{"id":1309,"date":"2021-08-03T07:59:10","date_gmt":"2021-08-03T12:59:10","guid":{"rendered":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1309"},"modified":"2021-08-03T08:41:56","modified_gmt":"2021-08-03T13:41:56","slug":"as-criancas-e-as-telas-diferentes-perspectivas-e-consequencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/?p=1309","title":{"rendered":"As crian\u00e7as e as telas: diferentes perspectivas e consequ\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:10px\">Reprodu\u00e7\u00e3o\/Veja<\/p>\n\n\n\n<p><em>Para parte dos pais e especialistas, h\u00e1 uma forma saud\u00e1vel de intera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com as telas: supervis\u00e3o de conte\u00fado e de hor\u00e1rio, que vai depender diretamente da faixa et\u00e1ria do pequeno.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Aldeir Oliveira e Maria Fernanda Arival<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 notou seu filho ou sobrinho falando com um sotaque que mais ningu\u00e9m da casa tem? Seus pequenos assumem uma postura e uma dic\u00e7\u00e3o totalmente diferente quando est\u00e3o na frente das c\u00e2meras? Uma das brincadeiras favoritas deles \u00e9 brincar de ser <em>youtuber<\/em>? N\u00e3o s\u00e3o casos isolados e \u00e9 cada vez mais comum entre os jovens dessa gera\u00e7\u00e3o que nasceram com um celular na m\u00e3o e s\u00e3o usu\u00e1rios de sites de <em>streaming<\/em> desde que aprenderam a usar seus polegares opositores para segurar o <em>tablet <\/em>ou <em>smartphone<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum vermos crian\u00e7as, cada vez mais jovens, com um tablet ou celular na m\u00e3o, muitas delas at\u00e9 possuem seus pr\u00f3prios aparelhos, ao inv\u00e9s de pegarem emprestado de seus pais ou tutores. Essa movimenta\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 mal vista na sociedade e ponto de discord\u00e2ncia entre diversos especialistas. Mas \u00e9 consenso que as atividades tecnol\u00f3gicas de nossos pequenos devem ser limitadas e, acima de tudo, supervisionadas. \u00c9 comum ouvirmos que a internet \u00e9 uma \u201cterra sem lei\u201d, o que n\u00e3o \u00e9 verdade, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 totalmente falso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, na sua plataforma <em>Think With Google<\/em>, voltada para a divulga\u00e7\u00e3o de dados relevantes aos profissionais de marketing, a gigante da inform\u00e1tica revelou dados sobre seus usu\u00e1rios mirins, contabilizados atrav\u00e9s de um ano de uso do YouTube Kids, streaming voltado para o p\u00fablico infantil e com ferramentas de controle parental, tal qual escolha de faixa et\u00e1ria alvo, ativa\u00e7\u00e3o ou desativa\u00e7\u00e3o da ferramenta de pesquisa, dentre outras op\u00e7\u00f5es para ajudar no maior controle por parte dos pais. Os dados mostram que 80% das crian\u00e7as entre 4 e 11 anos acessam o YouTube diariamente, sendo esses acessos distribu\u00eddos em quatro situa\u00e7\u00f5es distintas: em seus pr\u00f3prios lares (81%), na resid\u00eancia de amigos ou familiares (60%), durante deslocamentos (49%) tal qual viagens de carro ou transporte p\u00fablico e na escola (38%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em um estudo publicado pelo peri\u00f3dico cient\u00edfico <em>The Lancet Child &amp; Adolescent Health<\/em> e divulgado pela revista Veja, em 2018, o uso desenfreado de celulares, tablets e computadores pode vir a prejudicar o desenvolvimento cognitivo das crian\u00e7as. A reportagem cita o pesquisador Eduardo Esteban Bustamante, da Universidade de Ilinois, dos Estados Unidos, para justificar tal afirmativa: &#8220;cada minuto gasto em frente \u00e0s telas equivale a um minuto a menos de sono ou de atividades cognitivamente desafiadoras\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o pesquisador chegasse a tal conclus\u00e3o foram analisados os h\u00e1bitos de aproximadamente 4.500 crian\u00e7as norte-americanas, com idades entre 8 e 11 anos. Os fatores levados em considera\u00e7\u00e3o para a avalia\u00e7\u00e3o foram as recomenda\u00e7\u00f5es de bem-estar para inf\u00e2ncia, tais como: dormir de nove a onze horas por noite, praticar, no m\u00ednimo, uma hora de atividade f\u00edsica diariamente e uso de eletr\u00f4nicos por, no m\u00e1ximo, duas horas por dia. Tamb\u00e9m foram submetidas a testes cognitivos para avaliar mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o e linguagem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"423\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crianca-no-celular-0118-1400x800-1.jpg?resize=740%2C423&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-1348\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crianca-no-celular-0118-1400x800-1.jpg?resize=1024%2C585&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crianca-no-celular-0118-1400x800-1.jpg?