ocorre, a funer\u00e1ria entra em contato com a vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria para conversar e depois explica aos familiares os motivos da proibi\u00e7\u00e3o desses atos para as v\u00edtimas da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>O contato com as fam\u00edlias \u00e9 delicado, pois o abalo da perda influencia o modo como v\u00e3o lidar e a forma com que se dirigem a eles. O conv\u00edvio t\u00e3o pr\u00f3ximo com a morte permite que se pense mais antes de falar com quem perdeu um ente querido. Nonata ressalta que, dependendo do que \u00e9 dito, \u00e0s vezes podem acontecer interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com todos os cuidados e o uso de EPIs n\u00e3o isentaram Nonata de pegar a Covid-19 e, infelizmente, perder entes queridos para essa doen\u00e7a. Ela relata que houve casos de Covid na funer\u00e1ria, inclu\u00eddo ela mesma, e casos de colegas de trabalho em outras empresas que chegaram a \u00f3bito devido a complica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cLidar com a perda \u00e9 bem complicado. \u00c9 dif\u00edcil voc\u00ea ver um colega de trabalho morrer por essa doen\u00e7a, uma coisa que voc\u00ea est\u00e1 lidando ali. Voc\u00ea t\u00e1 convivendo com isso e, mesmo preparada, com os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o, voc\u00ea est\u00e1 correndo risco, n\u00e3o \u00e9? Ent\u00e3o, a gente fica bem apreensivo, com medo. Mas \u00e9 o nosso trabalho e temos que ter f\u00e9\u201d, fala. A pandemia potencializou um medo generalizado: perder aqueles que amamos.<\/p>\n\n\n\n<p>A conversa com Nonata mostra que lidar diretamente com a morte requer dedica\u00e7\u00e3o e uma coragem que muitos n\u00e3o t\u00eam.&nbsp; As falas demonstram que seu trabalho \u00e9 mais do que somente lidar com corpos sem vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a Covid-19<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Covid-19 \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria causada pelo SARS-CoV-2, da fam\u00edlia dos coronav\u00edrus, cujo primeiro caso foi relatado no final de 2019. A doen\u00e7a \u00e9 transmitida pelo ar, atingindo as vias respirat\u00f3rias e podendo afetar diversos sistemas do corpo. Com alta transmissibilidade e de distribui\u00e7\u00e3o global, a enfermidade tem deixado muitas sequelas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas em todos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/7uCv7wCxKalz7o3pPWFhSTBbx4WrCAfI8NppT191nv3WwprOy1Unqa040XQ8pDNdXT1KZm_llViC03PvjviVrEHP6qMtxn5ouU2BnJSSFYzQqHfqomE3wCOtdR5dZX0dedVByWk\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"1850\"\/><figcaption>Principais cuidados contra a Covid-19. Produ\u00e7\u00e3o: P\u00e2mela Celina<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o final de julho de 2021, no Acre foram registrados mais de 87 mil casos de infec\u00e7\u00f5es, dos quais aproximadamente 1800 chegaram a \u00f3bitos por complica\u00e7\u00f5es de Covid-19. Com o avan\u00e7o das vacina\u00e7\u00f5es no Estado (pouco mais de 40% da popula\u00e7\u00e3o recebeu a primeira dose), diversos mutir\u00f5es est\u00e3o sendo feitos para acelerar o processo de imuniza\u00e7\u00e3o (atinge atualmente cerca de 14% da popula\u00e7\u00e3o com doses completas). Vale ressaltar que mesmo ap\u00f3s ser vacinado \u00e9 poss\u00edvel<a href=\"https:\/\/saude.estadao.com.br\/noticias\/geral,vacinados-podem-transmitir-coronavirus-entenda,70003670645\"> transmitir a doen\u00e7a<\/a> a outras pessoas. Por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 manter o uso de m\u00e1scaras faciais, o distanciamento social e a higieniza\u00e7\u00e3o frequente das m\u00e3os. S\u00e3o muitos esfor\u00e7os e profissionais empenhados em trazer esperan\u00e7as e diminuir os \u00f3bitos por Covid-19 na popula\u00e7\u00e3o acreana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcus V. 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