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crianca-no-celular-0118-1400x800-1.jpg?resize=768%2C439&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crianca-no-celular-0118-1400x800-1.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption>O uso excessivo das telas pode causar diversos problemas, entre eles a miopia. Reprodu\u00e7\u00e3o\/Vix<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 quem acredite que as novas tecnologias n\u00e3o devem ser temidas ou marginalizadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as, e sim devem ser abra\u00e7adas e integradas ao seu cotidiano, partindo de uma premissa de que devemos incorporar a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, adaptando tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de nossos filhos. N\u00e3o podemos negar o fato de que os dispositivos eletr\u00f4nicos, no per\u00edodo pand\u00eamico do novo coronav\u00edrus, mantiveram o mundo funcionando e aproximando as pessoas em isolamento social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas at\u00e9 onde o uso de eletr\u00f4nicos pode influenciar os comportamentos culturais dos pequenos? Sotaques e dialetos s\u00e3o partes vivas, evolutivas e extremamente caracter\u00edsticas de um local, formando a identidade de um povo para al\u00e9m de sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. E causa estranhamento ver uma crian\u00e7a acreana conversando com um sotaque sulista ou ainda com um mix de sotaques do qual n\u00e3o se pode identificar, usando palavras ou g\u00edrias que n\u00e3o s\u00e3o comuns, nunca proferidas em seus lares por seus pais, tios, av\u00f3s, respons\u00e1veis ou tutores.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora do ensino fundamental Sueli Severino, 46, acredita que as ferramentas eletr\u00f4nicas devem ser conduzidas para as crian\u00e7as com cautela e, acima de tudo, voltadas para o aprendizado dos pequenos. \u201cEu n\u00e3o sou contra uma crian\u00e7a de 5 anos utilizar essa ferramenta que est\u00e1 sendo a sensa\u00e7\u00e3o do momento. Por\u00e9m, temos de saber como conduzir essa ferramenta para as crian\u00e7as, at\u00e9 que ponto esta ferramenta est\u00e1 ajudando, principalmente, na \u00e1rea educacional\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a professora concorda que os eletr\u00f4nicos mudaram radicalmente as intera\u00e7\u00f5es infantis. \u201cCrian\u00e7as de 7 ou 11 anos n\u00e3o brincam mais de boneca, n\u00e3o brincam mais de rodinha, somente usam o smartphone\u201d. Profissionais do ensino infantil acreditam que \u00e9 importante que, em seus anos formativos, as crian\u00e7as tirem tamb\u00e9m tempo para executar brincadeiras que estimulem a imagina\u00e7\u00e3o dos pequenos, criando menos tempo ocioso. O uso desenfreado do tablet ou smartphone traz brincadeiras prontas, que n\u00e3o estimulam os pequenos a usarem a imagina\u00e7\u00e3o e as ferramentas ao seu redor para se distrair.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/MFZm5098Cm98dRCtWVoqApGigPaBG-QoHaN3kTnvhKAgNjb4e7SA4whzNdH50JLHAGCu7XOBsOO4o2jLLIoF7jZEnhArSh85FIeN6byOwDRALnTa3T_DwAIfc9rk_jwB7kbl8as\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O novo passatempo da \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Foto: Arquivo Pessoal Maryllia Gabriela<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a psic\u00f3loga Renata Campos, os efeitos da exposi\u00e7\u00e3o prolongada \u00e0s telas s\u00e3o diversos e j\u00e1 existem pesquisas que sinalizam os malef\u00edcios desse comportamento. \u201cOs aparelhos n\u00e3o s\u00e3o de todo ruim, eles trazem conte\u00fados e processos de aprendizagem. Por\u00e9m, o excesso de horas em frente \u00e0s telas est\u00e1 relacionado a efeitos negativos, que v\u00e3o de quest\u00f5es f\u00edsicas \u00e0 psicol\u00f3gicas\u201d, explica a especialista.&nbsp; Ela identifica que a crian\u00e7a pode desenvolver altera\u00e7\u00f5es do sono, de aten\u00e7\u00e3o, do sistema hormonal, no humor, at\u00e9 depress\u00e3o ou ansiedade. \u201cH\u00e1 v\u00e1rios riscos de comportamentos disfuncionais no processo de pais n\u00e3o conseguirem monitorar o tempo de uso\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias de hoje, muitos pais trabalham fora e precisam deixar seus filhos com outras pessoas da fam\u00edlia e isso requer uma comunica\u00e7\u00e3o mais direta com a crian\u00e7a atrav\u00e9s de liga\u00e7\u00f5es ou aplicativos de mensagens como o <em>WhatsApp. A<\/em>l\u00e9m disso, durante a pandemia o ensino de forma remota tamb\u00e9m demanda o uso desses aplicativos para comunica\u00e7\u00e3o entre pais, alunos e professores.<\/p>\n\n\n\n<p>Maryllia Gabriela, empreendedora e m\u00e3e de uma pequena de 7 anos, conta que a filha come\u00e7ou a usar o <em>tablet<\/em> aos tr\u00eas anos para assistir desenho na plataforma Netflix. Mas o celular foi dado apenas ano passado, quando a menina tinha seis anos. \u201cEla come\u00e7ou a usar o celular para se comunicar com o pai, que viaja muito. Nem sempre estou em casa com ela para emprestar o meu aparelho, al\u00e9m disso, preciso dele para trabalhar. Ent\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o que encontramos foi essa, mas desde sempre eu tenho monitorado o que ela faz e a quantidade de tempo que usa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>As crian\u00e7as em desenvolvimento tem um processo de apreens\u00e3o do mundo em que capta as informa\u00e7\u00f5es do meio externo e armazena, como se fossem esponjas, por isso, quanto mais acesso os pequenos t\u00eam ao YouTube, mais sotaques e g\u00edrias eles podem armazenar e colocar em pr\u00e1tica. \u201cNo processo de desenvolvimento infantil, a crian\u00e7a busca aprender a partir dessas rela\u00e7\u00f5es familiares e de amizade. Quando a crian\u00e7a \u00e9 privada disso, elas acabam se relacionando com esses personagens na internet e se apropriam desses termos, g\u00edrias e sotaques. O mesmo que aconteceria com uma intera\u00e7\u00e3o familiar \u201d, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maryllia Gabriela, as crian\u00e7as devem ter supervis\u00e3o dos pais sobre o que assistem e a quantidade de horas que ficam em frente \u00e0s telas, principalmente no YouTube, pois nesta plataforma h\u00e1 muitos canais que podem chegar \u00e0 elas atrav\u00e9s das recomenda\u00e7\u00f5es do site e n\u00e3o s\u00e3o indicados para a idade. \u201cMinha filha usa o celular por uma ou duas horas, com a minha supervis\u00e3o. Ela tem um quadro com os hor\u00e1rios dela e a rotina do dia. Quando era menor, assistia muitos v\u00eddeos no YouTube, mas sempre na televis\u00e3o, para que eu pudesse ver tamb\u00e9m. E sempre que percebia comportamentos errados nesses canais, eu a proibia de assistir\u201d, conta a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 uma realidade recente e h\u00e1 poucos estudos sobre o assunto, a comunidade que \u00e9 respons\u00e1vel pelas crian\u00e7as e adolescentes deve estar atenta aos preju\u00edzos que a exposi\u00e7\u00e3o excessiva de telas podem causar. Para a psic\u00f3loga: \u201cnos pr\u00f3ximos anos acontecer\u00e3o mais pesquisas sobre essa tem\u00e1tica importante e necess\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o\/Veja Para parte dos pais e especialistas, h\u00e1 uma forma saud\u00e1vel de intera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com as telas: supervis\u00e3o de conte\u00fado e de hor\u00e1rio, que vai depender diretamente da faixa et\u00e1ria do pequeno.&nbsp; Por Aldeir Oliveira e Maria Fernanda Arival Voc\u00ea j\u00e1 notou seu filho ou sobrinho falando com um sotaque que mais ningu\u00e9m da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":1310,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[8],"coauthors":[],"class_list":["post-1309","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corriqueiras","tag-destaque"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/acatraia.ufac.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/reduzir-uso-do-celular-pelas-criancas-scaled-1.jpeg?fit=2560%2C1707&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1309","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1309"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1374,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1309\/revisions\/1374"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1309"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/acatraia.ufac.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=1309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}